Mostrando postagens com marcador Magia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Magia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Fantasma circense persegue médium britânico após sessão de exorcismo

Ed Booker relatou que, depois de participar de ritual de limpeza energética, espírito de 'mestre circense' tem o assombrado diariamente; ele contou que esposa pediu o divórcio após ser atacada pelo mesmo fantasma.

Um homem afirmou estar sofrendo ataques diários de um suposto 'fantasma' que teria invadido sua casa nos últimos meses. De acordo com o Mirror , o médium britânico Ed Booker, de 37 anos, relatou estar sendo perseguido pelo espírito de um mestre circense desde que participou de uma sessão de exorcismo.

Booker contou que depois de realizar um ritual de limpeza energética em uma residência em Sussex, Inglaterra, começou a sentir coisas estranhas e a ver o ' fantasma ', que traja roupas pretas e cartola. Ele alegou que as perseguições dessa ‘alma penada’ foram tão intensas que sua esposa Donna Hall decidiu terminar o relacionamento e deixar a casa onde viviam juntos.

“Os ataques começaram a ser constantes, e não só comigo. Minha ex-mulher, Donna, ficou presa em um cômodo por uma força paranormal. Ela ficou tão assustada que terminou nosso casamento e saiu de casa. Estou arrasado, minha saúde tem sumido aos poucos também”, disse.

Os ataques do 'fantasma' e o ritual de exorcismo maligno

O britânico ainda conta que, durante os acontecimentos paranormais, palavras como “morte” passaram a surgir nas paredes da local onde mora e que sempre que apaga as luzes visualiza o espírito.

“Eu acordei com arranhões no meu braço e realmente sinto que estou em perigo. Todos que visitam minha casa são atacados por ele, isso destruiu o meu relacionamento e está afastando meus amigos. Sinto-me triste. Sempre que estou longe de casa consigo me recuperar, porém, quando retorno, minha energia some. Eu não tenho a menor ideia do que esse fantasma quer comigo, só sei que de certa forma, ele está ligado a mim”.

Ao Mirror , Booker explicou que seu interesse pelo universo sobrenatural surgiu "naturalmente", e que já realizou muitos exorcismos e participou de grupos ‘caçadores de fantasmas’. Contudo, a jornada profissional teve início em residências da região, onde costumava retirar forças malignas que geralmente atormentavam adolescentes.

Em seu último ritual, Ed diz que algo não correu como o esperado e que, talvez por isso, o ' fantasma ' tenha se conectado a ele. “Havia muitos espíritos, todos tinham forças negativas. Foi então que avistei essa figura, que posso descrever como um 'mestre circense', vestido todo de preto com uma cartola enorme. Ele ficava me encarando e sorrindo com seus dentes quebrados e sujos. Foi uma experiência terrível, e estou seguindo o conselho de meus amigos que trabalham na área. Reconheço que preciso de ajuda e estou buscando-a”, concluiu o médium.

Fonte: Ultimo Segundo

Castelo Falkenstein


Para o primeiro RPG indicado nos Escritos Lendários, não há escolha melhor que Castelo Falkenstein.

Mesmo com dragões, anões, duelos e magia, elementos comuns de um RPG medieval, Castelo Falkenstein está longe de ser comum, ainda mais porque não é uma fantasia medieval, seu cenário é de uma Era Vitoriana alternativa e steampunk, misturando magia, dragões e tecnologia à vapor.

Escrito por Mike Pondsmith (autor de Cyberpunk 2020), e lançado em 1994 pela R. Talsorian Games e em 1998 no Brasil pela Devir. Porém segundo o próprio livro, o autor não seria Mike, e sim Tom Olam, seu amigo, criador de jogos eletrônicos, que estava desaparecido há dois anos, mas que na verdade foi magicamente transportado para essa Terra alternativa, do qual ele chamou de Nova Europa, e assim Tom descreve seu fascínio e aventuras por essa Era Vitoriana mágica e consegue enviar de volta para que Mike publique o livro.

O mundo de Castelo Falkenstein é, segundo Tom, como a Era Vitoriana deveria ter sido, uma realidade de Alta Magia vivendo ao lado de invenções bizarras saídas de uma Revolução Industrial alucinada.

Repleto de criaturas fantásticas, desde ninfas e kobolds até a Corte Seelie, descendentes dos Filhos da Deusa Dana, liderados por Lorde Auberon, que há tempos enfrenta seus antagonistas, Fomorianos sobreviventes, que formam a Corte Unseelie e querem a destruição da humanidade.

Nesse mundo, personagens como Sherlock Holmes, Conde Drácula, Capitão Nemo entres outros, convivem tanto com personalidades históricas quanto seus próprios autores. E as obras por sua vez deixam de ser meros livros de ficção, como por exemplo Lewis Carrol que descreve realidades alternativas em seu livro. Dessa forma, esse livro apresenta um mundo glamoroso, aristocrático, de aventuras e repleto de magia e tecnologia avançada à vapor.

Castelo Falkenstein é singular em diversos aspectos, desde seu universo, até suas regras de jogo e composição do livro. Dividido em duas partes, a primeira alterna descrições de Tom sobre esse mundo fantástico com suas aventuras pela Nova Europa. Com páginas coloridas e recheadas de belíssimas ilustrações em aquarela de Willian C. Eaken. Enquanto que as regras do RPG se encontram em páginas preto, branco e cinza, com folhas mais grossas. E isso é um a mais para a imersão desse universo, já que o leitor pode ler a parte da narrativa e descrição sem se preocupar com as regras.

Apesar que mesmo assim as regras também são criativas e se encaixam perfeitamente no contexto do livro. O protagonista, Tom Olam, em uma festa da nobreza neo-européia apresenta ao Príncipe de Gales e seus anfitriões um jogo de seu mundo natal, o RPG, eles ficam fascinados, mas nesse mudo algumas coisas tem que mudar, e assim, dados foram dispensados, pois isso é “coisa da ralé”, no lugar deles, os jogadores utilizam cartas de baralho. Além disso não é possível ter fichas de personagens, e assim o jogador deve descrever seu personagem contando como em um diário, colocando suas vantagens, habilidades, e defeitos, mas sem números, apenas dizendo se é um Bom Atirador, um Ótimo Diplomata, ou um Médio Artesão. E assim, junto ao Príncipe, Tom escreve o Grande Jogo.

Castelo Falkenstein é um RPG que foca em ambientação e interpretação, em uma época que isso ainda estava começando, e isso somado ao estilo criativo e fantástico que sai do convencional medieval de jogos anteriores e nem cai para o gótico que surgia nessa época.

