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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Perry Rhodan - Obra-Prima Alemã da Ficção Científica

A publicação de Perry Rhodan atravessa décadas, mas continua pouco comentado por aqui.
Por volta de 2002, eu trabalhava como freelancer em um escritório de produção e design gráfico. Tive a sorte de ter um colega mais velho e experiente (hoje capista da Veja), que sabia ocupar nossas tardes com papos bastante agradáveis sobre gostos em comum, como filmes, livros, história e filosofia. Eu era ainda um pós adolescente ávido por blockbusters quando ele começou a falar de uma série de livros alemã sobre aventuras espaciais. Segundo ele, teria inspirado grandes histórias hollywoodianas, desde Highlander a Exterminador do Futuro (sobre esse último, Harlan Ellison tem outra opinião…). Fiquei curioso, até que ele me trouxe um dos números, a edição Perry Rhodan#50. Li de uma vez só.

Simplesmente, uma narrativa tão interessante que eu não podia parar de ler, com uma aventura espacial que fugia do óbvio e mostrava a história por um ponto de vista que, inclusive, questionava as ações do protagonista. Um novo mundo se abriria para mim a partir daquele momento.
Ilustração de Dirk Schulz.
Perry Rhodan é uma série de ficção científica alemã, no estilo space opera, editada semanalmente desde 1961, em séries de livros que lembram o formato de pulp fiction. Criada por K. H. Scheer e Clark Darlton, já ultrapassa 2.900 títulos e, embora não seja muito conhecida por aqui, ela é um sucesso mundial lançado em vários países. Ao longo dos anos, a aventura futurista acompanhou o avanço tecnológico da vida real, ao passo que avançava ainda mais em seu futuro distante. Isso confere uma sensação curiosa de ficção cientifica retrô quando lemos, em especial, suas primeiras edições, mas é mais um charme especial da série.

A crítica política e social também é muito forte e, ao longo do tempo, tocou em pontos sensíveis como a Guerra Fria, a Corrida Armamentista e o Movimento New Age, entre outros, expressando o pensamento da elite científica alemã. Talvez por isso mesmo a série tenha sido bastante criticada pelos norte-americanos, embora seja inegável sua influência, não só na ficção cientifica, mas na cultura pop geral.
A capa principal do episódio 2800, com Perry Rhodan, a cientista Sichu Dorksteiger e a nave portadora Ras Tschubai.
A história da série começa em 1971, quando a primeira missão americana tripulada, chefiada pelo major Perry Rhodan, chega à Lua e encontra uma nave alienígena acidentada. Graças à esperteza e audácia do nosso protagonista, os tripulantes se apropriam da tecnologia encontrada e, com ela, promovem a unificação mundial e a exploração espacial intergaláctica, conhecendo novos mundos e culturas através do cosmos. Ao longo da série, personagens adquirem imortalidade, novas tecnologias, utilizam o poder da mente de formas diversas, viajam através do tempo e do espaço, fazem alianças, entram em guerras e conflitos entre outras aventuras complexas.

Pelo grande número de livros, eles foram divididos em ciclos, sendo que cada um separa um conjunto que narra uma era específica, algo semelhante aos arcos narrativos das HQ’s. Tudo isso já rendeu enciclopédias, quadrinhos, canções e itens colecionáveis, entre outros. Em 1967, foi lançado um filme mediano, chamado Mission: Stardust, que adapta, de forma bem livre (ou seja, mudando muito), os acontecimentos dos dois primeiros livros. Em 2008, também foi produzido um jogo de videogame pra PC chamado The Immortals of Terra: A Perry Rhodan Adventure.

Trailer do filme Mission: Stardust, que você pode assistir completo no youtube.

Por onde começar a ler Perry Rhodan?
Você deve estar pensando: “Legal! Quero conhecer, mas como eu começo a ler isso?” A resposta não é fácil. Entre 1975 e 1991, a editora Tecnoprint S.A. (atual Ediouro) publicou os episódios 1 a 536. De 2001 a 2007, a SSPG (Star Sistemas e Projetos Gráficos) começou a lançar edições traduzidas a partir do número 650. Em 2014, finalmente voltou a lançar em formato digital, inclusive lançando os números que ficaram no hiato entre o número 536 e 650. Quem quiser as edições físicas, consegue encontrar em sebos, ou os primeiros 500 a 800 números em formato digital via internet.

Para além disso, fora as edições da SSPG, há uma iniciativa dos fãs que se chama Projeto Traduções. Eles têm todos os números traduzidos e é possível comprar os pacotes de ciclos por uma média de R$ 30,00 cada conjunto de edições. A iniciativa segue traduzindo as histórias direto do alemão. Adquirindo os ciclos, você se torna um colaborador do projeto. Recomendo ler as histórias em ordem cronológica, para uma melhor noção do universo da saga. Todavia, as tramas de cada livro se fecham em si mesmas, de forma que você não depende dos anteriores para que elas façam sentido.

No mais, você vai se divertir bastante com histórias sobre Arconidas, Aras, humanoides, Ratos-Castores dotados de super-inteligência, frotas estrelares, a nave Stardust, povos intergalácticos ameaçando a paz na Terra, telecinese, raios catódicos…. e, no meio do caminho, quem sabe você não identifica, em um detalhe ou outro, a inspiração para o seu filme hollywoodiano favorito?

sexta-feira, 23 de março de 2018

Viagens Interdimensionais: Contos assustadores

Já parou para pensar em universos paralelos e viagens interdimensionais? Existem muitas teorias a respeito desses assuntos e, se você já ouviu sobre alguma delas, deve ter se interessado pelo assunto. As possibilidades intrigantes fazem com que algumas pessoas dediquem sua vida para tentar comprovar ou desmistificar esse fato. Ainda assim, as questões a seu respeito são bem interessantes e não ficam apenas na área da ficção ou suposição.

Aparentemente, a proposta a respeito dos universos paralelos surgiu em 1954 e foi desenvolvida por Hugh Everett III. Desde então, ela tem atraído os mais diversos tipos de pessoas. Desde os mais intelectuais, com desejo de justificar e comprovar o ocorrido, até os mais supersticiosos, com sua teorias arrebatadoras. Além disso, o mais estranho de tudo isso, provavelmente, é o fato de que algumas pessoas na história já relataram ter viajado através de realidades alternativas. Enquanto isso, outros casos parecem estranhos por si só e, claramente, merecem ser relembrados. Esses são alguns desses casos, e eles podem mudar completamente a sua visão sobre o assunto.


1 - O viajante de Taured


Depois de uma viagem para Tóquio, um homem teria sido barrado no Aeroporto Internacional da cidade. Ele foi levado para um interrogatório e suspeitas estranhas surgiram a seu respeito. Tudo isso porque ele, assim como seus registros e passaportes, afirmavam que ele vinha de um país chamado Taured. Toda a documentação parecia original, e as respostas adquiridas pelo interrogatório pareciam verdadeiras, o fato é que o país de onde ele supostamente vinha não existia, não nessa dimensão.

Tudo aconteceu em 1954, e os oficiais ficaram confusos quanto a suas afirmações. Ele dizia viajar para o Japão constantemente, durante 5 anos, para negócios e os carimbos em seu passaporte comprovavam isso. Além disso, o homem carregava moedas locais de diversos países. Quando foi questionado sobre a localização do seu "país" ele confirmou que este ficava entre a França e a Espanha. Um mapa foi dado para ele na intenção de fazer com que o homem apontasse para o lugar e, em seguida, ele o apontou para o Principado de Andorra. O homem jurou nunca ter ouvido falar daquele lugar e que seu país existia a mais de mil anos.

Sem saber o que fazer com o rapaz, ele foi levado até um hotel próximo até que as autoridades decidissem o seu destino. Dois oficiais da imigração ficaram responsáveis por ele e o vigiaram do lado de fora do quarto. O problema é que, quando foram olhar, ele simplesmente havia desaparecido. A única outra saída possível era uma janela no 15 andar, o que não é nem um pouco viável. Uma busca foi feita mas eles não conseguiram encontrar o estranho homem.

