sexta-feira, 11 de maio de 2018

Telegram: Como criar enquetes em grupos e canais

Ferramenta permite criar questionário e acompanhar as respostas da votação no mensageiro rival do WhatsApp.

O Telegram conta com uma ferramenta de votação que permite fazer enquetes em grupos, canais e conversas individuais de forma simples. Ausente no WhatsApp, o recurso opera por meio do bot @Vote, que possibilita a criação de uma pergunta principal e de opções de resposta diretamente pelo chat. O robô virtual contabiliza apenas votos únicos realizados por pessoas com conta no Telegram, e mostra os resultados em tempo real.

A função pode ser usada em grupos de amigos na hora de decidir o local da próxima reunião ou viagem. Além disso, o bot de enquetes permite saber a opinião de membros de um canal na plataforma.

O Telegram restringe o acesso de mensagens por bots que funcionam dentro de grupos e conversas. Por padrão, os robôs só podem ler menções e respostas direcionadas a eles, além de instruções com o comando “/”. A regra só não vale para bots que são administradores de grupos e canais, por decisão do usuário. Além disso, bots podem ler todas as publicações de canais em que são membros.

No caso do @Vote, apenas as respostas a perguntas da enquete são gravadas. Demais mensagens do chat são protegidas e não podem ser interceptadas por ele em um grupo.

A seguir, veja como usar a ferramenta para criar enquetes no Telegram.

Passo 1. Acesse o bot @Vote no Telegram (t.me/vote) e toque em “Começar” para ativar o robô. O primeiro passo é escrever a pergunta central da enquete. Envie normalmente para gravar.

Passo 2. Em seguida, escreva as alternativas que serão oferecidas na enquete. Crie uma opção por vez e envie na conversa com o bot.

Passo 3. Crie quantas alternativas quiser. Ao final, digite o comando /done e envie para finalizar.

Passo 4. Você verá a enquete montada com os dados fornecidos. Toque em “Publish poll” para compartilhar a enquete em conversas, grupos e canais. Para enviar, toque na prévia exibida na janela de chat.

Passo 5. Os participantes da enquete votam tocando nos botões listados abaixo da pergunta. A prévia da apuração é atualizada a cada novo voto computado. É possível acompanhar o andamento também na conversa com o bot. Toque em “Update results” para atualizar número de votos e o resultado parcial.

Fonte

WhatsApp: Golpe promete ingresso grátis para Vingadores: Guerra Infinita


O sucesso do filme “Vingadores: Guerra Infinita” chamou a atenção de bandidos que tentam fazer vítimas por meio do WhatsApp. Somente nas últimas 24 horas, cerca de 50 mil brasileiros foram impactados por uma tentativa de golpe que oferece ingressos grátis para a mais recente produção da Marvel. A denúncia é da empresa de segurança digital PSafe.

A página falsa convida o usuário a responder uma série de perguntas, como “Você já assistiu algum filme da Marvel?”; “Você é maior de idade?”; “Se gostar do filme irá recomendar para amigos e familiares para assistir?”. Os especialistas da Psafe explicaram que não importa a resposta, pois o site sempre afirma que o internauta ganhou o par de ingressos.
Mensagem sobre “Vingadores” mostra site oficial da Marvel; ao clicar, usuário chega a página falsa (Foto: Divulgação / PSafe)

O passo seguinte proposto pelo golpe é a exigência de compartilhar a mesma mensagem com 30 amigos ou grupos do WhatsApp. “Essa estratégia permite que o golpe ganhe escala rapidamente, impactando grande número de usuários das mais diversas regiões”, diz em nota o diretor do DFNDR LAB, Emilio Simoni.

A mensagem chama a atenção por exibir o endereço marvel.com na prévia do link. O site pertence ao Grupo Disney. No entanto, ao abrir a página, o usuário chega a um site com final .club. Os criminosos exibem comentários falsos – similares aos de Facebook – para tentar dar credibilidade à página.

A empresa de segurança digital explica que os hackers costumam utilizar domínios alternativos, como .club, .pw, entre outros, devido ao baixo custo de registro e maior dificuldade de remoção. Esses domínios, normalmente, são disponíveis em provedores menores.

“Na maioria das vezes, os cibercrimonosos conseguem registrar o domínio usando cartões de crédito falsos. Até o provedor descobrir, o golpe já foi disseminado para milhares de pessoas”, informa a PSafe.
Página diz que usuário “ foi selecionado para ganhar um par de ingressos” (Foto: Divulgação / PSafe)
Simoni recomenda o uso ferramentas tecnológicas para checar se um endereço compartilhado via WhatsApp é verdadeiro. Existem aplicativos que auxiliam nesta tarefa, bem como sites especializados em checagem de sites. A PSafe também orienta que as pessoas desconfiem de mensagens que peçam para realizar o compartilhamento com amigos para ganhar alguma coisa.