Infelizmente suas edições estão esgotadas há um bom tempo, então é preciso correr em sebos, mas há boatos de um provável relançamento previsto para esse ano de 2017.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

10 Amuletos Mágicos da Sorte e Suas Sinistras Histórias


Como um todo, a humanidade é muito supersticiosa. O mundo é um lugar cruel e precisamos de toda a ajuda que pudermos obter. Então, nos voltamos para os nossos amuletos e orações, nossos talismãs, e às vezes, até mesmo os nossos animais com a esperança de que um pouco de boa sorte vá nos proteger de tudo o que está lá fora. No entanto, alguns desses encantos tem uma história muito perturbadora.

(01) A Medalha Exorcística de São Bento



Na parte frontal da medalha, temos a imagem de São Bento segurando uma Cruz no alto em sua mão direita (símbolo de sua grande devoção, fez muitos milagres com o Sinal da Cruz) e sua regra para Mosteiros na mão esquerda. Por causa disso, a medalha é muitas vezes referida como a Medalha-Cruz de São Bento. Inscrições: "Crux s. Partis Benedicti" (Cruz de nosso Santo Padre Bento), "Eius em obitu nostro praesentia muniamur" (Que possamos ser reforçados pela Sua presença na hora de nossa morte!) e "ex SM Casino" (de Santo Monte Cassino, 1880: moeda cunhada para o 1400 Aniversário do nascimento de São Bento). Atrás da imagem do Santo, há uma figura que simboliza um cálice, de onde saem uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando duas tentativas de envenenamento das quais São Bento se salvou milagrosamente. Até aqui, tudo normal: uma medalha em homenagem ao Santo.

Mas na parte traseira da Medalha, existe um encantamento recitado para afastar o diabo. As letras em torno do exterior da medalha (VRSNSMV - SMQLIVB) são iniciais para uma frase, e significam "Vade retro Satana; nunquam suade mihi vana! Sunt mala quae libas. Ipse venena Bibas!". Em português se traduz" Afaste-se Satanás! Nunca me tente com suas vaidades! O que você me oferece é mau. Beba o veneno você mesmo!". "CSPB": Crux s. Patris Benedicti (cruz de nosso Santo Padre Bento). E "PAX", significa Paz, que é um lema beneditino durante séculos. CSSML: Crux Sacra Sit Mihi Lux - "A cruz sagrada seja minha luz". NDSMD: Non Draco Sit Mihi Dux - "Não seja o dragão meu guia".

O encantamento que adorna a medalha veio há pouco tempo, e foi descoberto durante um julgamento por bruxaria. Em 1647, um grupo de mulheres foram a julgamento por bruxaria na cidade bávara de Natternberg, Alemanha. As mulheres testemunharam que enquanto elas exerciam o poder da bruxaria e do diabo, havia um lugar onde elas não tinham poder: a abadia nas proximidades, em Metten. As mulheres disseram que a abadia estava sob algum tipo de proteção particularmente poderosa, e elas foram incapazes de superar o que quer que fosse.

Abadia em Metten, Alemanha. 
Quando a abadia foi investigada para descobrir por que ela tinha mantido as bruxas à distância, o povo da cidade encontrou algo: cruzes pintadas nas paredes da abadia com a mesma inscrição que é usada agora na medalha. Não havia nenhum indício de sobre o que as letras representavam até que um manuscrito datado de 1415 foi descoberto. O manuscrito descrevia a iluminação de um santo segurando um pergaminho e um cajado. No cajado estava todo o encantamento que agora está associado com Bento.

O encantamento que havia sufocado o poder das bruxas foi viral no século 17 e medalhas carimbadas com as letras espalharam-se por todo o continente. Elas ficaram conhecidas por ser extremamente eficaz contra alguém que sofre de possessão demoníaca. Também acreditam que possa dar a proteção divina, ajudar a afastar qualquer mal, e, finalmente, trazer a paz de espírito e um coração puro.

(02) Medalha Anting-Anting



As Lendas sobre o amuleto Anting-Anting vem das Filipinas. Acredita-se que o amuleto protegia o usuário de qualquer dano causado por balas ou facas e tornou-se popular entre os bandidos. Em seu tratado sobre folclore, John Maurice Miller contou a história do Líder Manuelito de uma gangue de foras-da-lei, que se mantiveram seguros por causa de seu Anting-Anting. De acordo com a história, Manuelito teve inúmeros desentendimentos com a lei e diziam que não importava quantas pessoas estavam atirando contra ele, sua Anting-Anting desviava quaisquer balas que chegavam perto dele.

Durante festas e comemorações, ele combinava com seus próprios capangas para que disparassem contra ele, tudo para demonstrar sua invencibilidade. Como o bandido e seus homens estavam próximos de Manila, capital das Filipinas, um grupo de Macabebes foram despachados para tentar pôr fim ao seu reinado de terror de uma vez por todas. Eles atiraram com suas balas de prata, cujo material havia sido extraído e derretido de uma estátua da Virgem Maria. Era a única coisa poderosa o suficiente para superar o Anting-Anting e, finalmente, conseguiram matar o líder foragido.

Cópias charmosas de Manuelito foram feitas em grande número, mas o folclore por trás de fazer e encantar uma Anting-Anting é muito terrível. Era mais eficaz quando eles eram feitos durante a Semana Santa. Um dos métodos era a exumação de uma criança não batizada ou de um bebê abortado. O corpo era colocado dentro de um tubo de bambu, e o líquido que escorria do corpo em putrefação era drenado do tubo e recolhido. Em seguida, o líquido era lentamente bebericado por quem queria ganhar a proteção do Anting-Anting. Um outro método, mais alternativo era ir a um cemitério durante a Semana Santa e colocar uma oferta de comida e vinho em uma tumba. Os espíritos iriam consumir a refeição e deixar para trás uma pedra branca, dando sua proteção em troca da refeição.

(03) Limpadores de Chaminés



Superstições e crenças têm crescido em torno de uma das ocupações mais improváveis: ​​limpadores de chaminés. Na Alemanha, ver um limpador de chaminés perto do ano novo é considerado um sinal de que boas coisas estão por vir no próximo ano. Vários países, como Alemanha e Inglaterra, usam brinquedos e iguarias comestíveis na forma de raspadores e ferramentas usadas pelos limpadores como amuletos de boa sorte. Na Inglaterra, incluir um limpador de chaminés em sua lista de convidados do casamento é uma maneira garantida de trazer sorte e fertilidade. Muitos limpadores de chaminés modernos se alugam para casamentos como continuação de uma prática que tem sido forte desde o reinado do Rei George II.



Segundo a sabedoria tradicional, esses trabalhadores ingleses desfrutam de sua reputação como um amuleto da sorte por causa de uma vassourada com o raspador que salvou o rei George II. Uma versão da história diz que o rei estava andando de cavalo quando este se assustou com um cão, e um limpador de chaminés entrou em cena para salvar o dia. Noutra versão, o rei estava na carruagem, mas o resultado é o mesmo. Desde então, o raspador foi oficialmente reconhecido como uma espécie de sorte quando você o mantém ao seu redor.