2 - Carol Chase McElheney


A cidade na qual cada um passou a sua infância é muito importante, e dificilmente poderia ser confundida. Mas, no ano de 2006, Carol Chase McElheney estaria dirigindo de Perris para San Bernardino, cidade em que morava, quando decidiu para em sua cidade natal, Riverside. Só que, assim que chegou no local, ela percebeu que algo estava errado. Carol teria saído em busca de todos os pontos conhecidos por ela, como a casa em que cresceu ou mesmo a de alguns familiares, mas nenhuma delas estava como deveria. Ela até chegou a visitar o cemitério no qual o seu avô foi enterrado mas não havia nenhum corpo pro lá, o local era apenas um terreno fechado.

Você pode estar pensando que ela acabou parando na cidade errada mas, mesmo com todas essas inconsistências, alguns pontos cruciais estavam no lugar. Ela encontrou a escola que frequentou quando menor, assim como sua faculdade. Ainda assim todo o resto era diferente. Além disso, de acordo com ela, as pessoas da cidade também pareciam estranhas e misteriosas, foi então que ela decidiu partir. Apesar de sua história não poder ser confirmada, alguns anos depois ela acabou tendo que voltar para Riverside, depois da morte de seu pai. Mas, desta vez, a cidade estava como sempre.

3 - Lerina Garcia


Apesar dos casos acima terem, aparentemente, obtido sucesso ao retornarem para suas dimensões, esse não parece ter tido o mesmo final feliz. Em julho de 2008, uma mulher chamada Lerina Garcia, de 41 anos, teria acordado em sua cama em outra 'dimensão'. Apesar de não ter percebido o que estava acontecendo logo de cara, a mulher começou a reparar algumas inconsistências. Quando ela acordou em sua casa, aparentemente normal, acabou percebendo que o lençol de sua cama não era o mesmo que havia colocado.

Ainda assim, essa não foi a única diferença que ela reparou. Depois de sair de casa para ir trabalhar, ela acabou parando em um lugar diferente. O local que ela trabalhava a 20 anos simplesmente não estava mais lá, tendo outro departamentoocupando o mesmo espaço. Inquieta com a situação, ela voltou para sua casa esperando encontrar o homem com quem estava a cerca de 4 meses mas, ao invés disso, se deparou com o seu ex, com quem havia terminado a 6 meses. Nesta dimensão, os dois não haviam se separado e a sua busca pelo seu atual acabou não dando em nada. A mulher chegou a contratar um detetive particularpara encontrá-lo, mas não obteve resultado.

4 - Pedro Oliva Ramírez


No dia 9 de novembro de 1986, as 23 horas, Pedro Oliva Ramírez estava indo de Sevilha para Alcala de Guadaira, onde morava. Só que, enquanto estava dirigindo, acabou passando por uma curva e parando em um lugar desconhecido. O estranho local, no qual ele acabou parando, dispunha de 6 pistasretas, assim como estruturas e terrenos estranhos. Os carros a sua volta pareciam antigos, na cor branca ou bege, com placas escuras.

Depois de andar cerca de 1 hora sem saber onde estava, Pedro acabou encontrando algumas placas a sua esquerda. Elas indicavam a direção para Alcabala, Málaga e Sevilha. O homem acabou decidindo seguir a estrada para Sevilha e, de alguma forma, quando reparou, já estava em frente a sua casa, em Alcala de Guadaira. Depois do ocorrido, Pedro tentou encontrar o local novamente mas nunca conseguiu.

5 - Gadianton Canyon


Depois de passarem o sábado em um rodeio em Pioche, no ano de 1972, quatro estudantes estavam voltando para a Universidade do sul de Utah quando algo estranho aconteceu. Enquanto viajavam, as jovens acabaram virando para a esquerda e atravessando o Gadianton Canyon. Mas, do nada, o asfalto escuro se transformou em um chão de cimento branco. Depois de não reconhecerem o lugar em que estavam, elas pensaram ter pegado o caminho errado e resolveram retornar. Mas, quando fizeram isso, acabaram se deparando com campos de grãos e pinheiros, algo que não estava lá antes.

Confusas, as garotas resolveram parar para pedir informações, mas mudaram de ideia depois que uma delas se assustou e começou a gritar. Na estrada, junto com elas, passaram estranhos veículos ovais com apenas 3 rodas e luzes brilhantes no topo. Felizmente, depois de continuarem andando, elas conseguiram encontrar o asfalto escuro novamente e retornar para o cânion. Mas, no percurso, 3 das rodas do veículo acabaram estragando e elas esperaram o dia amanhecer para poderem caminhar pela estrada 56.

Outro ponto estranho desta história é que, depois de investigar melhor os relatos das garotas, eles acabaram encontrando algumas inconsistências. As marcasdeixadas pelos pneus das garotas terminavam repentinamente a partir de um certo ponto, deixando as autoridades muito confusas sobre como isso teria acontecido e para onde elas teriam ido.

6 - Markawasi


Markawasi é uma floresta conhecida por suas viagens interdimensionais. Muitos acreditam realmente que exista uma passagem secreta, para outras dimensões, escondida no local. A floresta se encontra na Cordilheira dos Andes, no Peru, e possui pedras com estruturas similares a de rostos humanos. Esse fator estranho contribuiu muito para as suposições criadas a seu respeito, além de relatos de pessoas que teriam vivenciado algo estranho por lá.

Em um certo dia o Dr. Raul Rios Centeno teria recebido uma paciente com uma história peculiar. Ela apresentava um caso extremo de hemiplegia, doença capaz de fazer com que metade do corpo da pessoa perca os movimentos. O mais curioso é que, depois de ser indagada sobre o problema repentino, a mulher informou que elas e alguns amigos haviam ido até Markawasi quando algo estranho aconteceu. Aparentemente, enquanto estavam andando pelo local a noite, ela acabou imergindo parcialmente em outro tempo.

Durante essa experiência, ela visualizou uma cabana de pedra iluminada por tochas. Além disso, ela pode ver pessoas dançando com roupas do século XVII antes de ser puxada de volta para sua realidade. O que só aconteceu por conta da ajuda de seus amigos, que a teriam puxado de volta. O mais estranho dessa história é que, depois de passar por alguns exames, o doutor não conseguiu encontrar explicações plausíveis para a sua condição. De acordo com ele, a mulher teria ido para outra dimensão e isso fez com que o fluxo de energia do seu sistema nervoso se alterasse brutalmente. Causando então a sua paralisia.

7 - Beatles

Os Beatles são mundialmente conhecidos em nossa dimensão, mesmo depois da morte de seus integrantes e do fim da banda. Mas, e se em outro universo eles ainda estiverem vivos? Essa foi a afirmação feita por um homem chamado James Richards que afirma ter viajado para um universo paralelo. De acordo com ele, depois de correr atrás do seu cachorro pelo Del Puerto Canyon, o homem teria caído depois de tropeçar em um buraco, o que o deixou inconsciente.

Tudo isso teria acontecido no dia 9 de setembro de 2009 e, depois que acordou, ele estava em uma sala com um homem chamado Jonas. Aparentemente, tudo aquilo estava relacionado a uma viagem entre realidades paralelas. Depois de conversar com o estranho homem, James acabou descobrindo que os membros do Beatles ainda estavam vivos e o grupo continuava compondo músicas. Depois de voltar para essa era, James acabou trazendo com ele uma fita da banda, intitulada 'Everyday Chemistry' com músicas nunca publicadas antes.

Esses estranhos e peculiares casos tornam inevitável pensar no assunto. Será que essas pessoas realmente presenciaram tudo aquilo que afirmam? Seria possível viajar entre dimensões paralelas inconscientemente e ao acaso? Não temos a resposta para essas perguntas e, por isso, só podemos especular a respeito. Mas e você, qual a sua opinião sobre o assunto?

Fonte

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Coexistência de Alienígenas de outras dimensões ao lado da nossa.

Poderiam alienígenas de outras dimensões estarem nos visitando? Seriam eles a causa das aparições de objetos voadores não identificados que desafiam as leis da física em nossa dimensão? Talvez:


A definição de seres interdimensionais ou inteligência interdimensional geralmente é descrita como uma entidade teórica ou ‘real’ que existe em uma dimensão além da nossa.

