terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Púca: A criatura da mitologia irlandesa

Púca, também chamado pelos nomes Phooka, Phuca, Pwca, Puka, Pouque, Glashtyn e Gruagach, é uma criatura travessa da mitologia e do folclore irlandês e galês, é uma das várias espécies de elfos e fadas que se divertem em atrapalhar e até causar a morte de viajantes.

A criatura é uma fada mitológica, muito boa em mudar de formas, podendo se transformar em cavalos, coelhos, cabras, goblins e cachorros. Porém, independente da forma que a púca assuma, sua pelagem é sempre escura, e são muitas vezes representados como cavalos pretos com olhos alaranjados. Eles têm o poder da fala humana e são conhecidos por dar bons conselhos, mas também gostam de confundir os humanos. Púcas gostam de charadas e são muito sociáveis, e também gostam de pregar peças em pessoas distraídas e crianças.

O púca pode ser considerado bom ou mau. Se você respeitá-lo eles são bem neutros. As pessoas mais velhas costumam dizer que os Púcas eram muito numerosos, há muito tempo. Eram maus de aparência negra e só atraiam coisas ruins, as vezes apareciam na forma de potros selvagens, com correntes penduradas sobre eles. E faziam de tudo para prejudicar os viajantes desatentos. Além disso, as crianças sempre eram alertadas para não comer amoras sobre amadurecidas, porque este era um sinal de que o púca estaria por perto.

Em contraste, o púca é representado como sendo útil para os agricultores, que relaciona o conto seguinte: O filho de um fazendeiro chamado Phadraig um dia notou a presença invisível do púca e gritou para ele, oferecendo-lhe um casaco. O púca apareceu sob a forma de um touro jovem, e disse-lhe para ir até o velho moinho à noite. A partir de então, os púcas, secretamente à noite e realizavam todo o trabalho de moagem dos sacos de milho em farinha. Phadraig dormiu a primeira vez, mas depois se escondeu em um baú para não perde-los de vista, e mais tarde fez um presente de um terno de seda fina. Inesperadamente isso fez com que os phoukas saíssem para "ver um pouco do mundo" e deixar o seu trabalho. Mas então a riqueza do fazendeiro lhe permitiu se aposentar e dar a seu filho uma boa educação. Mais tarde, no casamento de Phadraic, o phouka deixou um presente, deixou um cálice de ouro, cheio de bebida que, evidentemente, asseguraria sua felicidade.

Se um ser humano for atraído por um puçá, ele terá um passeio selvagem e meio assustador, no entanto, ao contrário de um kelpie (que faz o seu cavaleiro mergulhar no mais próximo córrego ou lago para se afogar e devora-lo) o Púca não fará seu cavaleiro nenhum dano real. No entanto, segundo alguns folcloristas o único homem a montar o Puca foi Brian Boru , Rei da Irlanda, usando um freio especial incorporando três pêlos da cauda do Puca. Embora o Puca goste de zuar seres humanos e muitas vezes aterrorizante, ele é considerado uma criatura benevolente.

É uma criatura associada com Samhain, um festival da colheita. Qualquer coisa que sobre nos campos é considerado propriedade do "púca" e portanto não comestíveis. Em algumas localidades, ceifeiros deixam uma pequena parte da cultura, o "share de Puca", para aplacar a criatura com fome. Porém, 1 de novembro é o dia do Puca, e o dia do ano em que se pode esperar que se comportem civilmente. No início de novembro, o Puca era conhecido em alguns locais, eles defecam e cospem nos frutos silvestres, tornando-os não comestíveis.

Em algumas regiões, é mais respeitado do que temido, se tratado com o devido respeito, ele pode realmente ser benéfico para aqueles que encontram-lo. O Púca é uma criatura das montanhas e colinas, e nessas regiões há histórias de ele aparecer no dia de 1 de Novembro e fornecendo profecias e avisos para aqueles que consultá-lo.

Em algumas partes do Condado de Down, ele se manifesta como um duende, curto desfigurado que exige uma parte da colheita; no Condado de Laois, ele aparece como um bicho-papão monstruoso, enquanto em Puca o Waterford e Wexford aparece como uma águia com um enorme envergadura e em Roscommon como um bode preto.