No entanto, aqueles que foram forçados a ser limpadores de chaminés na Era Vitoriana eram tão azarados como o máximo que se poderia ser. Os meninos novos que eram pequenos o suficiente para caber nas chaminés eram aprendizes sob o ensinamento de um varredor mestre.


Na década de 1870, os jornais estavam cheios de exemplos de varredores mestre recebendo vereditos de culpa em acusações de homicídio culposo. Em fevereiro de 1875, um limpador de Cambridge foi considerado culpado pela morte de um menino que ele tinha forçado a subir em uma chaminé em combustão no Fulborn Asylum (Hospital Psiquiátrico), que morreu sufocado na fuligem.

Fulborn Asylum (Hospital Psiquiátrico), em Cambridge, Inglaterra.
Folclore de um tipo diferente também foi usado para assustar as crianças. Meninos levados e bagunceiros eram avisados ​​de que o limpador de chaminés viria, os colocaria em um saco, e os levaria até a chaminé, se não se comportassem - a típica lenda do Homem do Saco.

(04) Ferraduras da Sorte



Se ele está pendurado em uma parede para manter e recolher toda a boa sorte ou para derramar sobre todos que passam, a ferradura é uma superstição comum. Uma explicação de como ela veio a ser um amuleto de sorte é um conto sombrio de Saint Dunstan (Bispo de Londres, 909 d.C - 988 d.C), um homem santo que trabalhava como ferreiro em uma forja, quando ele não estava ocupado fazendo orações ou tocando sua harpa.


De acordo com a história, São Dunstan estava tocando sua harpa quando o diabo o ouviu cantar. A música encheu o diabo de ódio, e sem conseguir evitar, também começou a cantar. O diabo fez um barulho tão horrível que Dunstan sabia que só poderia ser feito por algo verdadeiramente mal. Dunstan agarrou-o pelo nariz com um par de alicates quentes da forja e passou a pregar ferraduras quentes nos pés do diabo, que atravessava as unhas através da pele macia. Os gritos de agonia eram altos o suficiente para acordar os mortos.


Dunstan se recusou a remover as ferraduras de suas unhas até que o diabo assinasse um acordo prometendo nunca mais incomodar as pessoas enquanto elas estivessem rezando na igreja ou em qualquer lugar sob a proteção de uma ferradura. Dunstan manteve sua parte do acordo, e desde então, a ferradura protege a quem a mantém por perto e enquanto permanecerem virtuosas.

Há um par de outras explicações sobre a ferradura, incluindo a associação com o número sete (a quantidade usual de pregos utilizados). Curiosamente, ao contrário da ferradura, o ferreiro foi tipicamente associado com o mal em vez do bem, sendo frequentemente ligado à prática de magia negra. Já o Whitesmith (pessoas que trabalham com chumbo ou estanho) eram considerados pessoas muito mais respeitáveis.

(05) Cabeça Decepada da Medusa



Desde os tempos da Grécia antiga, a cabeça decepada de Medusa tem sido um amuleto de boa sorte bizarro. A imagem da cabeça decepada (chamado Gorgoneion) foi adicionado a tudo. Quando colocada em escudos, acreditava-se proteger os homens que foram encaminhados para a batalha. Se usada como uma máscara pelos atores, os protegeriam da maldição do mau-olhado. A imagem da cabeça da górgona estava em todos os lugares, todos com a crença de que ela protegia o usuário. Foi ainda utilizada por Minerva, cimentando a crença de que detinha poderes de proteção.


A imagem da mulher com serpentes no cabelo surgiu a partir do conto grego épico de Perseu e Medusa. Medusa era uma das três irmãs, e a única irmã que era mortal. Depois que Perseu removeu sua cabeça por ordem do Rei Polydektes de Seriphos, ele foi perseguido por suas irmãs imortais.

Perseu faz a decapitação de Medusa, de onde nasceram Pegasus e Chrysaor
Antes de Medusa ser morta, ela era a amante de Poseidon. Em sua decapitação, ela deu à luz a seus filhos, cavalos alados, Pegasus, e Chrysaor (que era às vezes são representados como um gigantes e, por vezes, como javalis alados), que saltaram de sua cabeça cortada.



Enquanto os primeiros escritos sobre Medusa e suas irmãs as descrevam como demônios marinhos hediondos, às vezes é o infeliz encontro com Poseidon que transformou a outrora bela Medusa no monstro com cabelos de cobra. Quando ela e Poseidon profanaram um santuário de Athena, ela foi amaldiçoada a se tornar o monstro pelo qual ela é lembrada.

(06) Janelas de Bruxa


Datado de 1830, as janelas inclinadas chamadas popularmente como "Janelas de Bruxa" são uma peça de design arquitetônico que é bastante exclusivo no estado de Vermont, EUA. Essas janelas eram instaladas no segundo andar das casas, posicionadas em um ângulo de 45 graus, com uma explicação perfeitamente razoável. Quando adições de novos cômodos eram feitas na casa, a nova parte do edifício frequentemente cobria as janelas antigas. O espaço deixado para instalar novas janelas era geralmente muito apertados, então as janelas bruxa angulares eram perfeitamente úteis para que aquele cômodo não ficasse sem janela. Numa época em que as pessoas faziam o máximo proveito dos materiais que tinham em mãos, janelas bruxas eram muitas vezes feitas de materiais que sobravam.


O folclore popular que tem crescido em torno destas janelas é que eles estavam lá para proteger os moradores da casa de bruxas. De acordo com a história, bruxas não podem virar suas vassouras para voar através de uma janela que está fixada em um ângulo.

Também chamados de janelas caixão, remonta uma época em que as pessoas geralmente eram veladas em suas casas. Poderia ser difícil de manobrar um caixão por causa dos corredores apertados e escadas de uma casa do século 19. As janelas caixão angulares foram criadas supostamente para tornar mais fácil retirar o caixão para fora da casa, em vez de tentar tirá-lo através de uma porta.

(07) Pedras Capão


Pedras capão eram consideradas peças de sorte, pelo menos desde o tempo de Plínio. O antigo filósofo escreveu sobre as pedras em sua famosa obra História Natural e as descreveu como rochas do tamanho de feijões recuperados das moelas de galos castrados, animais conhecidos como capões. Plínio observou uma história sobre uma pedra capão que supostamente tornou um homem chamado Milo de Croton invencível. Até o segundo século, a pedra capão não estava apenas associada a fazer alguém invencível. De acordo com a escrita de Damigeron, um mágico que coloque a pedra na sua boca seria dotado de proezas de batalha, eloquência, charme, bom caráter, e a capacidade de fazer uma esposa cair sobre si mesma em seus esforços para agradar ao marido.