O mesmo formato de golpe foi registrado em diversas ocasiões, mais recentemente envolvendo o programa governamental Bolsa Família.

A Disney disse que a promoção e o site “não são válidos”. Também destacou que toda nossa comunicação com os fãs brasileiros ocorre nos seguintes endereços: facebook.com/MarvelBR, instagram.com/Marvelbrasil e twitter.com/MarvelBR.

New York Times: Chegou a hora de abandonar o WhatsApp

Saída do fundador Jan Koum é vista como algo negativo para o aplicativo de mensagens

Zap, zap-zap, WhatsApp... seja lá como você chama o aplicativo de troca de mensagens pelo celular saiba que ele pode estar com os dias contados. Pelo menos é o que foi divulgado neste final de semana pelo jornal estadunidense The New York Times, um dos mais influentes do mundo.

O cofundador do WhatsApp Jan Koum anunciou a própria saída da empresa responsável pelo app de mensagens e também do conselho de administração do Facebook. A decisão, segundo o jornal, é um duro baque da empresa e pode sinalizar um momento de apagar o aplicativo da oferta de serviços de mensagens no mundo.

Ainda segundo o jornal, o cofundador do aplicativo ficou cada vez mais preocupado com a quantidade de informações que o Facebook - que também é dono do WhatsApp - coletou sobre as pessoas e queria proteções mais fortes para esses dados, disse a pessoa. Koum discutiu a saída da empresa desde o final do ano passado.

"O respeito por sua privacidade é codificado em nosso DNA, e construímos o WhatsApp em torno do objetivo de saber o mínimo possível sobre você", escreveu Koum em um post após vender o WhatsApp por US$ 19 bilhões. "Se a parceria com o Facebook significasse que precisávamos mudar nossos valores, não teríamos feito isso".

Um dos motivos da crise é por conta da influência das empresas do grupo do Facebook nas eleições. A companhia, localizada na região do Vale do Silício, nos EUA, tem analisado de forma minuciosa como os agentes russos a usaram para influenciar os eleitores antes da eleição presidencial de 2016 e, mais recentemente, pela falta de proteção de dados para seus mais de 2,2 bilhões de membros. O assunto ganhou atenção após revelações de que a consultoria britânica Cambridge Analytica havia coletado indevidamente informações de cerca de 87 milhões de usuários do Facebook.

As controvérsias provocaram divergências entre os principais executivos do Facebook sobre como lidar com as questões. Em março, o The New York Times informou que Alex Stamos, diretor de segurança de informações do Facebook, pretendia deixar a empresa após uma disputa interna sobre como lidar com a ameaça dos esforços de influência russos. O Facebook também reformulou os principais postos de seu escritório em Washington, onde assuntos de lobby e política são tratados.

Em março, Brian Acton, que co-fundou o WhatsApp com Koum e que desde então deixou a empresa, escreveu no Twitter que era hora de excluir o Facebook após as revelações da Cambridge Analytica.

Início

Koum e Acton, que se conheceram no Yahoo durante uma auditoria de segurança para a empresa, fundaram o WhatsApp em 2009. Originalmente, o serviço era uma forma de as pessoas dizerem aos amigos e familiares se estavam disponíveis para escrever e conversar. Mas, logo se transformou em uma maneira geral e gratuita de enviar mensagens sem a ajuda dos serviços administrados pelas operadoras de telefonia celular, como a Verizon e a AT&T.

Fontes do Facebook citadas pelo jornal norte-americano revelam que Koum estava cada vez mais preocupado com a forma como a tecnologia recolhe dados dos usuários. A ideia dele era afastar o WhatsApp deste cenário.

A publicação alerta ainda que os membros do conselho do Facebook não se preocupam com questões de segurança e privacidade, e os colaboradores do WhatsApp temem que o aplicativo seja usado para recolher ainda mais dados.

Durante a gestão de Koum, o WhatsApp compartilhou poucos dados com o Facebook, mas, com a saída dele, é provável que o Facebook tenha mais facilidade para reunir mais informações sobre os usuários, aponta o jornal.

De acordo com dados do próprio grupo em 2017, o WhatsApp tem 1,5 bilhão de usuários ativos - que trocam cerca de 60 bilhões de mensagens diárias.

Fundador pode perder US$ 1 bi
A saída de Jan Koum, fundador do WhatsApp, do Facebook pode custar a ele US$ 1 bilhão (R$ 3,55 bilhões). Isso porque ele decidiu deixar a companhia antes das datas finais de concessão de ações a que tinha direito. Quando o Facebook comprou o WhatsApp, Koum levou 24,9 milhões de ações restritas como parte do acordo.