Fonte: Medo Sensitivo

O (suposto) fantasma flagrado por câmera de segurança

Recentemente, saiu nas manchetes que uma mãe cujo filho faleceu alegou que o fantasma de seu filho voltou para a casa da família. Suas câmeras de segurança supostamente capturaram algum tipo de figura transparente em sua cozinha.

O filho de Jennifer Hodge, Robbie, de Atlanta, na Geórgia, faleceu há alguns anos atrás de algo que infelizmente tem levado muitas vidas. Uma overdose.

A enlutada mãe de dois filhos passou os últimos dois anos tentando entender o que aconteceu, e então ela recebeu uma notificação em seu telefone do sistema de segurança em sua casa, e lia-se “avistou uma pessoa”.

Jennifer Hodge estava assistindo televisão na cama com sua filha Lauren, 21, e ela estava prestes a adormecer quando seu telefone lhe enviou o aviso.


A notificação às 23h51 de 5 de janeiro de 2019 dizia que sua câmera de segurança doméstica havia sido acionada, e a mensagem dizia que a câmera "avistou uma pessoa". A notificação tirou uma foto e enviou uma massa transparente em forma de figura humana. Ela afirma que esta é a foto real.

Então, de acordo com a história dela, a mãe e a filha correram para a cozinha e nada foi mexido, e não havia sinais de invasão.





Ela falou para a mídia e explicou que acredita que a câmera viu o fantasma de seu filho.

“É simplesmente insano - eu estou impressionada. É uma loucura. Eu estava deitada na cama assistindo TV com minha filha e eu estava quase dormindo.''

O telefone estava entre nós e eu recebi uma mensagem dizendo que alguém estava na cozinha. Ela disse: “mãe, tem uma pessoa na cozinha ... mãe, é o Robbie! ”. Eu fiquei chocada. E parecia igual a ele - barba e tudo.

Ela acredita que o que viu foi um sinal de que Robbie está em paz. Ela disse: “Agora, sinto que ele estava me deixando saber que ele é feliz no céu. Isso me traz algum conforto, mas eu ainda acho estranho. Estou admirada - por que isso aconteceu comigo? Eu não vi nada desde então e nunca tinha visto um fantasma antes.


Parece com o Robbie? Sim. Eu adoraria ver a câmera de outra pessoa onde as pessoas possam parecer transparentes. Isso é simplesmente estranho.

Ela continuou a explicar que Robbie era um ótimo garoto e que ele sofria de dependência de heroína.

Fonte: Sempre Questione

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Turmalina Negra - Proteção Energética



A Turmalina Negra, com suas fortes emanações purificadoras, é a mais completa pedra de proteção contra energias negativas e forças sombrias.

Ela bloqueia os ataques espirituais, afasta pessoas mal intencionadas e dissolve todas vibrações negativas.

É ideal para proteção energética pessoal e para purificar e afastar energias negativas de ambientes.

Suas vibrações também fortalecem o ossos, melhoram a circulação e fortalecem nossa imunidade.



Energias e Significado da Turmalina Negra


A Turmalina Negra é uma super pedra de proteção capaz de absorver e dissipar todas energia negativas.

Sua vibração neutraliza até os ataques mais fortes de magia negra, inveja e vampirismo energético.

Por ter capacidade de captar a energia da atmosfera e emitir partículas conhecidas como Íons, é uma poderosa pedra purificadora de ambientes.

Seu poder é tão grande, que a torna capaz inclusive de neutralizar os efeitos nocivos de radiações de celulares.

Efeitos Terapêuticos


A Turmalina Negra aumenta a vitalidade, fortalece o sistema imunológico, melhora os casos de artrite e favorece o realinhamento da coluna vertebral.

Por emitir radiação infravermelha na faixa de 9 mícrons, é muito recomendada para melhorar a circulação.

A turmalina Negra também dispersa o estresse e a tensão e estimula uma atitude positiva em relação a vida, sendo assim útil nos casos depressão, ansiedade e nervosismo.

Como Usar a Turmalina Negra


Para proteção pessoal use uma joia de Turmalina Negra ou carregue uma junto com você no seu dia a dia.