Ao longo do próximo século, mais benefícios foram adicionados aos poderes da pedra. Se ela fosse tirada de um capão que tinha sido castrado na idade de três, quatro, sete, nove ou dez anos, eliminaria também a necessidade de beber álcool em uma pessoa, tornaria o parto mais fácil, e curaria doenças nos olhos. Os textos médicos do século 16 sugerem que os médicos tentaram corrigir problemas de visão com uma espécie de versão inicial da lente de contato. Foi feita a partir de um cristal semelhante ao das pedras capão e inserida no olho. Eles observaram que o cristal deve ser pequeno e altamente polido, com uma nota informando que o único prejuízo foi realmente causado pelo incômodo do objeto cortante, além da vermelhidão causada pela dificuldade de respiração da córnea, cerca de 30 minutos após a inserção.


Temos certeza de que o salto de charme benéfico para lente de contato surgiu após um mal-entendido de séculos de idade. O médico romano Dioscorides foi o autor de um texto médico que permaneceu em uso por cerca de 1.600 anos. No texto, ele parafraseia Plínio e descreve a camada interior do estômago do capão. Quando a pedra secava, era triturada em pó e adicionada ao vinho: soube-se que resolvia problemas no estômago. A partir daí, outros interpretaram que a colocação da pedra capão em sua boca iria conceder seus efeitos.

(08) Camisa Fantasma


A Camisa Fantasma era uma parte da religiosidade dos nativos americanos do século 19 do Movimento Ghost Dance. De acordo com os ensinamentos do movimento, a camisa fantasma iria proteger seu portador do mal e, mais especificamente, de balas. Hoje, acredita-se que, para muitos, a camisa fantasma foi uma demonstração tangível de um desejo de paz.

Em 1896, James Mooney registrou suas impressões sobre a Camisa Fantasma. Ele disse que elas foram usadas ​​por homens, mulheres e crianças sob suas roupas normais e, por vezes, como parte dos rituais Ghost Dance. Elas eram tipicamente decoradas com iconografia sagrada, e eles acreditavam que as imagens e as pinturas dariam à camisa seus poderes protetores. Alguns acreditam que eram imagens de guerra, e não de paz, e levou a um cisma na ideia por trás da camisa fantasma.

Massacre de Wounded Knee, 1890.
Em 1890, 250 Sioux foram mortos no massacre de Wounded Knee. Seus corpos foram saqueados, e um ano mais tarde, quando Wild Bill Cody (Buffalo Bill) apareceu na direção de seu Show Wild West ("Oeste Selvagem", o show incluía uma parada de cavaleiros, participação de índios americanos, grandes atiradores, Turcos, Árabes, Mongóis e Cossacos, com cavalos e roupas típicas, e com participações de Jane Calamidade e Touro Sentado) em Glasgow, ele tinha com ele alguns dos itens que haviam sido roubados dos mortos. Ele apresentou alguns dos itens para a cidade, incluindo uma Camisa Fantasma.


Somente em 1998 a Camisa Fantasma foi devolvida aos descendentes daqueles que tinham morrido em Wounded Knee. Eles foram entregues por funcionários da Escócia, que disse que eles sabiam que a peça precisava ser devolvida à sua casa.

(09) Pé de Coelho


Um pé de coelho pode dar sorte para qualquer um, exceto para o coelho. A crença é prevalente na América do Sul, onde os coletores de folclore têm encontrado inúmeras histórias de pessoas que afirmam que um pé de coelho mantém afastado qualquer dano, especialmente se eles estão sujeitos a certos rituais. Para ser realmente eficaz, ele precisa ser a pata esquerda frontal do coelho, e deve ser mergulhada em água encontrada em um toco de árvore podre em um cemitério à meia-noite. Outras histórias afirmam que é a pata dianteira direita, e o coelho deve ter sido morto em um cemitério.

Enquanto isso em um Universo Paralelo...
Por que um coelho? Parcialmente por causa de uma das histórias de Ole Brer Rabbit, registrado pela Biblioteca Greenwood de Lendas Folclóricas Americanas e de origem em 1900. A história diz que o Sul estava sendo atormentado por uma bruxa de 500 anos de idade, que tinha amaldiçoado as pessoas e os animais para morrerem de fome. Quando os chamaram o inteligente Compadre Coelho para ajudá-los, o coelho decidiu que sabotaria as roupas da bruxa quando ela se banhasse antes de sair para o seu negócio noturno do mal. Ele pegou uma cesta de pimenta, amassou-as em um purê, e encheu as roupas da bruxa com ele. Quando ela voltou e colocou sua roupa, ela ficou paralisada por causa das queimaduras das pimentas. Os animais a capturaram e a queimaram, pondo fim ao seu reinado de terror e fazendo de seus pés uma excelente proteção em homenagem ao coelho contra bruxas e seu mal.



Há também histórias de coelhos que são feridos durante a noite com as mesmas lesões que aparecem nas mulheres locais no dia seguinte, revelando que elas são bruxas. A ideia de coelhos serem bruxas, ou familiares das bruxas, fez com que os seus pés se tornassem um poderoso totem contra sua maldade. A preparação correta do pé iria colocar o poder da bruxa nas mãos da vítima.

(10) Gato Preto


Os gatos pretos eram considerados por dar boa sorte no antigo Egito e foram muitas vezes associados a Bastet, até que o seu culto foi proibido em 390 a.C. Em alguns lugares, o seu estatuto como protetores benevolentes continuou. Na Escócia, um gato preto aparecendo em sua casa é um sinal de que você vai ser próspero, e é comum para os navios tomarem um gato preto com eles em viagens para a proteção de má sorte e tempestades. No sul da França acredita-se que os gatos pretos são gatos mágicos, e faça-lhe um favor que você irá ganhar a sua bênção. Mas a queda do gato preto começou com bruxaria.

Em 1170, Peter Waldo fundou uma seita cristã chamada "Os Valdenses" com a afirmação de que todos tinham a capacidade de falar diretamente com Deus. Isso, é claro, colocou um amortecedor sobre o Papa e os negócios financeiros da igreja caíram, assim alegações foram feitas contra os valdenses depois que eles foram excomungados. Os Valdenses ficaram conhecidos como adoradores do diabo na forma de um gato preto. Era uma acusação que também seria movida contra os Cavaleiros Templários e os cátaros, começando com o delineamento de uma cerimônia herética adorando o gato descrita pelo escritor medieval Walter Map. De acordo com Map, os encontros dos cátaros 'contavam com grupos nas sinagogas que esperaram por um gato preto enorme que descia por uma corda que pendia do teto. Uma vez que o gato aparecia, eles apagavam todas as luzes e seguiam seu caminho com ele na escuridão, onde iria beijá-lo. O mesmo foi dito da Ordem dos Templários e foi uma das principais acusações feitas contra eles.