As ações restritas estão condicionadas a certos fatores estabelecidos no momento do acordo. Segundo a agência de notícias econômicas Bloomberg, Koum ainda teria três lotes de ações em março, agosto e novembro deste ano. Os prêmios, contudo, dependem de ele estar empregado. O total é de 5,8 milhões de ações – que somam cerca de US$ 1 bilhão, segundo a Bloomberg. O executivo, portanto, vai deixar de ganhar esse montante se sair da empresa antes de 15 de maio. Ele anunciou seu desligamento no último dia 30 de abril, mas o Facebook não confirmou em que data sua saída será oficializada.

O executivo, segundo a Bloomberg, só não perderá o direito a esse dinheiro se sua saída for entendida como rescisão ou renúncia involuntária por uma boa causa. Não estão claros, porém, os motivos que levaram Koum a querer se desligar.

Em mensagem divulgada na segunda-feira, ele afirmou que está na “hora de seguir em frente” e fazer coisas fora da tecnologia, “como colecionar Porsches e jogar frisbee”, disse. Ele teria entrado em conflito com outros executivos por não aceitar o uso de dados de clientes, segundo reportagem do “Washington Post”.

Whatsapp e Facebook farão chamadas de vídeo em grupo

O WhatsApp e o Instagram vão permitir, em breve, que usuários façam chamadas de vídeo em grupo. A novidade foi anunciada por Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante a F8, conferência para desenvolvedores da empresa, na terça-feira (1º), nos EUA. Segundo Zuckerberg, os usuários do WhatsApp gastam quase dois bilhões de minutos por dia em chamadas de voz e vídeo.

Com o novo recurso, que deve ser liberado nos próximos meses, será possível que até quatro pessoas participem de uma chamada. Atualmente o aplicativo faz conferência entre duas pessoas.

O Instagram, por sua vez, permite atualmente apenas conversas em texto. Com isso, o aplicativo da rede social de fotos ganhará de uma só vez a capacidade de fazer ligações em vídeo e de reunir mais indivíduos em uma só chamada.

O WhatsApp também vai ganhar stickers, uma espécie de adesivo aplicado a imagens, ferramenta comum em aplicativos que permitem mensagens instantâneas, como Snapchat e Instagram Stories. O recurso Status do WhatsApp, em que as pessoas publicam fotos ou vídeos curtos que se apagam em 24 horas, tem 450 milhões de usuários ativos por dia, um crescimento de 15% em relação ao ano passado. A marca ultrapassou o número de usuários do Snapchat, de 191 milhões.

Zuckerberg também anunciou que o Facebook vai lançar óculos de realidade virtual a US$ 199, que quer aumentar a privacidade do usuário, ao permitir que se limpe o histórico de navegação, e que vai entrar no mercado de paquera, com a criação de um concorrente para o Tinder.

A plataforma permitirá ao usuário criar um perfil de paquera separado daquele da rede social, e os amigos do Facebook não serão notificados de quaisquer atividades feitas na ferramenta de namoro. “As pessoas já usam o Facebook para conhecer pessoas, e queremos melhorar essa experiência”, explica um post no blog oficial da empresa. A previsão é que os testes do novo recurso comecem ainda este ano. A funcionalidade, que vem sendo chamada não oficialmente de “Facebook Dating”, será visualizada somente por aqueles que têm o status de relacionamento como “Solteiro (a)”.

Este foi o primeiro anúncio de novas tecnologias pelo Facebook desde o escândalo com a empresa Cambridge Analytica, que usou dados de 87 milhões de pessoas para fins políticos sem consentimento, e fez com que Zuckerberg fosse convocado pelo Congresso norte-americano para se explicar.

sábado, 21 de abril de 2018

O Simbolismo da Colméia na Maçonaria


Esse importante símbolo maçônico foi ignorado (ou talvez seja desconhecido) por praticamente todos os escritores maçons brasileiros. Até mesmo a literatura internacional versa pouco sobre esse símbolo, presente desde a cultura egípcia, passando pelos romanos, usado pelos cristãos primitivos, e que posteriormente inspirou imperadores, como Napoleão.

Com exceção do ser humano, qual o outro ser vivo trabalha muito e em equipe, vive em comunidade, produz diferentes tipos de materiais, constrói casa para milhares de iguais, e tem forte hierarquia e disciplina?

A abelha trabalha duro e sem descanso, não para ela, mas para todas. Ela produz e ela constrói. Ela vive em harmonia com a natureza. A colméia é o grande emblema do resultado do trabalho da abelha, da sua capacidade de construir algo em prol de todos. A abelha é o ser construtor, assim como o maçom pretende ser. A partir disso é fácil compreender como a colméia se tornou um símbolo maçônico presente em antigos estandartes e aventais, e no grau de Mestre Maçom dos rituais mais antigos de nossa Ordem.