Apesar de acreditar que tais seres existem apenas na ficção científica, na fantasia e no sobrenatural, existem inúmeros ovniólogos que se referem a eles como seres reais.

A Hipótese Interdimensional

A hipótese interdimensional foi proposta por vários ovniólogos, como Jacques Vallée, que sugerem que os objetos voadores não identificados (OVNIs) e eventos relacionados (como avistamentos alienígenas) implicam visitas de seres de outras ‘realidades’ ou ‘dimensões’ que coexistem separadamente com a nossa. Alguns se referiram a esses seres como visitantes de outro universo.

Em outras palavras, Vallée e outros autores sugerem que os extraterrestres são reais, mas que não existem em nossa dimensão, mas em outra realidade, que coexiste com a nossa.

Esta teoria é uma alternativa à hipótese extraterrestre, que sugere que os extraterrestres são seres espaciais avançados que existem em nosso Universo.

A hipótese interdimensional argumenta que os OVNIs são uma manifestação moderna de um fenômeno que ocorreu ao longo da história humana registrada, o que, em tempos anteriores, foi atribuída a criaturas mitológicas ou sobrenaturais: a teoria dos Astronautas da Antiguidade.

E se os alienígenas forem viajantes de outra dimensão? Isso significa que estamos sozinhos no Universo depois de tudo?

Mas, apesar do fato de que os ovniólogos modernos e milhões de pessoas em todo o mundo acreditam que não estamos sozinhos neste universo, muitos ovniólogos e pesquisadores paranormais adotaram a Hipótese Interdimensional, sugerindo que ela explica a teoria alienígena de uma maneira muito mais aceitável.

O investigador paranormal Brad Steiger escreveu:

Estamos lidando com um fenômeno parafísico multidimensional que é principalmente proveniente do planeta Terra.

Outros ovniólogos, como John Ankerberg e John Weldon, que também favorecem a hipótese interdimensional, argumentam que os avistamentos de OVNI se encaixam no fenômeno espiritualista.

Comentando a disparidade entre a hipótese extraterrestre e os relatos de que as pessoas fizeram encontros de OVNI, Ankerberg e Weldon escreveram:

O fenômeno OVNI simplesmente não se comporta como visitantes extraterrestres.

Esta Hipótese Interdimensional deu um passo adiante no livro UFOs: Operation Trojan Horse (OVNIs: Operação Cavalo de Tróia) publicado em 1970, onde o autor John Keel relacionou OVNIs com conceitos sobrenaturais como fantasmas e demônios.

Alguns defensores da teoria extraterrestre adotaram algumas das idéias apresentadas pela Hipótese Interdimensional, porque ela faz um trabalho melhor para explicar como os ‘alienígenas’ poderiam viajar no espaço em grandes distâncias.

A distância entre as estrelas torna a viagem interestelar impraticável usando meios convencionais, e como ninguém demonstrou um motor antigravidade ou qualquer outra máquina que permita que um viajante se mova através do cosmos a uma velocidade mais rápida do que a luz, a Hipótese Interdimensional faz muito mais sentido.

De acordo com esta teoria, não é necessário usar qualquer método de propulsão porque ela sustenta que os OVNIs não são naves espaciais, mas sim dispositivos que viajam entre diferentes realidades. No entanto, eles ainda precisam passar de uma realidade para a outra, certo?

Um dos benefícios da Hipótese Interdimensional de acordo com Hilary Evans – um arquivista pictórico britânico, autor e pesquisador em OVNIs e outros fenômenos paranormais – é que ele pode explicar a aparente habilidade dos OVNIs para aparecerem e desaparecerem, não apenas da visão, mas de radar; pois os OVNI interdimensionais podem entrar e sair da nossa dimensão à vontade, o que significa que eles têm a capacidade de materializar e desmaterializar.

Por outro lado, Evans argumenta que, se a outra dimensão for um pouco mais avançada do que a nossa, ou talvez seja nosso próprio futuro, isso explicaria a tendência dos OVNIs de representar tecnologias próximas ao futuro.

Documentos anteriormente secretos do FBI – seres de outras dimensões existem

Embora tudo o que precede possa soar como algo proveniente de um filme de ficção científica, existe um documento peculiar anteriormente secreto que foi aberto nos arquivos do FBI, falando de seres interdimensionais e como sua ‘espaçonave’ tem a capacidade de materializar e desmaterializar em nossa própria dimensão.

Crédito da imagem: arquivos do FBI.
Abaixo, uma tradução dos pontos que são realçados na cópia do documento acima:

Alguns dos discos são tripulados, outros são controlados remotamente.
Sua missão é pacífica. Os visitantes contemplam se instalar neste mundo.
Os visitantes possuem a aparência humanoide, mas são muito maiores em tamanho.
Não são pessoas desencarnadas da Terra, mas vêm de seu próprio mundo.
Não vêm de outro ‘planeta’, como usamos a palavra, mas sim de um planeta etéreo que se interpenetra com o nosso, mas não nos é perceptível.
Os corpos dos visitantes, e também suas naves, se materializam automaticamente ao ingressar em certa taxa vibratória da matéria densa.
Os discos possuem um tipo de energia radiante, ou raio, que pode desintegrar facilmente a qualquer nave agressora. São capazes de reingressar ao etéreo quando queiram e desaparecer de nosso campo visual sem deixar nenhum rastro.
A região da qual eles se originam não é no plano astral, mas sim corresponde ao Lokas, ou Talas. Aqueles estudiosos dos temas esotéricos compreenderão estes termos.
Provavelmente não podemos nos comunicar com eles por intermédio de rádio, mas talvez isso possa ser feito por radar, se um sistema de sinal puder ser fabricado para tal.

Fonte

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Viajamos para universos paralelos quando sonhamos, dizem cientistas.

Algumas testemunhas ou, assim chamados contatados, dizem que os seres extraterrestres que nos visitam são na verdade interdimensionais, e não de outros planetas. Bem, pelo menos alguns deles. Isto é muito intrigante, porque, na verdade, os cientistas estão cada vez mais afirmando que universos paralelos são perfeitamente possíveis, e agora alguns desses cientistas dizem que, quando sonhamos, nossas mentes viajam para esses universos.


Todas as noites, os humanos têm uma média de 6 a 10 sonhos. Poucos minutos depois de despertarmos, esses sonhos geralmente são esquecidos. Mas e se houver um significado real para os sonhos, que os tornaria mais lucrativos para lembrar?

A ciência moderna, bem como tribos nativas americanas e mexicanas, acreditam que nós, ou pelo menos nossos cérebros, visitamos um “universo paralelo” quando sonhamos. Isso explicaria porque os seres humanos podem sonhar em cores e podem sentir com os cinco sentidos o que está acontecendo no sonho. Se você já sonhou em comer a torta de maçã da sua avó, já percebeu que parece que você pode saborear e cheirar a deliciosa torta à sua frente? Ou talvez você sonhou em andar numa montanha-russa e sentiu a emoção à medida que subia as rampas íngremes e corria por elas.

A verdadeira ciência de universos paralelos

Os místicos também acreditam que há lugares onde os sonhos ocorrem, mas o relacionaram com seres sobrenaturais, como fantasmas e espíritos. No entanto, desde 1920, os cientistas tentaram evitar seres tão questionáveis ​​e, na busca de encontrar o lugar ideal de partículas nucleares para hospedarem sonhos, perceberam que tal formação seria impossível na Terra. Assim, eles afastaram o argumento do sobrenatural, em direção ao campo discutivelmente mais confuso da física.

Um exemplo da teoria científica dos universos paralelos seria pensar em dois mundos: um em que você nasceu e um em que você não está. Logicamente, você nunca pode estar em um estado tão “dual” dentro de uma dimensão e, portanto, a necessidade de múltiplas dimensões paralelas surge. Pense nisso: em outro mundo, pode haver uma cópia de você que faz as coisas de forma um pouco diferente e, como resultado, pode ter uma vida melhor do que você. Em outro mundo, pode haver uma pessoa como você que não esqueceu seu discurso na reunião corporativa. Em outro mundo, pode haver outra versão de você que entende o que está acontecendo com nossos sonhos – e talvez até então, saberemos se os cientistas ou os místicos ganham neste debate.