Se deseja usar seus efeitos terapêuticos, deixe em contato com do local por 30 minutos durante alguns dias.

Para para purificar e proteger sua casa, escolha uma Turmalina Negra de bom tamanho e deixe em sua sala e na porta de entrada da casa ou escritório.

Para a purificação da água, deixe a por alguns minutos em imersão e filtre a água novamente antes de beber.

Usos Típicos da Turmalina Negra

✨Proteção pessoal contra energias negativas
✨Purificação de energias de ambientes
✨Uso terapêutico por aplicação energética e florais
✨Desfazer trabalhos de magia negra
✨Purificar e energizar a água
✨Afastar pessoas negativas ou mal intencionadas
✨Limpeza e Energização da Turmalina Negra


Como é uma pedra capaz de transmutar as energias negativas, é recomendada a sua limpeza com água e sal grosso em boa quantidade.

Por ser uma pedra que naturalmente já capta as energias da Ionosfera, não precisa ser recarregada com muita frequência.

Porém pode ser deixada por cerca de 30 minutos ao Sol para que seu recarregamento seja mais completo e veloz.

Informações Técnicas

Incidência: Comum , porém cristais de alta pureza são raros
Dureza: Nível 7 a 7,5 na escala Mohs
Ocorrência: Brasil (especialmente na região de Minas Gerais) e muitos países
Composição Química: Borossilicato complexo de alumínio
Cores: Preto e Cinza Escuro
Sistema Cristalino: Hexagonal (trigonal), cristais usualmente alongados
Nome técnico: Schorlina

Fontes, Bibliografia e Referências

A Bíblia dos Cristais, Autor: Judy Hall, Editora: Pensamento
Love is in the Earth, Autora: Melody, Editora: Earth Love Books
Gemas do Mundo, Autor: Walter Schumann, Editora: Ao livro técnico SA
Pedras Preciosas e Outros Minerais, Autor: G. Brocardo, Editora: Siciliano
Caminho das Pedras, Autor: Antonio Duncan, Editora: Nórdica

O ponto Feng Fu

Os chineses descobriram que o corpo tem diferentes pontos de pressão que, ao serem estimulados, podem melhorar a saúde tanto a nível físico como emocional. Conheça o ponto Feng Fu.

O ponto Feng Fu é um desses pontos de pressão que oferecem incríveis benefícios à saúde. Esse ponto se encontra localizado exatamente onde se unem a cabeça e o pescoço, e seu significado em nosso idioma é “palácio do vento”.

Para estimular o ponto Feng Fu é utilizada uma terapia com gelo, com a qual a pessoa poderá se sentir mais jovem e cheia de energia.

Na medicina tradicional da China, o corpo é considerado como um sistema de energia. Apoiando-se nesse pensamento, a medicina chinesa aproveitou algumas técnicas, como a acupuntura, a acupressão e as massagens para equilibrar o fluxo de energia das pessoas e a função dos seus órgãos.

A partir desse conceito, os chineses descobriram que o corpo tem diferentes pontos de pressão que, ao serem estimulados, podem melhorar a saúde tanto a nível físico como emocional.

Para que serve a estimulação do ponto Feng Fu?

A maioria de nós procura melhorar nossa qualidade de vida, prevenir o envelhecimento precoce, ter mais energia e, sobretudo, evitar dores ou problemas de saúde.

Para conseguir isso, obviamente, é necessário levar um estilo de vida saudável, uma boa alimentação, fazer exercícios, controlar o estresse ou não fazer atividades de alto risco, entre outros.

Tudo isto é crucial para ter uma boa qualidade de vida apesar do passar dos anos; entretanto, a estimulação com gelo do ponto Feng Fu pode se converter em um grande aliado para obter todos esses benefícios à medida que o tempo passa. No que consiste essa técnica?

Antecedentes da terapia

Na medida em que o tempo passa e com cada experiência que temos ao longo da vida, vamos experimentando diferentes tipos de dores que vão da cabeça até os pés.

As dores podem ser o resultado de uma lesão física como cortes, queimaduras ou golpes, entre outros. Também podem ser dores do interior do corpo como, por exemplo, dores de cabeça, de dente ou gástrica, entre outras.