Não se sabe a partir de quando a Colméia passou a constar nos rituais maçônicos, mas já estava presente na Maçonaria desde, pelo menos, o início do século XVIII, como evidencia um catecismo maçônico irlandês datado de 1724:

“Uma abelha tem sido, em todas as épocas e nações, o grande hieróglifo da Maçonaria, pois supera todas as outras criaturas vivas na capacidade de criação e amplitude de sua habitação. Construir parece ser da própria essência ou natureza da abelha”.

Há vários registros de colméias como parte integrante e de destaque de templos e rituais maçônicos na Inglaterra, Irlanda, Escócia e EUA no século XVIII. Porém, com a renovação dos rituais em boa parte do Reino Unido a partir de 1813, esse importante símbolo foi de certa forma ignorado, surgindo vez ou outra em Lojas de Pesquisa, com exceção da Maçonaria Americana, que manteve sua importância no Ritual.

Para se ter uma melhor compreensão do significado maçônico da Colméia, segue pequeno trecho adaptado do Monitor de Webb:

“A Colméia é um emblema de indústria e operosidade. Ela nos ensina a prática dessas virtudes a todos os homens. Viemos ao mundo como seres racionais e inteligentes. Como tais, devemos sempre ser trabalhadores, jamais nos entregando à preguiça quando nossos companheiros necessitarem, se estiver em nosso poder auxiliá-los. …Aquele que não buscar trazer conhecimentos e entendimento ao todo, merece ser tratado como um membro inútil da sociedade, indigno de nossa proteção como Maçons.”

Enfim, um dos símbolos maçônicos com significado e ensinamentos mais profundos, simplesmente perdido nas brumas do tempo e nas páginas das incontáveis “revisões” promovidas pelos “sábios” de outrora. Esse é o verdadeiro “símbolo perdido” da Maçonaria.

Fonte

segunda-feira, 9 de abril de 2018

10 Amuletos Mágicos da Sorte e Suas Sinistras Histórias


Como um todo, a humanidade é muito supersticiosa. O mundo é um lugar cruel e precisamos de toda a ajuda que pudermos obter. Então, nos voltamos para os nossos amuletos e orações, nossos talismãs, e às vezes, até mesmo os nossos animais com a esperança de que um pouco de boa sorte vá nos proteger de tudo o que está lá fora. No entanto, alguns desses encantos tem uma história muito perturbadora.

(01) A Medalha Exorcística de São Bento



Na parte frontal da medalha, temos a imagem de São Bento segurando uma Cruz no alto em sua mão direita (símbolo de sua grande devoção, fez muitos milagres com o Sinal da Cruz) e sua regra para Mosteiros na mão esquerda. Por causa disso, a medalha é muitas vezes referida como a Medalha-Cruz de São Bento. Inscrições: "Crux s. Partis Benedicti" (Cruz de nosso Santo Padre Bento), "Eius em obitu nostro praesentia muniamur" (Que possamos ser reforçados pela Sua presença na hora de nossa morte!) e "ex SM Casino" (de Santo Monte Cassino, 1880: moeda cunhada para o 1400 Aniversário do nascimento de São Bento). Atrás da imagem do Santo, há uma figura que simboliza um cálice, de onde saem uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando duas tentativas de envenenamento das quais São Bento se salvou milagrosamente. Até aqui, tudo normal: uma medalha em homenagem ao Santo.

Mas na parte traseira da Medalha, existe um encantamento recitado para afastar o diabo. As letras em torno do exterior da medalha (VRSNSMV - SMQLIVB) são iniciais para uma frase, e significam "Vade retro Satana; nunquam suade mihi vana! Sunt mala quae libas. Ipse venena Bibas!". Em português se traduz" Afaste-se Satanás! Nunca me tente com suas vaidades! O que você me oferece é mau. Beba o veneno você mesmo!". "CSPB": Crux s. Patris Benedicti (cruz de nosso Santo Padre Bento). E "PAX", significa Paz, que é um lema beneditino durante séculos. CSSML: Crux Sacra Sit Mihi Lux - "A cruz sagrada seja minha luz". NDSMD: Non Draco Sit Mihi Dux - "Não seja o dragão meu guia".

O encantamento que adorna a medalha veio há pouco tempo, e foi descoberto durante um julgamento por bruxaria. Em 1647, um grupo de mulheres foram a julgamento por bruxaria na cidade bávara de Natternberg, Alemanha. As mulheres testemunharam que enquanto elas exerciam o poder da bruxaria e do diabo, havia um lugar onde elas não tinham poder: a abadia nas proximidades, em Metten. As mulheres disseram que a abadia estava sob algum tipo de proteção particularmente poderosa, e elas foram incapazes de superar o que quer que fosse.