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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Os Portais ocultos da Terra

Um portal é considerado um atalho, um guia, uma porta para o desconhecido.

Agora pesquisadores da NASA financiados pela Universidade de Iowa descobriram o que seria uma das maiores descobertas da humanidade.



"Nós os chamamos de pontos x ou regiões de difusão de elétrons," explica o físico de plasma Jack Scudder da Universidade de Iowa. "São lugares onde o campo magnético da Terra se conecta ao campo magnético do Sol, criando um caminho ininterrupto do nosso próprio planeta para a atmosfera do Sol a 93 milhões de milhas de distância." É um atalho digno dos melhores portais de ficção, só que desta vez os portais são reais. E com as novas "sinalizações" Nós sabemos como encontrá-los. No último par de décadas a ciência -ou melhor dito a ''ciência dominante'' tentou adaptar-se às numerosas alegações, recursos e características que foram anteriormente consideradas como inaceitáveis. Avanços e inúmeras descobertas alteraram a ciência como a conhecemos como nunca antes.



Enquanto muitos pesquisadores rejeitam as novas formas e novos conceitos, outros pesquisadores ao redor do mundo estão abraçando o fato de que, para que a ciência (em geral) para avançar e fazer avanços ainda maiores, devemos deixar de lado os dogmas rígidos definidos no lugar décadas atrás. A realidade é provada ser um conceito muito complexo que tem a capacidade de alterar a nossa percepção da vida, o nosso planeta, sistema solar, a física conhecida e a possibilidade de vida alienígena. Embora muitos desses assuntos têm sido parte de teorias da conspiração incontáveis, as pessoas na Terra têm vindo a frente com informações de uma maneira muito abrangente na última década, na nossa busca para compreender os segredos do universo.

"Portais escondidos'' no campo magnético de nosso planeta



Cientificamente falando, um buraco de minhoca é um recurso "hipotético" no espaço-tempo, que atua principalmente como uma espécie de um atalho através do universo. Este tem sido destaque em vários filmes de ficção científica e aceito como uma forma possível de viagens de seres extraterrestres avançados que a ciência tende a ser dividida em suas opiniões sobre este assunto.

Enquanto muitos acreditam que buracos de minhoca, portais e atalhos no cosmos seja mais provável que possível, os outros firmemente rejeitam essa noção, dizendo que é tudo parte da ficção científica . Curiosamente, a ficção científica tem feito inúmeras novas tecnologias uma possibilidade.

Coisas que foram consideradas como ficção científica há meio século são a realidade de hoje. Falando sobre portais, "É chamado de um evento de transferência de fluxo ou" FTE, ' ", diz o físico David Sibeck do Goddard Space Flight Center. "Dez anos atrás eu tinha certeza de que eles não existiam, mas agora a evidência é incontestável."



Um exemplo de como a ficção científica se transforma em uma possibilidade é essa descoberta da NASA no Campo magnético da Terra e como eles descobriram que há portais escondido lá. Na verdade, há certas áreas do campo magnético da Terras que está conectado com o campo magnético de nosso Sol, o que significa que este permita um caminho 'ininterrupto' que leva da Terra ao Sol, localizada a cerca de 93 milhas de distância.

A fim de tornar a descoberta, a NASA utilizou sua nave espacial Themis, que analisou o fenômeno. De acordo com a NASA os estranhos portais abrem e fechar várias vezes ao dia. Estranhamente, os caçadores de OVNIs têm reclamado há anos que o nosso Sol é parte de um ''StarGate'' gigantesco usado por "deuses" ou civilizações extraterrestres altamente avançadas para viajar por todo o universo rapidamente. Segundo a pesquisa, os portais descobertos pela NASA estão localizados principalmente dezenas de milhares de quilômetros da Terra, e alguns deles são pequenos, enquanto outros gigantescos, vastos e sustentados.



Segundo os cientistas, estes portais transferem enormes quantidades de partículas magneticamente carregadas que se originam no sol. Há muitas perguntas sem resposta: Por que os portais se formam a cada 8 minutos? Entre outras perguntas.. ''Portais magnéticos são invisíveis, instáveis e fugaz. Eles abrem e fecham sem aviso, e não há sinalização para orientar isso'' Concluiu - Dr. Scudder, University of Iowa.

