quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ciência cria o Manto da Invisibilidade

Pesquisadores americanos dizem ter conseguido evitar registro de eventos ocorridos em feixe de luz
Cientistas da Purdue University, no Estado americano de Indiana, disseram ter conseguido criar uma espécie de "manto de invisibilidade" que conseguiria esconder eventos contínuos em um feixe luz. O "manto" funciona ao manipular a velocidade da luz em fibras ópticas fazendo com que interações que ocorrem nos "buracos do tempo" criados por ele não possam ser detectadas. Os resultados de seus experimentos foram publicados na revista Nature.

Outras equipes científicas estão trabalhando para criar técnicas para esconder - ou tornar "invisíveis" - determinados objetos no espaço físico, mas a equipe de Indiana é pioneira ao tentar ocultar eventos ocorridos em intervalos de tempo.

Para provar isso, a equipe da Purdue University montou um circuito de feixes de luz. Usando lasers eles teriam conseguido fazer com que, por uma série de breves momentos, os "buracos no tempo", tais feixes não fossem detectados, o que lhes permitiu "esconder" quase a metade dos dados transmitidos por eles.

No ano passado, a equipe teria conseguido resultados semelhantes - mas ocultando apenas um breve momento em cada repetição do experimento. Agora, dizem ter conseguido ocultar uma quantidade muito maior de "intervalos de tempo" - e, portanto, de dados.

"Fizemos isso 'empurrando' a luz para frente e para trás usando componentes de telecomunicações controlados por sinais elétricos", disse Andrew Weiner, co-autor do estudo.

A técnica, como explica Greg Gbur, especialista em física óptica da Universidade da Carolina do Norte, não implica em uma "manipulação do tempo", mas sim em uma "manipulação da luz". Gbur não faz parte da equipe que realizou a pesquisa, mas acredita que ela representa um avanço importante na área.

"Em seu primeiro estudo sobre o 'manto do tempo', eles discutiram a possibilidade de esconder eventos de alguns bilionésimos de segundo de vez em quando. Agora, estão contemplando a possibilidade de esconder os dados transmitidos em 46% do tempo total considerado", diz Gbur.

"Isso sugere que a técnica deixou de ser uma curiosidade para ser algo que poderia ser utilizado em comunicações ópticas e processamento de dados."

Para Ortwin Hess, físico do Imperial College London, o estudo é "notável". Ele diz que uma parte importante do trabalho explora a dualidade espaço-tempo.

"(Esse estudo) mostra como os princípios de espaço-tempo podem ser usados na óptica. As 'capas de invisibilidade' já estudadas também são interessantes, pois mudam o que vemos no espaço. Mas agora podemos mudar a maneira como a luz, e, portanto, as informações, comportam-se no espaço e no tempo", disse Hess.

De acordo com o físico, a pesquisa teria várias aplicações práticas. Ela poderia ajudar a tornar certos dados invioláveis.

Entre os potenciais interessados nessa tecnologia em desenvolvimento estariam governos e grandes empresas que lidam com informações sensíveis ou confidenciais.

Fonte: Terra

terça-feira, 11 de junho de 2013

A segunda chance

Foram tempos difíceis. Uma escolha que poderia mudar tudo. Talvez mesmo até a Vida pela Morte. Mas Deus tinha outros planos...

No dia 04 de Dezembro de 2009 dei entrada num renomado Hospital na Zona Norte do Rio, para realizar uma cirurgia que mudaria toda minha vida. Esta data jamais será esquecida, por tudo o que ocorreu após aquele dia. E depois da cirurgia, tudo mudou, inclusive meus conceitos de Vida e Morte. 

Está pronto pra acompanhar sem se deixar abalar pelo que vai ler? Vai realizar ou conhece algum parente ou familiar que pretende realizar a cirurgia do estômago? Se não tens preparo psicológico forte, recomendo que não leia daqui por diante. Minha intenção não é desmotivar ninguém, mas há pessoas que se sensibilizam por coisas mínimas. E ficam muito, muito assustadas e impressionadas. Se for o seu caso, sugiro que pare por aqui e  navegue por outros sites, vá ver TV, ou outra atividade. Você foi avisado.

Muitos familiares e amigos me julgaram louco e precipitado por tentar emagrecer através de uma cirurgia de redução de estômago, conhecida também como cirurgia bariátrica. Realmente é uma medida drástica, devo concordar. 