Abadia em Metten, Alemanha. 
Quando a abadia foi investigada para descobrir por que ela tinha mantido as bruxas à distância, o povo da cidade encontrou algo: cruzes pintadas nas paredes da abadia com a mesma inscrição que é usada agora na medalha. Não havia nenhum indício de sobre o que as letras representavam até que um manuscrito datado de 1415 foi descoberto. O manuscrito descrevia a iluminação de um santo segurando um pergaminho e um cajado. No cajado estava todo o encantamento que agora está associado com Bento.

O encantamento que havia sufocado o poder das bruxas foi viral no século 17 e medalhas carimbadas com as letras espalharam-se por todo o continente. Elas ficaram conhecidas por ser extremamente eficaz contra alguém que sofre de possessão demoníaca. Também acreditam que possa dar a proteção divina, ajudar a afastar qualquer mal, e, finalmente, trazer a paz de espírito e um coração puro.

(02) Medalha Anting-Anting



As Lendas sobre o amuleto Anting-Anting vem das Filipinas. Acredita-se que o amuleto protegia o usuário de qualquer dano causado por balas ou facas e tornou-se popular entre os bandidos. Em seu tratado sobre folclore, John Maurice Miller contou a história do Líder Manuelito de uma gangue de foras-da-lei, que se mantiveram seguros por causa de seu Anting-Anting. De acordo com a história, Manuelito teve inúmeros desentendimentos com a lei e diziam que não importava quantas pessoas estavam atirando contra ele, sua Anting-Anting desviava quaisquer balas que chegavam perto dele.

Durante festas e comemorações, ele combinava com seus próprios capangas para que disparassem contra ele, tudo para demonstrar sua invencibilidade. Como o bandido e seus homens estavam próximos de Manila, capital das Filipinas, um grupo de Macabebes foram despachados para tentar pôr fim ao seu reinado de terror de uma vez por todas. Eles atiraram com suas balas de prata, cujo material havia sido extraído e derretido de uma estátua da Virgem Maria. Era a única coisa poderosa o suficiente para superar o Anting-Anting e, finalmente, conseguiram matar o líder foragido.

Cópias charmosas de Manuelito foram feitas em grande número, mas o folclore por trás de fazer e encantar uma Anting-Anting é muito terrível. Era mais eficaz quando eles eram feitos durante a Semana Santa. Um dos métodos era a exumação de uma criança não batizada ou de um bebê abortado. O corpo era colocado dentro de um tubo de bambu, e o líquido que escorria do corpo em putrefação era drenado do tubo e recolhido. Em seguida, o líquido era lentamente bebericado por quem queria ganhar a proteção do Anting-Anting. Um outro método, mais alternativo era ir a um cemitério durante a Semana Santa e colocar uma oferta de comida e vinho em uma tumba. Os espíritos iriam consumir a refeição e deixar para trás uma pedra branca, dando sua proteção em troca da refeição.

(03) Limpadores de Chaminés



Superstições e crenças têm crescido em torno de uma das ocupações mais improváveis: ​​limpadores de chaminés. Na Alemanha, ver um limpador de chaminés perto do ano novo é considerado um sinal de que boas coisas estão por vir no próximo ano. Vários países, como Alemanha e Inglaterra, usam brinquedos e iguarias comestíveis na forma de raspadores e ferramentas usadas pelos limpadores como amuletos de boa sorte. Na Inglaterra, incluir um limpador de chaminés em sua lista de convidados do casamento é uma maneira garantida de trazer sorte e fertilidade. Muitos limpadores de chaminés modernos se alugam para casamentos como continuação de uma prática que tem sido forte desde o reinado do Rei George II.



Segundo a sabedoria tradicional, esses trabalhadores ingleses desfrutam de sua reputação como um amuleto da sorte por causa de uma vassourada com o raspador que salvou o rei George II. Uma versão da história diz que o rei estava andando de cavalo quando este se assustou com um cão, e um limpador de chaminés entrou em cena para salvar o dia. Noutra versão, o rei estava na carruagem, mas o resultado é o mesmo. Desde então, o raspador foi oficialmente reconhecido como uma espécie de sorte quando você o mantém ao seu redor.

No entanto, aqueles que foram forçados a ser limpadores de chaminés na Era Vitoriana eram tão azarados como o máximo que se poderia ser. Os meninos novos que eram pequenos o suficiente para caber nas chaminés eram aprendizes sob o ensinamento de um varredor mestre.