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

50 anos de Jornada nas Estrelas


No dia 8 de setembro de 1966, estreava pela rede NBC o primeiro episódio de Jornada nas Estrelas, série de ficção científica que propunha um futuro pacífico, unido e voltado para a exploração do espaço. Em meio ao cenário sócio-político e cultural da época, a série era uma produção ousada, mas que não conseguiu resistir às pressões externas, sendo cancelada com apenas três temporadas. Fadada ao esquecimento, como muitas outras produções da época, Jornada nas Estrelas sobreviveu à passagem dos anos através das reprises, conquistando novas gerações. Após o sucesso de bilheteria do filme Guerra nas Estrelas, a série criada por Gene Roddenberry ganhou vida nova, ao ser transportada da TV para o cinema. Na TV, a série original gerou uma versão animada e mais cinco spinoffs, sendo a última ainda inédita. A franquia cinematográfica, depois de passar por um período de hibernação, voltou revigorada e pronta para conquistar uma nova geração de fãs. Poucas séries de TV conseguiram se enraizar tão profundamente no imaginário popular, a ponto de construir um universo próprio reconhecido pelo público (fã ou não). No entanto, devemos nos lembrar que ela não criou uma mitologia do nada. Muitos elementos que são apontados por trekkers (como os fãs da franquia são conhecidos) como originários da série já tinham sido introduzidos na televisão americana. A começar pela ideia de uma Federação dos Planetas Unidos.
Entre 1950 e 1955, a rede ABC exibiu a série Space Patrol, uma produção voltada para o público infanto-juvenil criada por Mike Moser, ex-piloto da Força Aérea que faleceu em um acidente de carro em 1954.A história era situada no Século XXX, período em que cinco planetas (Terra, Marte, Júpiter, Mercúrio e Vênus) se uniram para formar o United Planets of the Universe, uma organização política que tinha o objetivo de manter a paz no sistema solar e explorar cientificamente o universo. O patrulhamento e a exploração espacial eram realizados por uma força militar interplanetária conhecida como Space Patrol. Eles também enfrentavam raças alienígenas que não aceitavam fazer parte da União dos Planetas e elaboravam planos diabólicos para dominar o Universo. Esta série ainda contava com personagens femininas em papéis de igualdade ao dos homens.
A série mergulhou nas questões científicas e sociais de sua época, com episódios bem variados. Eles apresentavam os personagens enfrentando energias que tentavam engolir o universo, clonagem, animação suspensa e viagens no tempo, entre outras situações. Curiosamente, a série ainda mostrou um comunicador portátil, que Jornada nas Estrelas também utilizaria, o qual é apontado como inspiração para o celular.
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Ao contrário de Jornada nas Estrelas, ela foi um grande sucesso em sua época, o que levou ao lançamento de diversos produtos agregados, bem como uma versão radiofônica. Produzida ao longo de cinco anos, Space Patrol ofereceu mais de mil episódios. O problema é que a série era transmitida ao vivo e poucos episódios conseguiram sobreviver, graças ao kinescope. Vale lembrar que ela ainda influenciou o surgimento de outras produções infantis, como Rocky Jones, Space Ranger, que apresentava os personagens patrulhando o universo através do United Worlds of the Solar System.
Jornada nas Estrelas também costuma ser apontada como sendo a série de ficção científica que conseguiu tratar de temas sócio-culturais e políticos de sua época, bem como pioneira ao introduzir personagens de outras etnias. Ocorre que, além das diversas produções deste gênero voltados para o público infantil, Além da Imaginação e Quinta Dimensão já tinham assumido a responsabilidade com o público adulto de abordar dentro da ficção científica questões sociais, familiares, morais, éticas e políticas x avanços tecnológicos e modernidade; e a forma como o ser humano se relaciona com a tecnologia e a fé. Além disso, já existiam outras produções que introduziam em seu elenco fixo atores asiáticos e afro-americanos, além de produções com personagens russo, indígenas e latino (no caso cubano). Então, o que faz de Jornada nas Estrelas uma série tão importante na história da TV americana? Para responder, será necessário apresentarmos o ambiente social, político e televisivo da época.
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Nos anos de 1960, o público adulto era formado por sobreviventes da 1º e da 2º Guerra Mundial, da Guerra da Coréia, e da grande depressão econômica que teve início em 1929. Eles conheceram o boom econômico da década de 1950 mas, quando a série estreou, os EUA haviam passado pela crise dos mísseis de Cuba e o assassinato de um presidente, e ainda estavam vivendo a Guerra do Vietnã e os movimentos dos direitos civis.
Por sua vez, a televisão iniciou suas atividades adaptando obras literárias, radiofônicas e teatrais (e posteriormente cinematográficas). Em seu primeiro momento, ela era uma extensão do rádio e surgiu com o objetivo de agradar todo mundo, em especial a família tradicional americana. Para tanto, seria necessário oferecer programas que preservassem os valores morais e sociais definidos pelo estado e pela igreja. Mas, acima de tudo, ela era um veículo de entretenimento que estimulava o consumo. Portanto, oferecer programas que insultassem ou criassem animosidade com grupos sociais (especialmente aqueles com poder aquisitivo) não fazia parte dos objetivos dos executivos que atuavam neste meio. Temas se tornaram tabus para a TV, como questões étnicas, religiosas, prática sexual e atos de violência.
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Isto não significa que eles não eram debatidos por este veículo. Desde o início da TV as diferenças sociais e étnicas, bem como o questionamento moral dos personagens, fazem parte do DNA das séries americanas. A diferença (vista década por década) está na forma como eles abordam estas questões. No início da década de 1960, o Código Hays, que definia a censura televisiva e cinematográfica, caiu, o que permitiu aos produtores de séries uma liberdade maior na abordagem de temas polêmicos. Foi neste período que as produções dramáticas começaram a adotar um tom mais ríspido em suas críticas sociais.
Aproveitando este momento, membros da National Association for the Advancement of Colored People – NAACP, organização que luta pelos direitos civis do afro-americano, decidiu fazer as pazes com a televisão. Isto porque na década de 1950, quando a série radiofônica Amos ‘n’ Andy foi para a TV, a NAACP condenou a forma estereotipada com a qual o negro era retratado em uma produção que eles consideravam uma validação à segregação de pessoas de cor. A NAACP iniciou então uma campanha junto às agências de publicidade e ao Sindicato dos Roteiristas a qual tinha como objetivo mostrar através de palestras a obrigação que o veículo tinha de incluir a cultura negra. Os primeiros resultados desta campanha foram sentidos em 1963, com a exibição de comerciais estrelados por modelos afro-americanos. Em 1965, um ano após o Ato dos Direitos Civis, estreou Os Destemidos/I Spy, que trazia um ator negro dividindo os créditos e as histórias com um ator branco.
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Foi assim que, a partir daquele ano, a TV passou a investir em um número maior de produções que contavam com atores afro-americanos em seu elenco regular, coadjuvante e de convidados, bem como abordar de forma mais aberta e questionadora temas como a discriminação social e questões políticas. Este era o cenário social e televisivo no qual surgiu Jornada nas Estrelas, uma produção que agregou os movimentos que ocorriam ao seu redor, e os temores de uma nação, para mostrar que um futuro melhor seria possível.
Ao contrário de Space Patrol e Rocky Jones (que tinham objetivos didáticos e de entretenimento), Jornada nas Estrelas desenvolveu não apenas uma estrutura organizacional, mas uma ideologia através da Federação dos Planetas Unidos, apresentando a ideia de que o destino da humanidade é o de viver em uma sociedade diversificada e unida. Além de oferecer uma visão positiva de um futuro, ela também apresentou roteiros que levantavam questões sócio-culturais e políticas dentro de um universo construído e protagonizado por personagens em evolução, diferentemente de Além da Imaginação e Quinta Dimensão, que eram produções antológicas (uma história e personagens diferentes a cada episódio).
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Por ser situada no futuro, muitas das questões sociais e políticas discutidas já eram consideradas parte do passado para os tripulantes da nave Enterprise. Assim, sempre que entravam em contato com uma nova civilização, que ainda estivesse vivenciando estas questões, a tripulação se colocava como um observador, convidando o telespectador a perceber, através desse ponto de vista, os absurdos que atos e formas de pensamento como aqueles geravam.

A produção da série

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Comandada pelo Capitão James Tiberius Kirk (William Shatner), a nave estelar Enterprise realiza uma missão de cinco anos explorando o espaço e descobrindo novas civilizações no Século XXIII. Esta não é uma nave de combate, mas isto não significa que ela não esteja capacitada para se defender de ataques. Entre os membros de sua tripulação se destacam o Primeiro Oficial de Ciências, Sr. Spock (Leonard Nimoy), meio humano, meio vulcano, uma raça que aboliu as emoções preservando o raciocínio lógico; o Dr. Leonard McCoy (DeForest Kelley), médico responsável pela saúde de todos à bordo; navegadores Hikaru Sulu (George Takei), um japonês, e Pavel Chekov (Walter Koenig, a partir da segunda temporada), um russo; oficial de comunicações Nyota Uhura (Nichelle Nichols), africana; chefe de engenharia Montgomery Scott (James Doohan), mais conhecido como Scotty, um escocês; enfermeira Christine Chapel (Majel Barrett); e ordenança Janice Rand (Grace Lee Whitney, na primeira temporada).
Em 1964, Roddenberry ofereceu o projeto da série para a produtora Desilu, comandada pela atriz Lucille Ball. Neste primeiro momento, a história girava em torno do Capitão Robert April, comandante da S.S. Yorktown. Conforme o projeto foi sendo desenvolvido, April foi rebatizado de Christopher Pike, que chegou a ser interpretado por Jeffrey Hunter em um episódio piloto produzido para avaliação. Jornada nas Estrelas foi oferecida à rede CBS, que tinha contrato com a Desilu. No entanto, ela já tinha adquirido o projeto de outra aventura espacial, Perdidos no Espaço, e não se interessou pela produção. Então Herbert F. Solow, diretor de produção da Desilu, ofereceu o projeto para a rede NBC, na época comandada por Grant Tinker (marido de Mary Tyler Moore que formaria com ela em 1969 a produtora MTM, com a qual produziria The Mary Tyler Moore Show, The Bob Newhart Show, Chumbo Grosso/Hill Street Blues e St. Elsewhere).
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Após assistirem ao episódio The Cage, os executivos da NBC apresentaram seu descontentamento com relação a alguns personagens e situações. A objeção mais famosa é em relação ao enredo do episódio, que foi considerado intelectual demais e com poucas cenas de ação. Assim, um novo piloto foi produzido a partir de outro roteiro, Onde Nenhum Homem Jamais Esteve/Where No Man Has Gone Before. Vale ressaltar que os dois episódios tratam do ‘poder da mente’. Ainda insegura quanto ao potencial da série, a NBC encomendou dezesseis episódios iniciais (já contando o segundo piloto) para a primeira temporada de Jornada nas Estrelas, agora estrelada por Shatner.
Enquanto isso, a Desilu enfrentava sérios problemas financeiros. Este era um pequeno estúdio que, na época, estava produzindo The Lucy Show e alugando suas dependências para outras produtoras independentes. Repentinamente, a Desilu se viu responsável por três projetos vendidos a canais diferentes: Missão: Impossível (CBS), Jornada nas Estrelas (NBC) e o faroeste The Long Hunt for April Savage (ABC). Era necessário cancelar um dos projetos. A diretoria votou em Jornada nas Estrelas, considerando seu custo de produção. Mas teria sido Solow quem convenceu Lucille a não descartar a série. Assim, o projeto da ABC foi cancelado.
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Em 1967, novamente sufocada pelas dívidas, Lucille cedeu e vendeu a Desilu para a Gulf+Western, que fazia parte do grupo Paramount Pictures, ‘vizinha de muro’ do estúdio. Segundo o livro Desilu: The Story of Lucille Ball and Desi Arnaz, a troca de comando ocorreu durante as filmagens do episódio Mirror Mirror, da segunda temporada. No final de 1967, a Desilu foi transformada na Paramount Television.
Para a rede NBC, Jornada nas Estrelas nunca foi uma produção importante, considerando a baixa audiência que, segundo Solow em entrevistas, era de cinco milhões de telespectadores. Números muito baixos para uma época em que uma audiência boa girava em torno de vinte milhões de telespectadores. Para a Paramount a série tinha um custo muito alto, nenhum retorno e ainda por cima não tinha episódios suficientes para gerar lucro nas reprises (na época era necessário se ter cem episódios para fazer carreira nos canais regionais). Nem a Paramount nem a NBC queriam continuar com a produção. Segundo o livro NBC: America’s Network, a Paramount chegou a propor a Roddenberry que ele comprasse a parte do estúdio na série, o que daria ao produtor controle total sobre sua obra (bem como seu lucro/prejuízo). Mas este não tinha na época recursos para adquiri-la.
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O que a manteve no ar foi o movimento que os fãs fizeram pedindo sua renovação. Liderados por John e Bjo Trimble, e com a ajuda de Roddenberry, foram enviadas à rede NBC e suas filiadas, bem como a colunistas e revistas, mais de 115 mil cartas em favor de Jornada nas Estrelas. O que as cartas mostraram aos executivos da NBC foi que os fãs faziam parte de um segmento demográfico que tinha um bom poder aquisitivo, o que poderia interessar seus anunciantes. Ainda assim, o canal não fez nenhum movimento para tentar elevar a audiência, programando a exibição dos novos episódios para o pior horário da sexta-feira à noite.
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A série perdeu quase 50% de seu público e o cancelamento foi anunciado em 1969. A Paramount, que dois anos antes tinha fechado um contrato com a Kaiser Broadcasting, rede regional de canais UHF, vendeu a ela os direitos de reprise. Buscando conquistar um público jovem masculino, a Kaiser programou a exibição de Jornada nas Estrelas para segunda a sexta-feira às 18h. E assim teve início um novo ciclo de vida para uma produção que hoje é considerada um fenômeno.