Mas historicamente, foi o Papa Gregório IX que deu um Strike no Gato Preto. Até Gregório, hereges e bruxas só eram normalmente investigadas quando alguém apelava à igreja para obter ajuda. Gregório, em seu texto Vox in Rama, afirmou que os gatos pretos eram um sinal claro de que seu mestre era uma bruxa ou um adorador do diabo. Ele passou a dizer que os próprios gatos estavam longe de espectadores inocentes, que eram participantes ativos nos rituais do mal, e, supostamente, quando eles tomaram a sua forma humana ele se transformaria em homens de pele clara com olhos negros. O sinal claro de que um gato preto era um desses demônios que mudam de forma foi o ponto de partida para chegarem à conclusão de que o fazia para ajudar no ritual da bruxa dando-lhe um beijo obsceno. Suas palavras deu início a uma campanha contra os gatos que durou mais de 500 anos. O sucesso foi tanto que é quase impossível encontrar um gato completamente preto em algumas áreas do mundo, porque eles foram caçados quase à extinção.

Fonte: Matrix Desvendada

sexta-feira, 23 de março de 2018

Histórias pavorosas de pessoas sentenciadas à morte por Bruxaria

A bruxaria pode ser caracterizada como o uso de habilidades sobrenaturais para a prática de atividades desconhecidas, bem como a magia negra. Também podendo ser considerada como sinônimo de feitiçaria, ao longo da história inúmeras pessoas foram julgadas e condenadas por bruxaria, principalmente as mulheres. Tal prática sempre foi visto como algo maligno e completamente perigoso.

No entanto, existiam algumas formas bem peculiares para que você fosse considerada uma bruxa. Ou realmente se envolvia com algo sobrenatural, ou era usada como bode expiatório para justificar crimes que terceiros cometeram, ou ainda era alvo da desconfiança absurda de pessoas que viviam por perto. Na maior parte das vezes, aquelas que foram julgadas, acabaram condenadas à morte na fogueira. 

1 - Ursula Kemp

Kemp era uma parteira de aldeia, que costumava realizar o parto de todas as mulheres que viviam na região. No entanto, uma delas decidiu realizar o procedimento com uma parteira da aldeia vizinha, fato que teria deixado Kemp furiosa. Dessa forma, decidiu ir à público e amaldiçoar aquela mãe e seu bebê.

Não demorou muito até que uma tragédia acontecesse... Poucos dias após o nascimento, o bebê morreu após cair de seu berço. A mulher já havia sido acusada de manter animais e até mesmo familiares presos, sendo alimentados apenas com bolo, cerveja e seu próprio sangue. No dia 28 de março de 1582, ela e outras 13 mulheres acusadas de bruxaria, acabaram sendo julgadas por seus crimes.

2 - Hypatia

Nascida no século 4, era filha de um diretor de biblioteca em Alexandria. Isso fez com que a jovem sempre tivesse muito contato com a astronomia, matemática e filosofia... Tinha um conhecimento de realmente dar inveja e era bastante conhecida na cidade. Naquela época o cristianismo dava seus primeiros passos, mas já mostrava todo o poder que tinha. Por outro lado, um homem chamado Cyril, patriarca de alto escalão da Igreja, discutia com o prefeito Orestes, a influência que a igreja deveria exercer sobre o poder do estado.

Por volta do ano de 414, o conflito entre ambas partes teve seu estopim e todas as chances de resolver a questão de forma pacífica foram aniquiladas. Foi então que os seguidores do cristianismo passaram a acreditar que Hypatia tinha alguma coisa a ver com isso, e que usava de feitiçaria para controlar Orestes a fazer o que ela quisesse. Foi considerada perigosa.

Muitos moradores decidiram então arrancá-la de sua carruagem, enquanto estivesse indo à biblioteca e assim fizeram. A apedrejaram e em seguida, queimaram o que havia restado de seu corpo.

3 - Doughty

No ano de 1577, Drake, Doughty e outros marinheiros, deixaram a cidade de Plymouth e resolveram se dirigir para o sul. Ao longo do caminho, conseguiram capturar navios espanhóis e portugueses. Drake era o capitão, mas fez questão de deixar um dos navios sob o comando de Doughty. O restante da viagem foi marcado por muitas tempestades e euforia dos marinheiros.

Drake então decidiu armar uma série de situações para que Doughty pudesse se mostrar fiel a ele, no entanto, foi frustrado já que nada disso funcionou. As tempestades aconteciam de forma cada vez mais intensa e Drake estava completamente insatisfeito. Decidiu então colocar a culpa das tempestades no colega, o acusando de bruxaria. Segundo ele, se estavam enfrentando tempos ruins e de grande medo, era tudo culpa de Doughty e de sua magia negra.

Ele foi preso e sobrou até mesmo para seu irmão, John. O capitão conseguiu convencer os outros marinheiros de que o homem possuía pactos com o demônio. Quando foi lhe concedido um último pedido, ele apenas solicitou que aqueles que fossem considerados suspeitos de manter aliança com ele, fossem poupados. Drake concordou, o que acabou salvando John. Em seguida, Doughty foi decapitado.

4 - As bruxas de Belvoir

O ano era 1619, e o conde de Rutland havia acabado de perder seus dois filhos. Supostamente, haviam sido mortos por algo desconhecido e a culpa acabou caindo sobre duas meninas que trabalhavam na casa. Também eram acusadas de roubos e acabaram sendo demitidas sob as suspeitas de bruxaria.

Mais tarde, o conde conseguiu convencer a população e as autoridades de que as meninas eram mesmo culpadas. Ficaram conhecidas como Bruxas de Belvoir. Foram condenadas à forca e aquilo foi algo realmente chocante... Enquanto caminhavam para a morte, o conde lhes pediu para fazer uma última oração ao Senhor. Como elas tropeçavam nas palavras, provavelmente por medo, as pessoas acreditavam ainda mais de que aquilo era um sinal de que tinham algum tipo de pacto com o diabo.

Foram estranguladas lentamente e enterradas e locais não identificados. Em contrapartida, estudos sobre o caso aconteceram muitos anos depois e indicaram algo assustador. Um duque tinha interesse em se casar com uma das herdeiras do conde de Rutland, o que lhe renderia muito mais dinheiro. No entanto, como ele só tinha filhos homens, o contrato não foi feito. Dessa forma, o mais provável é que pela ira, o próprio pai tenha matado os filhos e para escapar, acusou as meninas. Que horror!

5 - Ruth Osborne

Em 1751, um fazendeiro chamado John Butterfield, da cidade de Hertfordshire, acreditava cegamente que seus vizinhos eram bruxos... O casal de idosos Osborne. Depois que seu gado começou a morrer, ele buscava entender os motivos que levavam aquilo a acontecer. Então, começou a acusá-los e fez com que toda a vizinhança acreditasse na bruxaria do casal.

As autoridades locais ainda tentaram colocar o casal sob custódia protetora, mas não funcionou. Milhares de pessoas queriam a morte de ambos. Em certo dia, uma multidão liderada pelo bêbado Thomas Colley, influenciado por Butterfield, foi até a casa dos idosos e os arrastaram de lá.