De caminhadas até pedaladas de bicicleta diariamente, eu tentei. Chás, simpatias, dietas então. Mas nada disso adiantava. O negócio mesmo seria uma reeducação alimentar. Mas e a fome? deixava? 
Desde adolescente, por volta dos meus 14 anos, meu pai me matriculou numa academia, onde pratiquei Karatê (estilo Shoto-Kan) pois ele gostava muito de artes marciais, e sonhava que um dia seu filho pudesse ser um grande campeão, nacional ou mundial. O sonho dele não se realizou, contudo, ele ficou bastante satisfeito por acompanhar a ascensão de seu filho até a faixa preta, que o deixou muito orgulhoso.

Nessa época, eu me achava magro demais, a ponto de querer me tratar com psicólogos por conta disso. De perfil, me achava uma folha de papel. Mas era coisa da minha cabeça mesmo. Se eu imaginasse como seria meu futuro, jamais pensaria daquela forma. Eu pesava por volta dos 77 Kg.

Em 1991, eu abandonei o Karatê. Tinha coisas mais importantes como mais atenção aos estudos e trabalho.
O tempo passou, e em 2009 já contava com 110 Kg. o mais interessante é que ninguem me achava  gordo, no sentido literal da palavra. Como sou alto, a imagem era mais de "massa sovada", encorpada. o tipo "maçudo". Mas o que diz é o peso na balança. Então, decidi pela cirurgia. O médico, contudo, informou que eu não havia atingido o peso ideal para a cirurgia, só haveria exceção no caso de suspeita de doneças correlacionadas, como Diabetes e Pressão Alta. E os exames de sangue indicavam isso.

Após a realização de todos os exames necessários (foram três meses de exames) a data da cirurgia foi marcada, e no dia escolhido, lá estava eu, internado pela segunda vez no hospital (a primeira foi por conta de uma esofagoplastia em 2005). A cirurgia estava marcada para 12:30. Às 11:00, já no quarto enquanto esperava, eu meditava se desistiria ou não. Ainda havia tempo. Mas como disse um dia o imperador Julio César: Alea jacta est! (A Sorte está lançada). Vamos em frente.


A cirurgia em si correu bem. O método foi o de Fobi-Capella. O médico optou por realizar pelo método tradicional, cirurgia aberta. Teve a colocação de um anel de silicone. Fiquei no CTI por dois dias e depois fui para o quarto. Estava com um dreno no lado esquerdo do abdome, que tinha a finalidade de expulsar as secreções internas até a cicatrização do local. Mas algo estranho aconteceu. No retorno ao consultório do médico, 1 semana após a alta, para a retirada do dreno, o mesmo deveria conter apenas alguns mililitros (1 a 5) de secreção sanguinolenta. Mas o meu media cerca de 75 ml e de coloração café com leite. O médico analisou o cheiro, desconfiou, pensou e então disse que eu deveria retornar ao hospital, pois não era normal aquela quantidade de resíduos. Dalí em diante, minha peregrinação e sofrimento no hospital começaram.


Duas semanas após minha alta lá estava eu novamente no hospital. Desta vez para descobrir o porque de tanta secreção no dreno. Mais uma cirurgia, e foi constatado que um dos pontos havia se rompido, o médico fez uma lavagem geral, limpando tudo por dentro. Fechou novamente. Mas o problema persistiu. O débito da secreção não diminuía. Somente dois dias após o segundo procedimento, através de uma endoscopia digestiva, descobriu-se que surgira uma fístula gastro-gástrica, ou seja, ligando o estômago excluso ao novo. Por conta disso, tive que permanecer com alimentação nasoenteral, com um tubo passando pelo meu nariz e indo direto ao intestino, até o fechamento da fístula. Só que ela não fechava de forma alguma, e depois apareceu uma segunda fístula, mais acima, que levou o médico a realizar uma terceira cirurgia aberta. Tive ainda que me submeter, além da alimentação nasoenteral, a uma dieta parenteral, conhecida como NPT (Nutrição Parenteral Total), que consiste em uma solução ou emulsão composta basicamente por carboidratos, aminoácidos, lipídeos, vitaminas e minerais.


O fato de ter que me submeter à NPT trouxe outro problema:  não podia ficar por mais de 10 dias com ela, pois sempre ocasionava infecção na ponta do catéter que estava em veia profunda. Tive que tomar mais de quatro antibióticos potentes, um inclusive top de linha, para tentar combater as infecções internas. Meus pés e mãos descamaram, os olhos ficaram fundos, não estava com bom aspecto físico. Foi uma luta tremenda de todos enquanto a fístula não fechava. E como não bastasse tudo isso, ainda tive derrame pleural, com retirada de 940 ml de líquido da pleura, que fica abaixo dos pulmões. Tive abcessos. Tive febres constantes. Tremedeiras insuportáveis em todo o corpo, principalmente à noite. Eu já não acreditava mais em recuperação da saúde. Me sentia muito mal. E fazia uma série de perguntas a mim mesmo: por que tudo isso? por que aquela provação? o que fiz de mal a alguem ou alguma coisa para merecer aquilo?