As imperfeições da série

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Quem não é trekker ou nunca viu um episódio da série, mas ouve os fãs comentarem com profundo afeto sobre esta produção, poderá concluir que ela é perfeita. Naturalmente, ela não é. O que tem de melhor, além da proposta, é o relacionamento que existe entre seus personagens e a forma como abordou diversos temas sociais, políticos e ideológicos.
Por outro lado, apesar de ser situada no futuro, ela não conseguiu escapar da mentalidade que dominava sua época. Para manter sua série no ar Roddenberry teve que fazer diversas concessões que permitiram a NBC, e posteriormente a Paramount, influenciar no resultado final do programa. A começar pelo fato de que ela se tornou menos intelectual em relação à forma como foi concebida, para que pudesse atingir uma audiência maior. A NBC queria uma série de ação. Assim, enredos e soluções para as situações em que a tripulação se envolviam foram simplificados e um número maior de cenas de ação foram introduzidas.
Roddenberry e sua equipe fizeram o máximo para equilibrar os interesses das duas partes envolvidas (produtores e canal). O resultado são episódios com uma qualidade acima da média para as produções da época, e outros que estão muito abaixo da qualidade da própria série. A maioria dos melhores episódios encontram-se entre a primeira e a segunda temporada.
No entanto, enfrentando a política comercial da NBC e a censura da época, os roteiristas sacrificaram um segmento para salvar o conteúdo proposto. Este segmento foi o universo feminino. Em seu primeiro piloto, The Cage, os produtores de Jornada nas Estrelas mostravam que havia interesse em colocar a mulher em pé de igualdade com o homem. Mas o sexo/erotismo atrai público e engana censores. As mulheres trocaram as calças compridas (vistas em The Cage) por minissaias. Sua importância na nave também foi reduzida.
Enquanto que em The Cage a mulher era o Primeiro Oficial (a segunda em comando), que participava das decisões, na série, sua presença está reduzida à função de enfermeira em participações recorrentes ou a de secretária do capitão (Janice), que desapareceu do elenco na primeira temporada, sem qualquer explicação na história. Quem teve presença mais significativa entre as personagens femininas (do elenco fixo ou recorrente) foi Uhura, a oficial de comunicações. Ela ainda participou efetivamente de alguns episódios (incluindo um no qual ela protagonizou o primeiro beijo entre um homem branco e uma mulher negra da TV americana), mas na maioria das vezes era deixada de lado.
Ocorreram, naturalmente, tentativas de introduzir personagens femininas inteligentes e que ocupavam cargos importantes (no elenco de convidadas), mas em contrapartida também existiam as emocionalmente instáveis, fúteis ou escravas de desejos e sistemas, sendo que a maioria eram mulheres sedutoras.
Segundo o produtor Robert Justman em entrevista para o livro NBC: America’s Network, o erotismo também era utilizado pelos roteiristas para desviar a atenção dos censores da NBC sobre os temas apresentados a cada episódio. A NBC, como todas as demais redes, seguia o código estipulado pela NAB (National Association Broadcasters). Assim, segundo ele, enquanto os censores se preocupavam se o figurino das personagens era muito revelador ou se elas se insinuavam demais para o Capitão Kirk (ou outro tripulante), eles não tinham tempo para analisar a ideologia discutida a cada episódio.

5 episódios representativos de Jornada nas Estrelas

Ao todo, a série original teve setenta e nove episódios produzidos, a maioria com bons roteiros, que resistiram à passagem do tempo, a despeito das limitações técnicas da época. Mas se você não conhece a série e gostaria de ser apresentado a ela em poucos episódios, estes cinco cumprem esta função.
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O Demônio na Escuridão/The Devil in the Dark – Primeira temporada – A Enterprise recebe um pedido de socorro do planeta de mineração Janus VI, onde trabalhadores estão sendo mortos por uma criatura semelhante a uma rocha. Ao encontrar a criatura, Spock se conecta mentalmente a ela. O episódio faz uma crítica à forma como a exploração dos recursos naturais afeta a vida local; o julgamento pelas aparências; o desejo mútuo pela paz; e a união de forças para o bem comum.
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Missão de Misericórdia/Errand of Mercy – Primeira Temporada – A guerra entre Federação e Klingons é declarada e a Enterprise tem a missão de evitar que eles tomem o planeta Orgânia. Para surpresa de Kirk e seus amigos, os organianos se recusam a aceitar a presença da Federação e exigem sua partida. Quando os ânimos entre Kirk e o comandante Klingon chegam ao seu limite, cada um justificando seus atos de guerra, os organianos decidem interferir. O episódio reflete a guerra fria. Duas forças lutando pelo controle, passando por cima de outras civilizações e culturas como se fossem as únicas potências do universo.
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A Cidade à Beira da Eternidade/City on the Edge of Forever – Primeira Temporada – Após acidentalmente injetar-se com cordrazina, McCoy fica enlouquecido e transporta-se à superfície de um planeta, onde, fazendo uso da máquina conhecida como Guardião da Eternidade, viaja ao passado da Terra, alterando seu futuro. Tentando reverter a situação, Kirk e Spock também viajam ao passado chegando horas antes de McCoy. Lá eles conhecem Edith Keeler, por quem Kirk se apaixona. Mas logo Spock descobre que o futuro da Terra como a conhecem depende da morte de Edith. O episódio, considerado um dos melhores de toda a série, traz uma questão muito delicada: o bem de todos se sobrepõe aos interesses de um. Edith é apresentada como uma pacifista com um sonho de que, no futuro, a humanidade estará unida pelo bem comum e irá explorar o espaço. Mas na história, ela precisava morrer para que este futuro pudesse acontecer. Devemos nos lembrar que, nesta época, outros pacifistas que tinham o mesmo sonho foram assassinados.
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Tempo de Loucura/Amok Time – Segunda Temporada – Spock entra no período do pon farr, ciclo reprodutivo que obriga os vulcanos a retornar ao seu planeta natal para se casar. Chegando em Vulcano, a prometida de Spock o rejeita e exige seu direito de ser escolhida pelo combate, no qual o vencedor se casará com ela. Para surpresa de todos, ela escolhe Kirk como seu campeão. O episódio mostra pela primeira vez o planeta onde Spock nasceu, explora sua cultura e a relação de amizade que se formou entre ele, Kirk e McCoy. O episódio traz o peso da responsabilidade, o respeito às tradições e os conflitos que surgem quando ela interfere na vida e na evolução de um indivíduo.
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A Última Batalha/Let That Be Your Last Battlefield – Terceira Temporada – A caminho do planeta Arianus, a Enterprise intercepta uma nave do planeta Cheron. Nela está Lokai, um homem acusado de instigar a massa contra o sistema. Pouco depois, a Enterprise é abordada por Bele, nativo do mesmo planeta, que tem a missão de levar Lokai para ser julgado por seus crimes. Temendo por sua vida, Lokai pede asilo. Mas Kirk prefere deixar para a Federação a responsabilidade de julgar Lokai, o que não é aceito por Bele. O episódio faz uma crítica clara e direta ao ódio crescente das ruas, que leva pessoas de diferentes etnias ou de ideologias a se enfrentarem, muitas vezes indo às últimas consequências, em nome de um futuro melhor. Também vale a pena destacar que, quando não afeta diretamente seus interesses, a tripulação da Enterprise coloca em prática a diretriz de não interferência na cultura de outras civilizações.