Se essas dores forem recorrentes e não forem tratadas rapidamente, elas podem afetar as atividades cotidianas e a qualidade de vida.

Frequentemente, as pessoas tomam analgésicos para diminuir os dores mas, infelizmente, não costumam chegar à raiz do problema e podem ter efeitos secundários no organismo.

O que poucos conhecem é que uma técnica tão simples como a estimulação com gelo do ponto Feng Fu pode ter melhores efeitos do que qualquer outro analgésico.

A terapia Feng Fu com gelo forma parte da medicina alternativa da China, derivada da acupuntura. A acupuntura é uma técnica muito famosa em todo mundo, que consiste na inserção e na manipulação de agulhas no corpo com o objetivo de restaurar a saúde e o bem-estar dos pacientes.

Neste caso, o ponto que terá que ser estimulado é o que está justamente onde se une o pescoço e o crânio, para o qual simplesmente vamos usar uma pedra de gelo.
Método para estimular o ponto Feng Fu

Deite-se de barriga para baixo e coloque uma pedra de gelo (de aproximadamente 2 x 2 cm) no ponto Feng Fu, localizado na base do crânio, logo abaixo da aresta inferior da tampa do crânio, na parte superior do pescoço.

Deixe-a ali durante 20 minutos e segure-a com um cachecol ou uma venda para que não se deslize. É importante fazê-lo regularmente, com descansos de dois ou três dias.

A regra principal é fazê-lo em jejum, quer dizer, com o estômago vazio, e outra vez antes de se deitar. Não tema aplicar o gelo já que não provocará um resfriado.

Uma vez colocado o gelo no ponto Feng Fu, você vai sentir o frio só por 40 segundos. Passado esse tempo, você começará a sentir uma sensação de calor que tornará a terapia mais agradável.

É possível que nos primeiros dias de aplicação, você sinta euforia pela liberação de endorfinas na corrente sanguínea.

Benefícios da estimulação do ponto Feng Fu


🔵É ideal para melhorar a qualidade do sono.
🔴Ajuda a melhorar o estado de ânimo e a vitalidade em geral.
🔵É bom para regular o trabalho no espaço digestivo.
🔴Ajuda a prevenir e tratar os resfriados.
🔵Combate e alivia diferentes doenças como a dor de cabeça, dor de dente ou dor nas articulações, entre outros.
🔴Pode ajudar a tratar doenças pulmonares e cardiovasculares.
🔵Ajuda nos casos de doenças neurológicas com mudanças degenerativas da coluna.
🔴Pode ser bom para tratar problemas gastrintestinais e as infecções de transmissão sexual.
🔵Pode ajudar com os transtornos da glândula tireoide.
🔴Para pacientes com artrite, hipertensão e hipotensão.
🔵Asma bronquial.
🔴Aliviar a síndrome pré-menstrual.
🔵Ajuda com transtornos psicoemocionais, estresse, fatiga crônica, depressão ou insônia.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Conexão que desconecta: Os Smartzumbis

Overdose digital já é uma epidemia


Quem nunca se deparou com um zumbi digital em seu caminho? Pessoas que usam seus celulares em qualquer lugar sem se atentar se está sendo inconveniente ou atrapalhando o fluxo. Algumas escolhem responder mensagens na escada do metrô ou checar as notificações das redes andando sem controle nas calçadas. Com isso temos seres que caminham com mobilidade reduzida e cognição limitada, coisa que também se torna cada vez mais comum em rodas de amigos. Muitas vezes tínhamos a pessoa ali ao nosso lado quando, de repente, ela é sugada pelo celular e se torna ausente, mesmo presente.

O celular tem sido, de fato, nossos mais próximos companheiros. Um estudo conduzido pela Motorola em parceria com a especialista Nancy Etcoff comprovou o óbvio: pessoas entre 16 e 37 anos passam mais tempo do dia usando seus celulares do que trabalhando ou se relacionando com pessoas queridas. Os mais jovens ainda consideram o aparelho como “melhor amigo”. Isso faz sentido se comparado a um levantamento do site Dscout, empresa americana de análise de mercado, mostrando que, em média, em um dia (que contém 1.440 minutos) tocamos 2.617 vezes os nossos celulares.