Enfrentei todo esse período de sofrimento por uns quatro meses internado. E como um milagre, após esse tempo, a fístula parecia finalmente diminuir, a ponto de que o médico considerou me dar alta, e fazer os curativos em casa. Fui pra casa com alimentação nasoenteral. Me alimentava com Peptamen. Peptamen é um alimento para situações metabólicas especiais para nutrição enteral, à base de peptídeos e formulado de modo a proporcionar quantidades definidas e adequadas de nutrientes e calorias, em função das necessidades nutricionais diárias de pessoas com problemas de absorção, visando a recuperação do adequado estado nutricional, como no meu caso. O detalhe é fui para casa no sistema Home Care, mas sem enfermeira. Eu mesmo controlava a hora da alimentação, que era enviada pelo plano de saúde à minha casa. Improvisei um abajur para pendurar o alimento, que vinha em sacos de 1 litro.

Bomba de infusão
Em casa havia uma verdadeira parafernália hospitalar: esparadrapos especiais, ataduras, luvas cirúrgicas, e bolsas de colostomia. E ainda tinha que medir o débito da fístula todos os dias. Sempre ficava entre 2 a 4 ml, e não havia necessidade de ficar internado no hospital por conta de um volume tão baixo. 


Estava magro, mas não magricelo. Havia ganho um pouco de peso, já que estava me recuperando. Pesava cerca de 79 Kg. Tudo ia indo bem, até que um dia entalei com um pedacinho de peixe. O detalhe nessa cirurgia é que o operado tem que comer devagar, senão entala mesmo. A colocação do anel dificulta ainda mais a ingestão rápida de alimento. Serve como um moderador.

Liguei para o médico e relatei o ocorrido. Detestava ter que vomitar, mas era preciso, senão o alimento ficava parado lá. Mas além desses episódios de entalos, houve também dores. Muitas dores. E de tanto reclamar com o médico, lá fui eu de novo ao hospital, para exames de endoscopia. Constatou-se que o anel virara sobre si mesmo, fazendo uma forquilha no estomago novo. Isso era a causa das dores. Foram realizadas endoscopias com o intuito de expandir o anel, para uma melhor passagem de alimento. Mas depois de alguns meses, o anel voltava a fechar. 

Indicado pela médica do renomado hospital, que realizava as endoscopias, me inscrevi num evento que ocorreu na UFRJ, uma maratona de Endoscopia Digestiva, onde médicos de renomes do mundo inteiro estiveram presentes, inclusive realizando procedimentos para fechamentos de fístulas, com a aplicação do Surgisis. Este método consiste em um cone de colágeno que é introduzido no trajeto fistuloso, e que servirá de molde e estrutura para que o próprio tecido conectivo do paciente preencha e feche a comunicação anormal causada pela fístula, obturando desta forma todo o trajeto. A maior vantagem deste método é evitar um novo procedimento cirúrgico. 

Infelizmente, os médicos decidiram que no meu caso não precisaria do cone, pois a fistula era pequena e cicatrizaria por si só. Mas o problema não era mais a fístula em si, mas a dor causada pelo anel. E ainda, o médico chegou a conclusão que esse aperto anormal do anel estava impedindo a fístula de fechar completamente. E juntos decidimos que seria necessária uma nova intervenção para retirada do anel. Ressalto que o meu cirurgião não queria realizar tal procedimento, pois já estava tudo sedimentado por dentro, e mexer novamente ali seria altamente complicado. Mas não podia conviver com dor. E fui de volta ao hospital para a quarta cirurgia.

Foi exatamente nesta nova cirurgia que tudo aquilo que eu já havia passado no hospital, retornou. E muito mais. A  cirurgia de retirada do anel foi marcada para a tarde. À noite eu estava no quarto, não fui para o CTI. Mas comecei a sentir algumas dores no abdome. Informei à equipe de plantão, mas demoraram a informar ao meu cirurgião. Somente no dia seguinte, quando ele foi avisado e chegou ao hospital, que se descobriu através de ultrassom, que havia vazado líquido para região do peritônio. E estava inflamando. O médico me mandou às pressas para o Centro Cirúrgico, a fim de realizar uma lavagem intestinal, sendo contabilizado com esse procedimento a quinta cirurgia. Só que desta vez, a coisa ficou séria. Pois foi aí que morri. Literalmente. 