Fonte: http://veja.abril.com.br/

sábado, 17 de junho de 2017

Portal para Universos Paralelos através de DTM




Dr. Rick Strassman em seu livro ‘DMT: the Spirit Molecule’, alega que DMT, uma das drogas psicodélicas mais poderosas, pode fornecer um acesso confiável e regular a outros planos de existência. Ele diz que DMT pode na verdade ser um portal para universos paralelos.

Dr. Rick Strassman 

De fato, estes universos estão sempre lá e constantemente transmitem informação. Mas não podemos percebê-los porque simplesmente não fomos projetados para isto: nosso ‘programa’ nos mantém sintonizados ao canal padrão mentalmente ‘normal’. Não temos uma ferramenta sensorial disponível para sintonizar esta informação. O Dr. Strassman acredita que DMT nos permite sintonizar em outras dimensões de existência que estão presentes aqui e agora.

E se DMT realmente pode nos levar para mundos paralelos? Físicos teóricos presumem que a existência de mundos paralelos é baseada no fenômeno da interferência, escreve Strassman. Uma das demonstrações deste fenômeno é o que acontece a um facho de luz quando este passa através de um buraco estreito num papelão. Vários anéis e arestas coloridas que aparecem na tela que a luz é projetada não são somente contornos do papelão. Como resultado de experimentos mais complexos, os pesquisadores concluíram sobre a existência de partículas de luz ‘invisíveis’ que colidem com aquelas que podemos ver, refratando a luz de maneiras inesperadas.


Mundos paralelos interagem entre si quando a interferência ocorre. De acordo com a hipótese teórica, há um grande número inimaginável de universos paralelos, ou multiversos, cada qual sendo similar ao nosso e sujeito às mesmas leis da física. Esta é a razão para o fato de que não é necessário que haja algo particularmente estranho ou exótico sobre os diferentes multiversos. Ao mesmo tempo, eles são paralelos devido às partículas que os formam e porque estão localizadas em diferentes posições de cada universo.

Strassman referiu-se ao cientistas britânico David Deutsch, um renomado teórico em sua área e autor do ‘The Fabric of Reality‘ (O Tecido da Realidade). Ele tem se correspondido com Deutsch para discutir a probabilidade do DMT poder alterar as funções cerebrais, para assim permitir acesso ou conhecimento sobre os mundos paralelos. O físico duvidou esta possibilidade, porque seria necessário a utilização de computação quântica. Este fenômeno, de acordo com Deutsch, “poderia distribuir componentes de uma tarefa complexa entre vastos números de universos paralelos, e então compartilhar os resultados. Uma das condições requeridas para a computação quântica é a temperatura próxima do zero absoluto.” É por isso que o físico acha que o contato prolongado entre universos em um sistema biológico é improvável.


Contudo, Strassman aponta que, já que DMT é a substância que carrega as propriedades físicas do cérebro, para que a computação quântica possa ocorre na temperatura corporal, estabelecer contato com universos paralelos poderia ser possível. Em outras palavras, DMT muda a psicologia do cérebro em tal grau que a computação quântica se torna possível, assim nos dando acesso a estes universos paralelos.

Esta possibilidade confirma muitas das histórias relatadas por aqueles que têm usado DMT. Eles relatam que é mais do que uma mera alucinação ou “viagem“, e muitas vezes dizem ter ido para outros mundos e interagido com seres que habitam estes mundos.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Multiverso e Bilocação: uma fantástica experiência!

Primeiramente, vamos às definições de ambos os termos:

A Bilocação pode ser definida com o ato de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Segundo a Igreja Católica, a bilocação é um fenômeno que poucos poderão receber. Padre Pio o teve. Mesmo com muitos relatos de que o fenômeno existe, ele ainda não está provado através do método científico. No caso de Padre Pio, houve testemunhas oculares, em que descreveram e até dialogaram com ele simultaneamente

Multiverso é um termo usado para descrever um hipotético grupo de todos os universos possíveis. É geralmente usado na ficção científica, embora também como possível extrapolação de algumas teorias científicas, para descrever um grupo de universos que estão relacionados, os denominados universos paralelos. A ideia de que o universo que se pode observar é só uma parte da realidade física deu luz à definição do conceito "multiverso".
O conceito de Multiverso tem suas raízes em extrapolações até o momento não científicas da moderna Cosmologia e na Teoria Quântica, e engloba também várias ideias oriundas da Teoria da Relatividade de modo a configurar um cenário em que pode ser possível a existência de inúmeros Universos onde, em escala global, todas as probabilidades e combinações dessas ocorram em algum dos universos. Simplesmente há espaço suficiente para acoplar outros universos numa estrutura dimensional maior: o chamado Multiverso.

Os Universos seriam, em uma analogia, semelhantes a bolhas de sabão flutuando num espaço maior capaz de abrigá-las. Alguns seriam até mesmo interconectados entre si por buracos negros ou de buracos de minhoca.

Os cientistas não podem ter certeza sobre a forma do espaço-tempo, mas mais provavelmente, ela é plana (em oposição à esférica) e estende-se infinitamente. Se o espaço-tempo dura para sempre, então deve começar a se repetir em algum ponto, porque há um número finito de formas com as quais as partículas podem ser organizadas no espaço e no tempo.
Então, se você olhar longe o suficiente, encontrará uma outra versão de você – na verdade, versões infinitas de você. Alguns desses “gêmeos” estarão fazendo exatamente o que você está fazendo agora, enquanto outros estarão com uma roupa diferente esta manhã, e outros ainda terão carreiras e escolhas de vida totalmente diferentes.

O físico Brian Greene da Universidade de Columbia (EUA) descreve a ideia como a noção de que “o nosso universo é apenas um dos potencialmente numerosos mundos flutuantes em um espaço de dimensão mais elevada, bem como uma fatia de pão dentro de um grandioso pão cósmico”. 

A teoria da mecânica quântica, que reina sobre o pequeno mundo das partículas subatômicas, sugere uma outra maneira na qual múltiplos universos podem surgir. A mecânica quântica descreve o mundo em termos de probabilidades, em vez de resultados definitivos. E a matemática desta teoria sugere que todos os resultados possíveis de uma situação realmente ocorrem – em seus próprios universos separados. Por exemplo, se você chegar a uma encruzilhada onde você pode ir para a direita ou para a esquerda, o universo atual dá origem a dois universos “filhos”: um em que você vai para a direita, e outro no qual você vai para a esquerda. “E, em cada universo, há uma cópia sua assistindo um ou outro resultado, pensando – incorretamente – que a sua realidade é a única realidade”, diz Greene.