Ruth Osborne, foi submetida ao teste da água e acabou falecendo dentro de pouco tempo. Não houve qualquer tipo de julgamento legal. John Osborne conseguiu sair vivo e por sorte, as autoridades chegaram ao local do crime e prenderam Colley, que foi condenado à forca pelo assassinato. o intrigante é que as pessoas não achavam aquilo justo, afinal, o homem teria livrado a cidade dos comandos da bruxaria...

6 - Christence Kruckow

Christence Kruckow viveu na década de 1580 e era uma nobre jovem da Dinamarca. No entanto, foi acusada de bruxaria diversas vezes. A primeira delas aconteceu após um casamento real, onde 15 crianças da família morreram misteriosamente. Criados da casa foram acusados pelos crimes, mas um deles confessou que apenas estava seguindo as ordens de Christence, que tinha planos diabólicos e usava feitiçaria.

Ela foi condenada, mas acabou sendo salva por possuir o título de cristã. Em outras duas vezes, também foi acusada de bruxaria por utilizar bonecos de cera para fazer feitiços. No entanto, a nobreza e o fato de ser cristã, mais uma vez, a salvaram. Já no ano de 1618, ela finalmente foi condenada, mas por ser da nobreza, foi decapitada para que seu corpo pudesse ganhar um funeral, ao invés de ser queimada na fogueira.

7 - Giovanna Bonanno

Bonanno era uma velha que vivia pelas ruas, no ano de 1788. Já era conhecida como bruxa por praticamente todos os habitantes locais, visto que ela vivia fazendo suas poções. Muita gente a procurava quando pretendia se livrar de alguém. Cada poção que ela fazia servia para algo diferente e a mais recente delas, supostamente, nem indicaria que a vítima havia sido vítima de envenenamento.

Quando finalmente foi julgada, os documentos judiciais renderam nada menos que 1500 páginas. No entanto, o caso foi enquadrado como feitiçaria vs. assassinato comum,visto que envenenamento não é exatamente bruxaria. Bonanno acabou sendo considerada culpada e submetida a sessões de tortura, sendo executada no dia 30 de junho de 1789.

Fonte

A estranha história da garota possuída que convenceu até a ciência




Certamente você já ouviu falar sobre exorcismos. São classificados como um ritual realizado para expulsar espíritos malignos de uma pessoa que se encontra em estado de possessão demoníaca. Normalmente, realizados por sacerdotes de igrejas e que tenham prévia autorização para isso. Embora seja um assunto bastante polêmico e que deixa os nervos à flor da pele, a ciência não costuma encarar tais eventos com seriedade.

Grandes casos de possessão já registrados na história, a exemplo do ocorrido com Emily Rose, foram tratados por cientistas como pura histeria. Adotam a explicação de que todos os estranhos acontecimentos são fruto de algum tipo de transtorno psicológico... Podendo ainda, ser apenas uma encenação barata feita para chamar atenção das pessoas. Entretanto, houve um caso em específico que foi realmente capaz de convencer profissionais da ciência... O caso de Julia.

Julia e seu estranho caso de possessão demoníaca

A verdade é que não se sabe muito sobre a garota. Chamada apenas de Julia, ela nunca foi membro ativa em nenhuma igreja. Entretanto, foi no ano de 2008 que passou a frequentar por um motivo assustador. Ela chegou até o local alegando que temia ser atacada por um demônio, ou mesmo pelo próprioSatanás. Apenas para que você tenha ideia, é muito raro que algo do tipo aconteça, visto que a ajuda religiosa apenas é solicitada depois que a pessoa já está em estado de posse. Era como se ela pudesse prever o que ainda aconteceria.

Uma informação importante a respeito, é que ela tinha o costume de participar de cultos satânicos. Acredita-se então que em algum de seus rituais, ela pode ter passado por algum processo de revelação. Não demorou muito até que Julia apresentasse um comportamento amedrontador. Para ajudar em seu tratamento, ficou acordado que seria melhor contar com a ajuda de profissionais. Foi neste momento que o psiquiatra Richard E. Gallagher entrou na história.


Psiquiatra e professor associado da Clínica de Psiquiatria do New York Medical College, inicialmente afirmava que tudo não passava de um transtorno psicológico sofrido pela garota, como já era esperado. Mas as coisas começaram a ficar bem mais sérias do que ele imaginava.

Não foram poucas as vezes em que Gallagher presenciou objetos voando pelo quarto da paciente. Ela costumava entrar em estados de transe, onde sua voz mudava completamente, assumindo um tom masculino e por diversas vezes, gutural. Ela também assumia uma força sobrenatural. Em certa ocasião, foi preciso cinco pessoas para segurá-la e foi aí que um dos mais estranhos acontecimentos se sucedeu... Mesmo com tantos a segurando, ela levitou alguns centímetros da cama.
Ajuda religiosa


Até então, Gallagher e sua equipe eram os únicos responsáveis pelo caso. No entanto, o psiquiatra percebeu que não seria possível lidar com a situação... Estava convencido de que aquele era um caso real de possessão. Decidiu finalmente pedir ajuda aos sacerdotes que Julia havia procurado anteriormente. Assim que os religiosos entraram no caso, as coisas ainda pioraram.

Ela começou a declarar aversão a todo tipo de objeto religioso que lhe era apresentado. Também desenvolveu a habilidade de clarividência, sendo capaz de adivinhar coisas sobre todos os presentes na sala. Como se não bastasse, ela ainda começou a falar outros idiomas, sendo um deles o latim, e os outros eram completamente desconhecidos. Reproduzia sons emitidos por animais de uma forma assustadora e que não poderia ser imitada por um humano comum. Ela vociferava contra os responsáveis por seus exorcismos, amaldiçoando cada um deles. Gallagher participava de todas as sessões, sem conseguir explicar tudo aquilo que acontecia diante de seus olhos.

O mais curioso do caso é que ninguém conseguiu livrá-la de sua possessão. Normalmente, após sessões de exorcismo o espírito maligno que habita o corpo vai embora e é possível que a pessoa siga em frente, mas este não foi o caso. Ninguém sabe dizer o que aconteceu/acontece com a garota. Este é um caso onde o sobrenatural acabou vencendo a ciência, deixando psiquiatras até hoje desconcertados.

Fonte

segunda-feira, 19 de março de 2018

Ritual do Hexagrama


O Hexagrama é um símbolo poderoso que representa a operação dos Sete Planetas sob a presidência das Sephiroth, e do Nome de sete letras, ARARITA. O Hexagrama às vezes é chamado de Estrela do Sinete ou Símbolo do Macrocosmo, assim como o Pentagrama também é chamado de Estrela do Sinete ou Símbolo do Microcosmo. ARARITA é um nome divino de Sete letras formadas pelas iniciais hebraicas da frase:

Um é seu princípio. Uma é sua individualidade. Sua permutação é uma.