A batalha pela vida havia sido perdida. Foi doloroso para todos que me acompanharam naquela luta. Enfermeiras, Fisioterapeutas, Médicos...Familiares. O guerreiro (como fui chamado) saiu de combate.
Após sucessivas tentativas de reanimação, a equipe cirúrgica "jogou a toalha". A Anestesita virou para o cirurgião e disse: "não dá mais. Ele se foi". Quarenta anos operando sem uma perda de vida. O médico estava transtornado. Mas era um risco mais que possivel. Tantas cirurgias em tão pouco tempo, no mesmo órgão. E uma cirurgia de grande porte. Mas não seria eu que mudaria o currículo cirúrgico do meu médico. Porque após exatos 56 segundos após a parada total de batimentos....eis que o aparelho recomeça a funcionar. Eu estava VIVO!

Contudo, eu não abri os olhos na mesa cirúrgica. Havia retornado dos mortos, sim. Mas fiquei em coma por cinco longos dias. Foi aí que o médico comunicou a família que se alguem dentre eles ou todos, fossem religiosos, seria o momento certo de orar. Pois eu anda estaria lutando pela vida contra a Morte. O médico ainda foi otimista, informou que eu era um guerreiro, tinha vontade de viver, e isso contaria. E já era um bom sinal, pois se havia "ressuscitado" eu teria alguma chance contra a Morte.Mas..o que estaria se passando durante o coma?

De repente, me vi num locla onde não conseguia distinguir qual era. Não havia árvores, cidades, veiculos...nem mesmo pessoas....estava sozinho...e perdido. Onde eu estaria? o que via parecia o cenário típico do conhecido fog londrino, enfumaçado. Caminhava por ele. Foi quando eu percebi que, misteriosamente, o chão abaixo de mim parecia ter acabado...e me vi na beira de um gigantesco penhasco. Pensava: "estou lascado! como vou sair dessa? e cadê todo mundo? me sinto...estranho". Foi aí que algo realmente fantástico aconteceu...

Olhei para o alto, e vi uma grande luz branca, na verdade um feixe de luz, e parecia haver um enorme objeto por trás dessa luz...De repente, ouvi uma voz, mas não vinha da luz...e sim, de trás de mim. Uma voz como metálica...virei-me e o que vi me deixou estupefato. Vi três seres com vestes lindas, límpidas, e reluzentes. Havia luz em volta de todo os seus corpos. Como uma forte aura que resplandecia. Eram mais ou menos da minha estatura, mas não conseguia definir o sexo deles. E isso lá nem  importava naquela altura do campeonato. Só sei que tinham cabelos (pareciam cabelos) compridos, bem longos,  dois platinados e um único dourado. O de cabelos dourados falou comigo, mas sem abrir a boca, como na Telepatia. Revelou-me:
"Você pertence a nós, somos sua família, mas você ainda não está pronto para retornar. Terminará o que tens a cumprir na Terra, só então te levaremos de volta ao seu verdadeiro lar. Vá! e viva sua vida terrena, cumpra seu Destino!"

E como acometido por uma súbita sonolência, lembro-me de "cair" ao solo, que desta vez parecia gramado, mas na verdade, não estava caindo ao solo, e sim de volta ao meu corpo físico. Aos poucos fui recobrando a consciencia....abri os olhos...vi que estava no Hospital...mas demorei um tempo para entender essa percepção. Estava confuso, não me mexia, só movimentava os olhos. Depois a cabeça, aos poucos. A Morte havia me deixado para uma outra ocasião. A essência da Vida ainda habitava meu ser, e não me abandonou. O resto não importava mais...
A disputa entre Vida e Morte no leito do hospital
E isso causou uma verdadeira histeria entre todos, equipe médica, enfermeiras, técnicos de enfermagem..até as faxineiras que limpavam o quarto onde estava hospedado. E de "guerreiro" passei a receber outra alcunha: "Highlander - Guerreiro Imortal". Pois havia vencido a Morte! 
Não entendia o porque do apelido, ninguem havia me contado, talvez por sigilo médico, sei lá, pois só me foi informado que havia entrado em coma por cinco dias. Não me falaram dos 56 segundos fatais. Só descobri isso dois anos depois, após revelação pela mesma Anestesista, que assitiu a uma cirurgia de outro parente da mnha familia, que eu acompanhava no mesmo Hospital. Ela me revelou tudo, e ambos ficaram assombrados...ela por ser atéia, e eu...por saber que havia caminhado pelo "Vale da Sombra da Morte" e passando então, finalmente, entender o porque do Highlander...