Não é necessário nenhum diploma em psicologia pra entender que estamos fazendo isso errado e este uso descontrolado traz danos à nossa saúde. O uso exagerado da tecnologia potencializa e desenvolve doenças como depressão, ansiedade, déficit de atenção, estresse e ainda outras patologias emocionais. Na verdade, não é só isso que está errado, tem muita coisa que a tecnologia nos disponibiliza que ao invés de nos ajudar, vem nos atrapalhando. Porém, a culpa nunca é da tecnologia, não devemos responsabilizar as ferramentas que temos disponíveis por nossa inaptidão em usa-las de maneira equilibrada. Para entender melhor nosso comportamento, as últimas pesquisas sobre o assunto explicam biologicamente os motivos que tornam nossos Smartphone em objetos tão irresistíveis.


Até podemos considerar que usamos em demasia nossos aparelhos móveis, talvez até estejamos dentro dos 68% que pegam o celular assim que abre os olhos, como mostrou um recente levantamento da revista Time, e ainda assim acharmos que temos a situação sob controle. Dificilmente nos questionaremos sobre como a tecnologia afeta nossas relações e assumiremos nosso vício em um grau destrutivo. Para entender melhor sua dependência em relação ao smartphone, o instituto Delete elaborou um teste on-line que ajuda a medir o seu uso de tecnologia, o teste, caso você queira fazer, está disponível aqui: bit.ly/teste_celular.

Independentemente de testes, este “facilitador” já faz parte de nossas vidas de maneira bastante significativa. Você provavelmente já deve ter tido a experiência de sentir seu celular vibrar quando na verdade ele estava estático ou ainda pior, você nem estava com ele. A conhecida como “síndrome do celular fantasma” foi comprovada cientificamente em um teste feito pelo Instituto de Tecnologia da Georgia e, segundo os resultados, 9 em cada 10 usuários de celulares já tiveram esta sensação.

A explicação de tudo isso está em nossa cabeça. Nossos celulares são gatilhos emocionais que estimulam áreas específicas do nosso cérebro. O fato de termos à mão o mundo em tempo real, pessoas interagindo e tudo acontecendo de forma “acessível” nos traz grande ansiedade. O psicólogo Larry Rosen, da Universidade do Estado da Califórnia, cunha o termo Fomo (Fear of Missing out – ou medo de perder alguma coisa) para essa sensação de angústia. Ou ainda a Nomofobia, termo recente que tem origem nos diminutivos inglês No-Mo ou No-Mobile, que significa Sem Celular, caracterizada pela fobia causada do desconforto ou angústia resultante da incapacidade de acesso à comunicação através de aparelhos celulares ou computadores.

A relação entre o smartphone e nossa cabeça é simples. Quando o som de uma notificação do WhatsApp, e-mail ou redes sociais chega, nosso cérebro libera dopamina, o conhecido hormônio da felicidade que eleva o nível de excitação, dando uma sensação de recompensa positiva. Toda a vez que fazemos algo que gostamos somos recompensados por essa substância, o contrário também tem sua penalidade. A grande questão é que nosso cérebro não associa essas recompensas somente a atitudes positivas, inclusive o surgimento de nossos vícios tem essa origem, como exemplo mais clássico da psicologia temos os jogos caça-níqueis e jogos de azar, que atuam diretamente em nosso sistema de recompensa. Sempre desconfie das coisas que você gosta, elas sempre serão a Caixa de Pandora de nossos males.


A estratégia de liberação de dopamina é conhecida pelos desenvolvedores de aplicativos e plataformas Web e também é usada nos games para entreter jogadores. Cristiano Nabuco, Coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica do Programa dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria da USP, explica que os games fazem com que a liberação do hormônio aconteça depois de 5 minutos de jogo, o cérebro percebe e sinaliza para segurar a dose para 8 minutos, sendo depois necessário 16 minutos para ter a mesma sensação, criando assim um ciclo vicioso. Segundo Dr. Nabuco, as redes sociais e WhatsApp têm o mesmo efeito, um elogio em uma foto ou uma nova mensagem traz a sensação boa, com isso checamos sempre nossos aparelhos em busca de satisfação.