Como no caso do Pentagrama, a partir de cada ângulo côncavo do Hexagrama é emitido um raio representando uma radiação do divino. Portanto, ele é chamado de Hexagrama Flamejante ou Estrela do Sinete de seis raios. Geralmente, ele é traçado com uma única ponta no topo. Ele não é um símbolo maligno com duas pontas para cima, e este é um ponto de diferença em relação ao Pentagrama.

Agora, se fizeres o Hexagrama para tê-lo contigo como um símbolo, tu deves fazê-lo nas cores já ensinadas e sobre um fundo preto. Estas são as Forças Planetárias atribuídas aos Ângulos do Hexagrama.

A ordem de atribuição é a das Sephiroth sobre a Árvore da Vida. Daí surge o Ritual Supremo do Hexagrama de acordo com os ângulos a partir dos quais ele é traçado.

O ângulo mais alto responde também a Daath e o mais baixo a Yesod, e os outros ângulos aos ângulos restantes do Microprosopus. O Hexagrama é composto dos dois triângulos, de Fogo e de Água, portanto, não é traçado em uma linha contínua como o Pentagrama, mas por cada Triângulo separadamente.

Todos os Hexagramas de invocação seguem o curso do Sol em sua corrente, isto é, da esquerda para a direita. Mas os hexagramas de banimento são traçados da direita para a esquerda, a partir do mesmo ângulo que seus respectivos Hexagramas de invocação, contrário ao curso do Sol. O Hexagrama de qualquer Planeta em particular é traçado em dois Triângulos, o primeiro a partir do ângulo do Planeta, o segundo a partir do ângulo oposto ao ângulo inicial do primeiro. Então o Símbolo do próprio Planeta é traçado no centro. Desta forma, no caso do Hexagrama de invocação de Saturno, o primeiro triângulo é traçado a partir do ângulo de Saturno, seguindo o curso do Sol; o segundo triângulo a partir do ângulo da Lua.

(Na prática, trace apenas o símbolo planetário central – os outros símbolos só são mostrados no diagrama para fins de ilustração.) Vibre Ararita enquanto traça o Hexagrama e o Nome Divino do Planeta ao traçar seu símbolo.


Mas o Hexagrama de invocação da Lua é traçado primeiramente a partir do ângulo da Lua, seu segundo ângulo sendo traçado a partir do triângulo de Saturno.

O Hexagrama de banimento para Júpiter, por exemplo, é traçado a partir do mesmo ângulo que o Hexagrama de invocação, e na mesma ordem, mas revertendo a direção da corrente. Em todos os casos o Símbolo do Planeta deve ser traçado no centro.





Lembre-se de que o símbolo da Lua varia, e a Lua crescente é favorável. Mas a Lua não é tão favorável para o bem em sua fase minguante. O símbolo da Lua no centro do Hexagrama deve ser traçado se for crescente; pelo reverso quando minguante. Lembre-se de que o símbolo em sua fase minguante representa restrição e não é um símbolo tão bom quanto a Lua crescente. E exatamente na Lua cheia ela é representada por um círculo completo, mas na Lua nova por um círculo negro.

Em muitos casos, as duas últimas formas da Lua não são boas. Se tu queres invocar as Forças da Cabeça do Dragão da Lua, tu traçarás o Hexagrama invocando a Lua e escreverás dentro dele o símbolo de Caput Draconis, e para a cauda o de Cauda Draconis. Essas Forças de Caput e Cauda são mais fáceis de serem invocadas quando o Sol ou a Lua estiverem em conjunção com eles no Zodíaco. Nestas invocações, tu pronunciarás os mesmos Nomes e Letras que são dados com o Hexagrama Lunar. Caput é de um caráter benevolente, e Cauda maléfico, salvo em muito poucos assuntos. E sejas muito cuidadoso ao lidar com essas forças de Caput e Cauda, ou com as do Sol e da Lua, durante o período de um eclipse, pois eles são os Poderes de um eclipse. Para que ocorra um eclipse, tanto o Sol quanto a Lua devem estar em conjunção com eles no Zodíaco, estando estes dois luminares ao mesmo tempo em conjunção ou oposição um em relação ao outro.

Em todos os Rituais do Hexagrama, bem como nos do Pentagrama, tu completarás o círculo do lugar. Tu não deves traçar um círculo externo ao redor de cada Hexagrama, a menos que desejar confinar a força em um único lugar – como no carregamento de um Símbolo ou Talismã.

Da atribuição dos Planetas, um a cada ângulo do Hexagrama, verás a razão da simpatia existente entre cada planeta superior e certo Planeta inferior. Ou seja, aquele que é exatamente oposto no Hexagrama. E é por esta razão que o Triângulo dos seus Hexagramas de invocação e banimento são permutados. Os planetas superiores são Saturno, Júpiter e Marte. Os planetas inferiores são Vênus, Mercúrio e Lua. E no meio está colocado o Fogo do Sol. Portanto, o Saturno superior e a Lua inferior são simpáticos, assim como Júpiter e Mercúrio, e Marte e Vênus.

No Ritual Supremo do Hexagrama devem ser dados os Sinais do Grau de Adeptus Minor, mas não os dos Graus da Primeira Ordem, embora eles sejam usados no Ritual Supremo do Pentagrama. E uma vez que o Hexagrama é a Estrela do Sinete do Macrocosmo ou do Mundo Superior, ele deve ser empregado em todas as invocações das Forças das Sephiroth: embora a Estrela do Sinete do Pentagrama represente sua operação no Mundo da Lua, nos Elementos e no Homem

Se tu queres lidar com as Forças da Tríade Superna das Sephiroth, utilizarás os Hexagramas de Saturno; para Chesed os de Júpiter, para Geburah os de Marte; para Tiphareth os do Sol, e para Netzach os de Vênus, e para Hod os de Mercúrio, e para Yesod e Malkuth os da Lua.

Saiba também que as Sephiroth não devem ser invocadas em qualquer pequena ocasião, mas apenas com o devido cuidado e solenidade. Acima de tudo, as forças de Kether e Chokmah exigem a maior pureza e solenidade de coração e mente naquele que penetraria seus mistérios. Pois tão alto conhecimento só pode ser obtido por aquele cujo Gênio possa suportar estar na Presença dos Santos. Assegura-te de que usas os Nomes Divinos com toda reverência e humildade, pois maldito é aquele que toma o Nome d’O Vasto em vão.

Quando traçares o Símbolo de um Planeta no centro de um Hexagrama, tu o farás de um tamanho proporcional ao interior do Hexagrama, e o traçarás geralmente da esquerda para a direita seguindo o curso do Sol, tanto quanto possível. Caput e Cauda Draconis podem seguir a regra geral.