E depois de toda essa via crucis, de uma segunda chance que tive, em Dezembro de 2010, justamente um dia antes do Natal, recebi minha última alta do hospital. Pra não mais retornar. Ah, não sem antes levar pra casa uma Trombose que apareceu no pescoço por conta da NPT. Fui para casa ainda com um buraco na barriga, e com a nasoenteral. Mas depois do renascimento, acreditei que ficaria curado sem aquela parafernália no nariz, que incomodava pacas. Arranquei tudo e avisei ao médico que apostava na recuperação me alimentando normalmente pela boca. E que saudades de comer como todo mundo...

Hoje estou aqui, relatando isso tudo e esperando que ninguém passe por tudo o que passei. Gente de vários segmentos religiosos me falaram coisas relacionadas a esta segunda chance. Grupos de oração se formaram no hospital, enquanto estive lá, para intercederam por minha vida. E era gente reunida de caminhos diferentes: evangélicos, católicos, espíritas, até budistas. Nunca presenciei nada  igual. E cada uma dessas pessoas, segundo a doutrina de sua religião, me confabulou que Deus havia informado a elas que "não era meu tempo ainda". Elas mesmas se espantaram com isso. Como poderia gente de religião diferente receber a mesma "visão", "insight" "profecia" ou o nome que seja, sobre a mesma pessoa? Foi sem dúvida uma experiência para mim, mas também para elas. Fiquei até conhecido por algumas Técnicas em Enfermagem como o "homem que voltou da Morte", além é claro, do apelido de Highlander por outros. E meses depois, já recuperado, fui realizar exames de acompanhamento na Rede Labs D'Or, em Madureira, quando uma das funcionárias me reconheceu do tempo de internação, e levou um baita susto: "não é possível. Eu vi você morrer no hospital!!!". Então, eu disse pra ela: 

-Sinto desaponta-la, mas a Morte não me quis. Fazer o que, né?
Mas isso não é pra qualquer um. Somente para aqueles que, como eu,  tiveram uma segunda chance...

Hospital Quinta D'Or: excelência em atendimento

Nos últimos dias, vimos na mídia falada e escrita o caso ocorrido no Hospital Quinta D'Or, envolvendo um Técnico em Enfermagem que teria abusado indecorosamente de algumas pacientes. Contudo, a despeito do que aconteceu naquela instituição de saúde, gostaria de registrar aqui minha gratidão pelo tempo que passei naquele hospital, por consequência de uma cirurgia bariátrica que realizei. Pra quem desejar saber sobre o que ocorreu na cirurgia, leia o artigo aqui.

Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que não estou sendo pago por ninguém do supracitado hospital ou de sua rede, pra relatar minha satisfação pessoal. Apenas foi uma decisão minha (e que já não era sem tempo, pois demorei muito pra escrever) por todo o atendimento que recebi enquanto internado lá. Que fique claro isso.

O Hospital Quinta D'Or pertence à Rede D'Or, de hospitais e laboratórios. Fica no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Particularmente, pra mim é o melhor da rede, por conta de minha experiência lá, e por ter sido atendido noutras ocasiões em outros da rede. Não estou desmerecendo os demais, apenas demonstrando meu gosto pelo situado em São Cristóvão.
Entrada do hospital. (Foto: imagens do Google)
Por conta da cirurgia, fiquei internado pelo período de 1 (um) ano no hospital, entre altas para casa e retorno por conta de complicações. Apesar de ser de rede particular, não da rede pública (tem gente que defende hospital público como melhor que muitos particulares), o hospital mereceu meu voto como excelente por uma série de razões. Começo pela equipe médica, que é de primeira qualidade. Todo santo dia, por volta de 11:00 e 12:00, recebia a visita do médico do dia e seus auxiliares no meu quarto pra ver como eu estava passando, e davam toda a atenção do mundo. Verificavam a pressão, batimentos, exames de sangue, enfim, todo o protocolo para que não passasse nada em branco no meu restabelecimento. isso sem falar no meu cirurgião, Dr Roberto Frota, também meu amigo, que quando não estava em atendimento no seu consultório, passava lá pra me visitar. Nos dias do atendimento em consultório, ele mandava um médico de sua equipe, de modo que eu não ficasse dia algum sem visitação.
O Centro Cirúrgico do hospital. (Foto: imagens do Google)

Ainda citando a equipe médica, não poderia deixar de mencionar o carinho e a preocupação com meu caso pela Dra Mônica. Entre toda a equipe médica, meu carinho em especial por ela. Fiquei encantado com ela, pela dedicação com que se dedicava ao meu caso. Gostei muito dela. Tanto que recentemente, estive lá por conta da cirurgia de um parente, e fiz questão de visita-lá. Show de bola, a Dra Mônica.