Na década de 1870, os jornais estavam cheios de exemplos de varredores mestre recebendo vereditos de culpa em acusações de homicídio culposo. Em fevereiro de 1875, um limpador de Cambridge foi considerado culpado pela morte de um menino que ele tinha forçado a subir em uma chaminé em combustão no Fulborn Asylum (Hospital Psiquiátrico), que morreu sufocado na fuligem.

Fulborn Asylum (Hospital Psiquiátrico), em Cambridge, Inglaterra.
Folclore de um tipo diferente também foi usado para assustar as crianças. Meninos levados e bagunceiros eram avisados ​​de que o limpador de chaminés viria, os colocaria em um saco, e os levaria até a chaminé, se não se comportassem - a típica lenda do Homem do Saco.

(04) Ferraduras da Sorte



Se ele está pendurado em uma parede para manter e recolher toda a boa sorte ou para derramar sobre todos que passam, a ferradura é uma superstição comum. Uma explicação de como ela veio a ser um amuleto de sorte é um conto sombrio de Saint Dunstan (Bispo de Londres, 909 d.C - 988 d.C), um homem santo que trabalhava como ferreiro em uma forja, quando ele não estava ocupado fazendo orações ou tocando sua harpa.


De acordo com a história, São Dunstan estava tocando sua harpa quando o diabo o ouviu cantar. A música encheu o diabo de ódio, e sem conseguir evitar, também começou a cantar. O diabo fez um barulho tão horrível que Dunstan sabia que só poderia ser feito por algo verdadeiramente mal. Dunstan agarrou-o pelo nariz com um par de alicates quentes da forja e passou a pregar ferraduras quentes nos pés do diabo, que atravessava as unhas através da pele macia. Os gritos de agonia eram altos o suficiente para acordar os mortos.


Dunstan se recusou a remover as ferraduras de suas unhas até que o diabo assinasse um acordo prometendo nunca mais incomodar as pessoas enquanto elas estivessem rezando na igreja ou em qualquer lugar sob a proteção de uma ferradura. Dunstan manteve sua parte do acordo, e desde então, a ferradura protege a quem a mantém por perto e enquanto permanecerem virtuosas.

Há um par de outras explicações sobre a ferradura, incluindo a associação com o número sete (a quantidade usual de pregos utilizados). Curiosamente, ao contrário da ferradura, o ferreiro foi tipicamente associado com o mal em vez do bem, sendo frequentemente ligado à prática de magia negra. Já o Whitesmith (pessoas que trabalham com chumbo ou estanho) eram considerados pessoas muito mais respeitáveis.

(05) Cabeça Decepada da Medusa



Desde os tempos da Grécia antiga, a cabeça decepada de Medusa tem sido um amuleto de boa sorte bizarro. A imagem da cabeça decepada (chamado Gorgoneion) foi adicionado a tudo. Quando colocada em escudos, acreditava-se proteger os homens que foram encaminhados para a batalha. Se usada como uma máscara pelos atores, os protegeriam da maldição do mau-olhado. A imagem da cabeça da górgona estava em todos os lugares, todos com a crença de que ela protegia o usuário. Foi ainda utilizada por Minerva, cimentando a crença de que detinha poderes de proteção.


A imagem da mulher com serpentes no cabelo surgiu a partir do conto grego épico de Perseu e Medusa. Medusa era uma das três irmãs, e a única irmã que era mortal. Depois que Perseu removeu sua cabeça por ordem do Rei Polydektes de Seriphos, ele foi perseguido por suas irmãs imortais.

Perseu faz a decapitação de Medusa, de onde nasceram Pegasus e Chrysaor
Antes de Medusa ser morta, ela era a amante de Poseidon. Em sua decapitação, ela deu à luz a seus filhos, cavalos alados, Pegasus, e Chrysaor (que era às vezes são representados como um gigantes e, por vezes, como javalis alados), que saltaram de sua cabeça cortada.



Enquanto os primeiros escritos sobre Medusa e suas irmãs as descrevam como demônios marinhos hediondos, às vezes é o infeliz encontro com Poseidon que transformou a outrora bela Medusa no monstro com cabelos de cobra. Quando ela e Poseidon profanaram um santuário de Athena, ela foi amaldiçoada a se tornar o monstro pelo qual ela é lembrada.

(06) Janelas de Bruxa


Datado de 1830, as janelas inclinadas chamadas popularmente como "Janelas de Bruxa" são uma peça de design arquitetônico que é bastante exclusivo no estado de Vermont, EUA. Essas janelas eram instaladas no segundo andar das casas, posicionadas em um ângulo de 45 graus, com uma explicação perfeitamente razoável. Quando adições de novos cômodos eram feitas na casa, a nova parte do edifício frequentemente cobria as janelas antigas. O espaço deixado para instalar novas janelas era geralmente muito apertados, então as janelas bruxa angulares eram perfeitamente úteis para que aquele cômodo não ficasse sem janela. Numa época em que as pessoas faziam o máximo proveito dos materiais que tinham em mãos, janelas bruxas eram muitas vezes feitas de materiais que sobravam.