A Experiência com Bilocação

Minha primeira experiencia com a Bilocação se deu quando eu estava na escola, cursando a 6ª Série.
Quando se aproximava o período das provas do bimestre, fui acometido por forte Gripe, que me impossibilitou de ir à escola, tive febre alta, dores pelo corpo e forte indisposição. Lembro que foi meu pai quem me levou ao médico, que me deu licença por 2 dias, para repouso. Contudo, o imaginável estava por vir.
No dia que faltei a aula, era dia de prova de Geografia, e o professor notou minha ausência (eu era aluno assíduo, e nunca faltava aulas) e questionou tal fato com os demais alunos. Foi quando meu colega de classe, André, levantou a mão e disse, para surpresa de todos:
-Eu o vi hoje cedo quando vinha para escola, ele tava andando de bicicleta próximo à minha casa, eu chamei por ele, mas não me escutou. Estranhei, porque ela nem tava uniformizado...
O professor perguntou: 
-Você tem certeza que era ele?
-Sim, absoluta. Inclusive minha mãe estava comigo, ela sempre vem junto comigo pra Escola.
O professor então, ainda encabulado, proferiu o seguinte:
-Andando de bicicleta, hein...então, nota 0 para ele!
Como se já não bastasse a situação, uma menina, no fundo da sala, Rosinha, levantou a mão e disse:
-Era ele sim, professor. Eu também o vi, quando vinha pra cá. Minha irmã estava comigo e também viu ele...
Aquilo gerou um problemaço para mim, ao retornar dois dias depois às aulas. Além de ser motivo de zoação dos colegas, o professor me informou que eu teria que tirar nota máxima no próximo bimestre se quisesse ser aprovado no final do ano. Tive que pedir ao meu pai para ir na escola, falar com a Diretora, que ouviu a todos os envolvidos, e ficou numa situação difícil, pois de um lado tinha dois alunos, com suas devidas testemunhas que garantiram que me viram; de outro, meu pai uma pessoa idônea, que por sinal a Diretora conhecia de outras reuniões (minha mãe não gostava de reuniões de alunos) e o atestado médico, com o contato do médico, que acabou servindo de "prova dos 9" para decidir a questão. A Diretora então ligou pessoalmente para o consultório, e conseguiu falar com o médico, que confirmou minha presença lá, o que impossibilitaria de estar em "dois lugares ao mesmo tempo".

Daquele dia em diante, muitos colegas na escola me olhavam de modo estranho. Uns achando que "armei" toda aquela situação, a despeito de ser um garoto calado e sério; outros, que eu era de "outro mundo", e tinha "dons mágicos"...

Naturalmente, eu fiquei confuso com tudo aquilo também. Afinal de contas, conhecia o André, o aluno que jurou ter me visto. Ele não era dado a piadinhas, nem mentiras, e eu confiava no julgamento dele. A pergunta que ficou no ar foi: quem diabos se passou por mim???

Multiverso em ação: o encontro de dois Ronys

Já a experiencia como Multiverso ocorreu quando eu tinha 17 anos, quando terminava o 2º Grau.
Eu estudava à noite, e sempre voltava do Colégio com meu amigo de infância, que morava próximo a mim, três casas após a minha.
Certa noite, numa sexta-feira, por volta das 23:30, quando me despedia dele no portão de minha casa, entrei e comecei a subir a escada que tinha no quintal da casa onde eu morava, que era bem ampla, com arvores frutíferas, pomar, hortaliças. A casa ficava ao fundo do quintal, não na frente.


Quando passei por baixo da Mangueira, percebi, a mais ou menos 7 metros de onde eu estava, no meio do corredor de acesso à casa, uma figura parada, de braços cruzados, e de roupa toda preta, olhando para mim. Estava na penumbra, pois a luz do poste do meio do quintal estava queimada, meu pai não havia trocado ainda. Era noite de lua cheia, então dava pra ver o quintal iluminado pela luz do luar. Num primeiro momento, julguei ser um assaltante, um ladrão, e fiquei parado, sem saber o que fazer; Se gritasse pelos meus pais, poderia expô-los ao perigo também. Quando então pensei em dar meia volta e descer correndo de volta à rua, a estranha figura, que até então estava de cabeça baixa, e de chapeú preto, levantou a cabeça e me fitou, com cara bem séria. Foi aí que eu tive o maior susto de minha vida: o sujeito..era eu mesmo!!...

Nos primeiros instantes, nada se ouviu. Nem ele, muito menos (obviamente) abrimos a boca pra falar. Foi quando tomei coragem e, com as pernas tremendo mais que vara de bambu, perguntei:

-Quem é você? Por que se parece comigo? O que faz no meu quintal?
Então, para me paralisar de vez, o outro eu, abriu a boca e disse:
-Eu sou você....e você..é eu. Não sou deste Universo, sou de outro tempo, outra Terra, vim parar aqui por uma falha temporal num experimento que estava realizando no meu mundo. Estou tão surpreso quanto você, mas lá nosso mundo é mais avançado que este aqui...

Então, com a cabeça a mil, tentando reordenar os pensamentos, mais do que confuso, só pensei em dizer o que me veio à mente na hora:

-Isso deve ser uma espécie de miragem..ou estou sonhando acordado..
-Não é sonho. Sou tão real quanto você. Mas você ainda não entende essas coisas. Porque é simplório demais. Tem muito que aprender ainda.- Respondeu o outro eu.
-Não credito que isso seja possível. Deve ser algum truque, algum parente com alguma máscara se passando por mim. - Disse pra ele.
-Parente? Você é ingenuo mesmo. Não sou seu parente, não cheguei aqui agora, estou há dois dias, mas me mantive oculto. Mas já sei como voltar. Espero não nos vermos novamente...
Ainda sem entender nada do que estava acontecendo, olhei para o lado, rapidamente, para a casa de minha prima, que era adjacente à minha, para ver se ela estava na varanda, pois costumava dormir tarde da noite e ficava jogando cartas com os irmãos dela, ainda mais naquela época do ano, que era verão, e o calor estava insuportável...
Mas quando fiz isso, obviamente, desviei minha atenção dele, e ao olhar de volta, ele tinha sumido. Como por encanto. Fiquei ainda alguns minutos ali parado no quintal, somente tomando consciência de mim mesmo quando ouvi minha mãe na varanda, me chamando, perguntando com quem eu estava  falando e porque estava paradão ali no meio do quintal, como um maluco, falando sozinho. Segundo ela, naturalmente.

Depois que entrei em casa, ainda atônito e branco como cera, o que assustou meus pais, que queriam saber o que houve, eu apenas disse:
-Vocês não vão acreditar, mas eu falava...comigo mesmo. Digo, outro eu que tava ali parado...

Minha mãe virou para meu pai e disse:
-Nosso filho conta cada coisa....isso que dá ficar lendo esses livros estranhos quando se tranca no quarto...(livros de Ocultismo, Misticismo, Metafisica... época que eu comecei a me interessar pelo assunto).

O tempo passou e fiquei sem entender o que realmente aconteceu. Contei para meu amigo, que era outro loucão também, que disse que eu tava piradaço, se tinha tomado algum chá com cogumelo, e quase mandei ela para um lugar não muito "recomendável".

Naquele tempo, não se tinha acesso à Internet como hoje, então, pesquisar sobre o ocorrido seria muito trabalhoso. Mas fiquei encucado com duas similaridades no encontro: a roupa preta, que o outro eu usava, pois ador a cor preta; e a semelhança física, alias, era como uma xerox, um cópia do outro. Mas ele parecia ser mais...compenetrado, de coração "difícil", não tão simplório, como ele mesmo disse, quanto a mim. Ou seja, do tipo que não gosta de ajudar ninguém.  Se ele era outro eu de outro Universo, então as possibilidades de situações, ainda que diferentes das ocorridas em nosso mundo, são possíveis. Noutras palavras, temos nossas "cópias" em outros mundos, mas vivendo situações diferentes. Posso ser pobre aqui e rico em outro Universo. Um jogo de possibilidades, muito bem elaborado, mas....a pergunta que não se cala: qual o propósito do Criador com isso? ou dependendo do ponto de vista, dos Criadores?

Na verdade, já formulei uma resposta, mas é muito mais louca do que a experiencia em si que vivi. Um dia, talvez, eu conte...

Atualmente, não perco um episodio sequer da série Flash, exibida no canal pago Warner (no Brasil), porque ela trata atualmente disso, de Multiversos, viagem no tempo, e comprovando mais uma vez que a Realidade imita a Ficção...