Poderia terminar meus elogios pela área de saúde com o parágrafo acima, englobando todos os profissionais da área. Mas nada disso. Faço questão de detalhar cada setor, pra não cometer injustiça com ninguém. Agora reporto-me à equipe de Enfermagem do hospital. As enfermeiras, todas empenhadas pelo bem estar dos pacientes, dão exemplo de profissionalismo. Todas estão de parabéns. Mas não poderia deixar de destacar três delas, em especial: Verônica e Rafaela, do turno da manhã, e Rosana (ou seria Rosane? não me lembro, putz!). Eu conversava pacas com elas, tanto que às vezes esquecia que estava num hospital. E falávamos de temas diversos, mas sempre elas me davam incentivo, força pra acreditar na minha recuperação, quando eu me encontrava meio down. Verônica é outra que procurei na visita recente ao hospital, show de bola, divertida, alegre, jovial. E Rafaela...hummm...atenção rapaziada: morenaça, uma beldade, a enfermeira. Ela me informava que em todo plantão que fazia, passava de manhã bem cedo no meu quarto, pra ver se estava tudo bem, mas eu estava dormindo. Ela, bem como tantas outras lá, é um verdadeiro colírio para os olhos, rs. E se você está num hospital, não pode ficar desanimado, não é mesmo? E quando porventura os medicamentos pareciam não fazer muito efeito, a visão de belas enfermeiras como a Rafa (como era chamada pelas colegas) já era um conforto e tanto. Saudades delas todas.

Mas quem disse que terminou? não poderia esquecer da equipe de Técnicas de Enfermagem, auxiliares das enfermeiras. Da mesma forma, todas show de bola, dedicação exemplar, sempre atentas ao menor desconforto dos pacientes. Não me lembro dos nomes, eram tantas, mas também lindas e maravilhosas, além é claro, de super profissionais. Lembro de uma situação hilária, em que eu me encontrava desmotivado, não acreditando na minha recuperação, quando tentei fugir uma vez. Mas como poderia? fraco que nem fio de cabelo de velho, mal consegui me colocar de pé. Mas ainda assim, tentei a sorte, quando a bela Maria me encontrou no corredor, e perguntou: "onde você pensa que vai?" A única coisa que passou pela minha cabeça, foi "escafedeu-se!".

Assim como essa, tiveram outras tantas situações divertidas, que não vou me deter aqui relatando, mas saibam todos que naquele hospital só fica deprimido quem for muito pessimista com a vida mesmo. Já ia esquecendo de mencionar que até a Diretoria do hospital se importou com o meu caso, e a diretora sempre me visitava, acompanhado de perto a evolução de minha saúde. Que outro hospital alguem tem esse privilégio? E olha que não sou nenhum astro da TV ou cinema, um figurão famoso da mídia, sou um cara comum como tantos outros que se internam em hospitais todos os dias.

Quanto ao quesito limpeza, não poderia esquecer do serviço das faxineiras, que todas as manhãs passavam pelos quartos fazendo a assepsia dos mesmos, garantindo sempre um ambiente confortável e cheiroso, tanto para o paciente quanto para seus familiares e acompanhantes. E citando os acompanhantes, todos tem direito a um delicioso café da manhã, repleto de complementos, como frutas, pães, doces e sucos, todos de primeira qualidade. O setor de alimentação  (Coffee Shop) do hospital atende bem ás necessidades de todos que lá frequentam. Quem não deseja sair para procurar um restaurante nos arredores, pode almoçar lá, a comida é de primeira.
O Coffee Shop: diversidade em alimentos


Termino citando o setor de exames. Sempre que precisava realizar uma Tomografia, Raios X, ou outro exame, contava com os equipamentos  mais modernos em tecnologia. Nada de aparelhos enguiçados ou parados num canto com acontece em certos hospitais por aí. Casos havia em que os exames, como Ultrassonografia, eram realizados no próprio leito, sem a necessidade de me deslocar até o setor.. Show de bola mesmo.

Pra não dizer que não tenho nada contra e dar nota máxima, único porém fica por conta dos serviços dos maqueiros. Quando você recebe alta, dependendo do movimento do hospital no dia, às vezes demoram mais de 30 minutos pra chegarem ao quarto. Mas isso é explicado pelo intenso movimento de entrada e saída de pacientes, e nesse caso deixo aqui minha sugestão para que sejam contratados mais profissionais da área para atender a demanda.