O folclore popular que tem crescido em torno destas janelas é que eles estavam lá para proteger os moradores da casa de bruxas. De acordo com a história, bruxas não podem virar suas vassouras para voar através de uma janela que está fixada em um ângulo.

Também chamados de janelas caixão, remonta uma época em que as pessoas geralmente eram veladas em suas casas. Poderia ser difícil de manobrar um caixão por causa dos corredores apertados e escadas de uma casa do século 19. As janelas caixão angulares foram criadas supostamente para tornar mais fácil retirar o caixão para fora da casa, em vez de tentar tirá-lo através de uma porta.

(07) Pedras Capão


Pedras capão eram consideradas peças de sorte, pelo menos desde o tempo de Plínio. O antigo filósofo escreveu sobre as pedras em sua famosa obra História Natural e as descreveu como rochas do tamanho de feijões recuperados das moelas de galos castrados, animais conhecidos como capões. Plínio observou uma história sobre uma pedra capão que supostamente tornou um homem chamado Milo de Croton invencível. Até o segundo século, a pedra capão não estava apenas associada a fazer alguém invencível. De acordo com a escrita de Damigeron, um mágico que coloque a pedra na sua boca seria dotado de proezas de batalha, eloquência, charme, bom caráter, e a capacidade de fazer uma esposa cair sobre si mesma em seus esforços para agradar ao marido.

Ao longo do próximo século, mais benefícios foram adicionados aos poderes da pedra. Se ela fosse tirada de um capão que tinha sido castrado na idade de três, quatro, sete, nove ou dez anos, eliminaria também a necessidade de beber álcool em uma pessoa, tornaria o parto mais fácil, e curaria doenças nos olhos. Os textos médicos do século 16 sugerem que os médicos tentaram corrigir problemas de visão com uma espécie de versão inicial da lente de contato. Foi feita a partir de um cristal semelhante ao das pedras capão e inserida no olho. Eles observaram que o cristal deve ser pequeno e altamente polido, com uma nota informando que o único prejuízo foi realmente causado pelo incômodo do objeto cortante, além da vermelhidão causada pela dificuldade de respiração da córnea, cerca de 30 minutos após a inserção.


Temos certeza de que o salto de charme benéfico para lente de contato surgiu após um mal-entendido de séculos de idade. O médico romano Dioscorides foi o autor de um texto médico que permaneceu em uso por cerca de 1.600 anos. No texto, ele parafraseia Plínio e descreve a camada interior do estômago do capão. Quando a pedra secava, era triturada em pó e adicionada ao vinho: soube-se que resolvia problemas no estômago. A partir daí, outros interpretaram que a colocação da pedra capão em sua boca iria conceder seus efeitos.

(08) Camisa Fantasma


A Camisa Fantasma era uma parte da religiosidade dos nativos americanos do século 19 do Movimento Ghost Dance. De acordo com os ensinamentos do movimento, a camisa fantasma iria proteger seu portador do mal e, mais especificamente, de balas. Hoje, acredita-se que, para muitos, a camisa fantasma foi uma demonstração tangível de um desejo de paz.

Em 1896, James Mooney registrou suas impressões sobre a Camisa Fantasma. Ele disse que elas foram usadas ​​por homens, mulheres e crianças sob suas roupas normais e, por vezes, como parte dos rituais Ghost Dance. Elas eram tipicamente decoradas com iconografia sagrada, e eles acreditavam que as imagens e as pinturas dariam à camisa seus poderes protetores. Alguns acreditam que eram imagens de guerra, e não de paz, e levou a um cisma na ideia por trás da camisa fantasma.

Massacre de Wounded Knee, 1890.
Em 1890, 250 Sioux foram mortos no massacre de Wounded Knee. Seus corpos foram saqueados, e um ano mais tarde, quando Wild Bill Cody (Buffalo Bill) apareceu na direção de seu Show Wild West ("Oeste Selvagem", o show incluía uma parada de cavaleiros, participação de índios americanos, grandes atiradores, Turcos, Árabes, Mongóis e Cossacos, com cavalos e roupas típicas, e com participações de Jane Calamidade e Touro Sentado) em Glasgow, ele tinha com ele alguns dos itens que haviam sido roubados dos mortos. Ele apresentou alguns dos itens para a cidade, incluindo uma Camisa Fantasma.


Somente em 1998 a Camisa Fantasma foi devolvida aos descendentes daqueles que tinham morrido em Wounded Knee. Eles foram entregues por funcionários da Escócia, que disse que eles sabiam que a peça precisava ser devolvida à sua casa.