Quando tu invocares as Forças de um Planeta em particular ou a de todos eles, tu te voltarás para o Quadrante do Zodíaco onde o Planeta então estiver. Devido tanto ao seu movimento constante no Zodíaco quanto ao movimento diário do mesmo, a posição de um Planeta está em constante mudança e, portanto, em tal caso é necessário erigir um mapa astrológico da posição dos Planetas no céu para o momento de fato do trabalho, para que possas ver a direção de cada Planeta relativa a ti. Isto é mais necessário quando se trabalha com os Planetas do que quando se trabalha com os Signos do Zodíaco.

Quando desejardes purificar ou consagrar qualquer lugar, executarás o Ritual Menor de Banimento do Hexagrama, seja em conjunto ou ao invés daquele do Pentagrama, de acordo com as circunstâncias do caso. Por exemplo, se tu trabalhaste no plano dos Elementos antes, será bom realizar o Ritual Menor do Pentagrama antes de tu prosseguires com uma obra de natureza Planetária, de modo a limpar completamente os lugares das Forças que, embora não sejam hostis ou más em si, ainda assim não estarão em harmonia com as Forças de um plano completamente diferente. E certifica-te de completar o círculo do lugar onde trabalha.

As Quatro Formas

Estas são as quatro formas assumidas pela união dos dois triângulos do Hexagrama, sobre as quais se baseia o Ritual Menor do Hexagrama.

A primeira forma é:


Os ângulos são atribuídos como no diagrama. Sua afinidade é com o Quadrante Leste; a posição do Fogo no Zodíaco. (Nota: para formar estes a partir do Hexagrama usual, abaixe o triângulo invertido, e então o reverta jogando o ângulo da Lua da posição de baixo para o topo. Marte e Júpiter não mudam de lado.)



A segunda forma é a do Hexagrama ordinário com a atribuição dos ângulos como de costume: a afinidade sendo com o Quadrante Sul, a posição da Terra no Zodíaco e do Sol em sua culminação ao meio-dia.

A terceira forma é:


Os ângulos são atribuídos como mostrado e sua afinidade é com o Quadrante Oeste, a posição do Ar no Zodíaco.

A quarta forma é:



Os ângulos são atribuídos como mostrado e sua afinidade é com o Quadrante Norte, a posição da Água no Zodíaco.

O Nome Ararita deve ser pronunciado com cada uma destas formas. Além disso, como nos casos precedentes, haverá sete modos de traçar cada uma dessas quatro formas, de acordo com o Planeta em particular com cujas Forças tu estiveres trabalhando na ocasião.

Os Hexagramas de Saturno podem ser usados ​​em operações gerais e comparativamente sem importância, mesmo como o Pentagrama. Nestas quatro formas do Hexagrama, tu deverás traçá-las começando no ângulo do Planeta sob cujo regime tu trabalhas, seguindo o curso do Sol para invocar, e invertendo o curso para banir. Ou seja, trabalhando da esquerda para a direita para o primeiro caso e da direita para a esquerda para o segundo. Lembra-te sempre de que os símbolos dos Elementos geralmente não são traçados em Sigilos, mas são substituídos pelos Emblemas Kerúbicos de Aquário, Leão, Touro e a cabeça de Águia.

O Ritual Menor do Hexagrama

Comece com o Sinal da Cruz Cabalística como no Ritual Menor do Pentagrama, e use o tipo de Instrumento Mágico que for necessário de acordo com o tipo de operação, seja a Baqueta da Lótus ou a Espada Mágica.

Fique de pé voltado para o Leste. Se tu desejas invocar, deverás traçar a figura desta forma:


Seguindo o curso do Sol, da esquerda para a direita, pronunciarás o nome Ararita, vibrando-o o máximo possível com a tua respiração e trazendo a ponta do Implemento Mágico ao centro da figura.

Mas se tu desejas banir, tu o traçarás assim:


Da direita para a esquerda, e verificai que tu fechas cuidadosamente o ângulo final de cada triângulo.

Leve teu implemento mágico fazendo um movimento circular até o Sul, e se tu desejares invocar, trace a figura assim:


Mas para banir, faça da esquerda para a direita assim:


Traga como antes a ponta de teu implemento mágico para o centro, e pronuncie o Nome Ararita.

Passe para o Oeste, e trace a figura de invocação assim:


Banindo assim:


Então, para o Norte, Invocando:


Banindo:


Em seguida, volte novamente para o Leste, para completar o círculo do lugar onde tu estás, então dê os sinais de L.V.X. e repita a análise da Palavra Chave I.N.R.I. do Grau de Adeptus Minor.

Adendo

Agora, no Ritual Supremo do Hexagrama, quando tu desejares atrair, além das forças de um Planeta, as de um Signo do Zodíaco em que ele então estiver, tu deves traçar no centro do Hexagrama de Invocação do Planeta o Símbolo do Signo do Zodíaco debaixo do dele; e se isto não for o suficiente, tu também traçarás o Pentagrama de invocação do Signo conforme é explicado no ritual do Pentagrama.

No traçado do Hexagrama de qualquer Planeta, tu pronunciarás com ele de uma maneira vibratória conforme ensinado anteriormente, tanto o Nome Divino da Sephirah que governa o Planeta e o Nome de Sete-Letras Ararita, como também a letra em particular daquele Nome que se refere àquele Planeta em particular.

Agora, se desejares invocar as forças de um Planeta específico, tu descobrirás em que Quadrante dos céus ele estará situado no momento do trabalho. Então consagrarás e guardarás o lugar em que estás pelo Ritual Menor de Banimento do Hexagrama. Então executarás o Ritual Menor de Invocação do Hexagrama, mas seguindo as quatro figuras empregadas a partir do ângulo do Planeta desejado, visto que para cada Planeta o modo de traçar varia. Se ti lidares com o Sol, tu invocarás pelas seis formas da Figura e traçará dentro delas o Símbolo do Planeta e pronunciará o Nome Ararita como foi ensinado.

Então tu te voltarás para o quadrante do Planeta no Céu e traçará seu Hexagrama de invocação e pronunciará os Nomes adequados, e invocará quaisquer Anjos e Forças daquela Natureza que forem necessários, e traçará seus Sigilos no ar.

Quando tu tiveres terminado a tua invocação tu deverás na maior parte dos casos autorizá-los a partir e executar os Símbolos de Banimento sobre ele, que teriam o efeito de descarregá-lo totalmente e reduzi-lo à condição em que estava quando foi feito pela primeira vez – ou seja, morto e sem vida.

Se quiserem trazer à ação os Raios de todos ou de vários Planetas ao mesmo tempo, tu descobrirás seu quadrante no Céu para o momento do trabalho, e traçarás o Ritual Menor de Invocação do Hexagrama, mas sem diferenciá-lo para qualquer Planeta em particular, e então tu te voltarás para os Quadrantes dos respectivos Planetas e invocará suas forças como anteriormente estabelecido; e bane-os quando a invocação for terminada, e concluas com o Ritual Menor de Banimento do Hexagrama. E lembra-te sempre de completar o círculo do lugar onde tu trabalhas, seguindo o curso do sol.
Fonte