Eu deveria ter registrado minha satisfação faz tempos. Na verdade, desde que saí do hospital. Mas nada acontece por acaso. Em vista dos acontecimentos recentes, quero lembrar que se você é um bom profissional, quase nunca te elogiam por isso, seja em que área for. Talvez um paparico aqui ou ali, mas isolado. Agora se você comete algum erro, por descuido ou por conta de outrem, veja o que acontece. A propaganda negativa cai logo em cima de você, sua imagem vai logo por água abaixo, e todos te recriminam. A mídia é muito boa nisso, mais a criticar e negativar do que elogiar. O mesmo acontece com as instituições. Se atende bem, é porque é seu papel junto à sociedade. Mas se não, é logo considerada uma porcaria, imprestável, abominável. Pense nisso.

Por tudo o que citei (e não citei também), o Hospital Quinta D'or merece meus elogios por ser excelente em atendimento, no Rio de Janeiro. Parabéns a toda equipe hospitalar.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vídeo exibe suposto OVNI em vulcão no México


Um vídeo publicado no YouTube mostra um suposto objeto voador não identificado entrando em um vulcão em erupção no México. O assunto tem gerado discussões na internet.
Segundo o jornal Daily Mail, a emissora de televisão Televisa filmava o vulcão ativo Popocatépetl quando o objeto surgiu. O evento aconteceu na tarde da última quinta-feira (30).

Popocatépetl tem 5.426 metros. O vulcão está localizado no estado de Puebla, a 60 quilômetros da capital mexicana.
O vídeo já tem 50 mil visualizações no YouTube. Nele, um objeto emissor de luz voa rapidamente e faz uma manobra para a esquerda de sua trajetória de forma até entrar no vulcão.
Este é o último de uma série de vídeos que mostram supostos óvnis na região do Popocatépetl. Em novembro de 2012, por exemplo, a Televisa mostrou um objeto em formato cilíndrico descendo sobre o vulcão. A emissora tem uma câmera fixa no local para monitorar a atividade do vulcão.
Alguns especialistas afirmam que o objeto não identificado era um avião comercial. A entrada do suposto óvni no vulcão seria, então, um truque de perspectiva, ou seja, uma ilusão de ótica.
Em entrevista ao Huffington Post, o especialista Marc Dantonio afirmou que parte da ilusão acontece porque o vídeo está em time lapse. Isso faz com que o objeto pareça se mover mais rápido quando, na verdade, se movimenta na velocidade de um avião comercial.
As câmeras usadas para estudar vulcões costumam ser de baixa luminosidade. Isso permite que os especialistas estudem as gravações em vídeo para observar a incandescência nas laterais do vulcão com precisão.
Veja o vídeo abaixo:
 Fonte: Info

sábado, 1 de junho de 2013

Contatos com o Insólito

Gostaria de relatar um fato insólito, ocorrido num domingo, 12 de Maio.

Sendo comemorado o Dia das Mães, fui visitar a minha, que reside em outro município. Ao cair da noite, entre 18:50 e 19:20, desci ao quintal da casa (que é bem grande) para contemplar o céu estrelado, e aproveitanto o ensejo, decidi me dirigir em pensamento aos "Celestiais". Entre outras coisas, pedi a Deus - no entendimento que tenho Dele atualmente - que se possivel, enviassse algum sinal, uma "aparição", por exemplo, de um de seus "veículos espaciais", ainda que não para mim, para outros que estivessem na mesma "vibração cósmica", em sintonia com eles, e sendo instruidos ao que fazer pela Humanidade. Noutras palavras, para quem acreditasse neles, e que de alguma forma tivessem relacionamento comigo para troca de experiencias. Informei ainda, que sabia que eles estavam além das nuvens, dia e noite, rondando o nosso planeta. Que já tinha lido muito sobre eles faz tempos...
Percebendo minha ausência na sala, onde encetava conversa com outra pessoa da família, minha mãe me procurou, chamando-me de volta ao recinto.
Sucedeu-se que, saindo de lá, posteriormente fomos à casa de meu concunhado, que surpreendentemente, me relatou o que viu nos céus de Olaria, fenômeno presenciado por outros presentes: um estranho objeto de cor aparentemente branca, que refreou sua velocidade de vôo, como que pairando sobre eles (os presentes na casa), e subitamente, prosseguiu em velocidade "warp" - super veloz (para quem é fã de Jornada nas Estrelas). Ele me garantiu que não era avião de forma alguma. Ah, e muito menos "balão meteorológico", caso alguem sugira. O mais impressionante foi o momento em que foi relatado o avistamento: entre
18:50 e 19:20 da noite, mesmo horário em que fiz o supracitado pedido.
Mesmo nos tempos de evangélico, nunca tive uma prece tão prontamente atendida. 
 