(09) Pé de Coelho


Um pé de coelho pode dar sorte para qualquer um, exceto para o coelho. A crença é prevalente na América do Sul, onde os coletores de folclore têm encontrado inúmeras histórias de pessoas que afirmam que um pé de coelho mantém afastado qualquer dano, especialmente se eles estão sujeitos a certos rituais. Para ser realmente eficaz, ele precisa ser a pata esquerda frontal do coelho, e deve ser mergulhada em água encontrada em um toco de árvore podre em um cemitério à meia-noite. Outras histórias afirmam que é a pata dianteira direita, e o coelho deve ter sido morto em um cemitério.

Enquanto isso em um Universo Paralelo...
Por que um coelho? Parcialmente por causa de uma das histórias de Ole Brer Rabbit, registrado pela Biblioteca Greenwood de Lendas Folclóricas Americanas e de origem em 1900. A história diz que o Sul estava sendo atormentado por uma bruxa de 500 anos de idade, que tinha amaldiçoado as pessoas e os animais para morrerem de fome. Quando os chamaram o inteligente Compadre Coelho para ajudá-los, o coelho decidiu que sabotaria as roupas da bruxa quando ela se banhasse antes de sair para o seu negócio noturno do mal. Ele pegou uma cesta de pimenta, amassou-as em um purê, e encheu as roupas da bruxa com ele. Quando ela voltou e colocou sua roupa, ela ficou paralisada por causa das queimaduras das pimentas. Os animais a capturaram e a queimaram, pondo fim ao seu reinado de terror e fazendo de seus pés uma excelente proteção em homenagem ao coelho contra bruxas e seu mal.



Há também histórias de coelhos que são feridos durante a noite com as mesmas lesões que aparecem nas mulheres locais no dia seguinte, revelando que elas são bruxas. A ideia de coelhos serem bruxas, ou familiares das bruxas, fez com que os seus pés se tornassem um poderoso totem contra sua maldade. A preparação correta do pé iria colocar o poder da bruxa nas mãos da vítima.

(10) Gato Preto


Os gatos pretos eram considerados por dar boa sorte no antigo Egito e foram muitas vezes associados a Bastet, até que o seu culto foi proibido em 390 a.C. Em alguns lugares, o seu estatuto como protetores benevolentes continuou. Na Escócia, um gato preto aparecendo em sua casa é um sinal de que você vai ser próspero, e é comum para os navios tomarem um gato preto com eles em viagens para a proteção de má sorte e tempestades. No sul da França acredita-se que os gatos pretos são gatos mágicos, e faça-lhe um favor que você irá ganhar a sua bênção. Mas a queda do gato preto começou com bruxaria.

Em 1170, Peter Waldo fundou uma seita cristã chamada "Os Valdenses" com a afirmação de que todos tinham a capacidade de falar diretamente com Deus. Isso, é claro, colocou um amortecedor sobre o Papa e os negócios financeiros da igreja caíram, assim alegações foram feitas contra os valdenses depois que eles foram excomungados. Os Valdenses ficaram conhecidos como adoradores do diabo na forma de um gato preto. Era uma acusação que também seria movida contra os Cavaleiros Templários e os cátaros, começando com o delineamento de uma cerimônia herética adorando o gato descrita pelo escritor medieval Walter Map. De acordo com Map, os encontros dos cátaros 'contavam com grupos nas sinagogas que esperaram por um gato preto enorme que descia por uma corda que pendia do teto. Uma vez que o gato aparecia, eles apagavam todas as luzes e seguiam seu caminho com ele na escuridão, onde iria beijá-lo. O mesmo foi dito da Ordem dos Templários e foi uma das principais acusações feitas contra eles.


Mas historicamente, foi o Papa Gregório IX que deu um Strike no Gato Preto. Até Gregório, hereges e bruxas só eram normalmente investigadas quando alguém apelava à igreja para obter ajuda. Gregório, em seu texto Vox in Rama, afirmou que os gatos pretos eram um sinal claro de que seu mestre era uma bruxa ou um adorador do diabo. Ele passou a dizer que os próprios gatos estavam longe de espectadores inocentes, que eram participantes ativos nos rituais do mal, e, supostamente, quando eles tomaram a sua forma humana ele se transformaria em homens de pele clara com olhos negros. O sinal claro de que um gato preto era um desses demônios que mudam de forma foi o ponto de partida para chegarem à conclusão de que o fazia para ajudar no ritual da bruxa dando-lhe um beijo obsceno. Suas palavras deu início a uma campanha contra os gatos que durou mais de 500 anos. O sucesso foi tanto que é quase impossível encontrar um gato completamente preto em algumas áreas do mundo, porque eles foram caçados quase à extinção.

Fonte: Matrix Desvendada