PS: resposta do filho do meu concunhado sobre o avistamento:
 
"...Engraçado que pouco antes do avistamento eu tirei 2 fotos do céu, uma sem o zoom e a outra com o máximo de zoom do meu celular. O meu pai viu e perguntou o que eu estava fazendo, eu respondi: "Pô fiquei desanimado agora..... tirei foto das estrelas para ver se aparecia e não saiu nada... está tudo preto", e continuei "quando eu avistar algum ovni nem vou poder registrar, que não vai aparecer na foto... tem que ser com uma câmera profissional mesmo". Meia hora depois a gente viu o que viu...

Não estamos sozinhos. Eles estão nos observando...
 

O homem misterioso

Meus amados, permitam-me compartilhar algo que ocorreu recentemente, que para mim foi super divertido (pois já estou acostumado com isso). Mas talvez para muitos soe como exótico. Mas vamos lá:
Recentemete estive estou acometido de fortes dores na coluna cervical, após ter dado uma de "Hulk" e tentar levantar uma placa enorme de madeira, quase com o mesmo peso que o meu. Tal proeza me impediu de executar minhas tarefas com proficiência. Resultado de uma RM mostrou duas hérnias de disco na coluna cervical. Iniciei então tratamento com medicamentos e fisioterapia.
Na clínica onde realizei as sessões, a fisioterapeuta, que já se tornou uma pessoa amiga, me ofereceu uma rifa, para ajudar as colegas de trabalho. A conversa foi a seguinte:
-Vc pode ajudar a gente com uma rifa de R$ 10,00 para o Dia das Mães, "lindinho"? - ela chama todo mundo assim, ok?
-Sem problemas. Mas com uma condição.
-E qual seria? pagar à prazo?
-Hahahahaha...não, não. Somente se tiver disponivel o número 7. Se não tiver, não fico.
-Mas por que tem que ser o 7? não pode ser outro número?
-Negativo. Ou o 7 ou não fico, desculpe. Digamos que gosto do 7.
-Tá bem, então...vou ver com as "meninas" e te digo antes de terminar sua sessão de hoje, tá?
-All right. Fico na espera.
Minutos depois...
-Vc deu sorte, tem o número 7, e já coloquei seu nome. O presente é bem legal, sua mãe vai gostar. Isso se vc ganhar, hahahaha!
-Tá bom...quem pode saber, não é? vamos aguardar o resultado. Quando sai?
-Na segunda já saberá. Dia 13. Tem algo contra o 13?
-Hahaha..Não, nada contra. É apenas um número. Que mal pode fazer um número, não é?
Segunda-Feira, dia 13.
Uma outra fisioterapeuta me atendeu. Perguntei pela Tati. A simpática funcionária disse que ela estava ocupada com outro paciente.
-E então, quem ganhou a rifa? - perguntei.
-Vc é o....o cara do número 7, não é?
-Sim. Por que?
-Caramba, vc ganhou! Parabéns, viu?
-Obrigado. Mas gostaria de falar com a Tati antes de sair.
-Tati, acabou aí? o seu paciente que falar com vc. - Informou a colega.
Ela veio e adentrou o recinto, e ao me ver, disse:
-Quem é você, amiguinho? -pergunta que causou admiração em sua colega.
-Como assim? Não sabe quem eu sou?
-Ah, sim, seu nome eu sei. Mas vc disse que queria o numero 7 e deu 7. Como sabia?
-Eu não sabia. Como poderia? Foi um...chute, como dizem neste mun...quero dizer, como dizem por aí, hehe.
-Sua boca dá muita sorte, lindinho. Fala aí que a gente vai ganhar um milhão, fala. E vc é muito estranho também, hein...Parece até de outro mundo.
-Hahahahahaha....Isso eu mesmo posso trazer pra vcs. Uma espiga bem grande, hahaha. Cozida, ainda por cima, haha.
-Vou indo, meninas. Até a próxima sessão.
Peguei o meu brinde e fui embora. Sob o olhar atônito de algumas fisioterapeutas.
Divertido, eu diria. Depois trarei outra, que essa sim, é de arrepiar os cabelos, caros leitores.
PS: Informei à fisioterapeuta que o significado do meu nome é de origem germânica e significa "aquele que governa com mistério".
Só pra constar.