Em contrapartida isso gera ansiedade em checar novas notificações. A busca de diminuir essa ansiedade tem o efeito inverso. Estimulamos de tal forma as glândulas ad-renais que liberamos grandes quantidades de cortisol, o hormônio do estresse que é importante em situações de luta ou fuga assim que largamos o celular. Além disso, comprovadamente o celular suga parte de nossa capacidade mental. O simples fato de o aparelho estar conosco afeta nosso desempenho em qualquer atividade e diversos estudos sugerem que estes aparelhos atrapalham o desenvolvimento de crianças e adolescentes quando usados em excesso.

Um estudo, da Universidade Standford, fez diversos testes com os multitarefas digitais, aqueles que assumidamente dizem que conseguem exercer mais de uma atividade ao mesmo tempo. Os resultados mostraram algo que qualquer neurocientista já sabia: eles não executam bem as tarefas como imaginam, apresentam dificuldade em estruturar as informações e ignoram o que é irrelevante, isso porque o funcionamento do cérebro só consegue focalizar uma coisa por vez e quando não concluímos um processo (ou resolvemos um problema) dispendemos de grande carga emocional.

Outra recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo mapeou o uso smartphone por parte dos estudantes. O resultado mostrou que a cada 100 minutos diários de navegação em casa, os alunos perdiam, em média, 6,3 pontos no ranking de classificação da universidade. Quando o uso é na universidade, a queda chegou a 12 pontos. Países como a França proíbe o uso de celulares nas escolas como forma de aumentar o desempenho dos alunos. Não à toa as pessoas estão ficando mais superficiais, estudos apontam queda no QI dos jovens, que entre 1980 e 2008 mostrou declínio e isso também pode ter relação com o modo em que interagimos com o mundo. Este tema é abordado em outro artigo de forma mais aprofundada, que questiona se “Estamos ficando burros?”.


O fato é que não usamos a tecnologia da melhor forma por ainda sermos ignorantes no assunto. Ignorantes no sentido de falta de conhecimento, pois ainda estamos no centro da mudança que essas tecnologias nos trazem. Confundimos muito a mobilidade com a disponibilidade e precisamos entender que estas são coisas totalmente distintas. A nossa atenção é o que temos de mais importante, tanto no lado pessoal quanto no profissional. Além de definir o que somos e a maneira como encaramos o mundo, ela é fruto de cobiça das empresas em seus aplicativos e anúncios disparadores de dopamina.

A escritora e jornalista científica Catherine Price, autora do livro “Celular: como dar um tempo” coloca essa situação contemporânea de forma bastante simples: “Só vivenciamos aquilo que prestamos atenção. Quando decidimos prestar atenção em determinado momento, tomamos uma decisão ampla de como queremos viver a vida. (...) Estamos conectados mas somos solitários. A tecnologia que nos dá liberdade também funciona como prisão”. Um importante ponto de reflexão para perceber o quanto estamos nos afastando da vida real vivendo o mundo on-line, deixando de perceber aquilo que realmente dá sentido para nossos dias.

Neste contexto, a educação digital é fundamental e já começa a ser não só discutida, como também difundida. Companhias já apostam em medidas que tragam essa “desintoxicação tecnológica”. Christian Cetera, diretor de RH da GM Mercosul adotou desde o começo do ano uma medida aprovada por 85% dos colaboradores: não usar celular no trabalho. “É um chamado para a gente ter uma vida mais plena, estar presente quando fala ao telefone, quando dirige, caminha. As pessoas às vezes pensam que podem viver diversas vidas ao mesmo momento, mas isso não é realidade”.


Um dos gurus da gestão corporativa, Simon Sinek, é adepto da metodologia sem celular. Em seus workshops ele retira dos participantes os celulares, o que causa bastante desconforto, pois são sempre grandes líderes e altos executivos que não querem se desfazer dos seus gadgets, porém depois os próprios participantes reconhecem o quanto aquilo foi transformador, pois nos intervalos as pessoas interagem, conversam e estão verdadeiramente ali. “Nunca deveria haver celulares em salas de reuniões – qualquer que seja – porque a qualidade dos encontros é sempre elevada”, aponta Sinek.

Se quisermos realmente nos conectar com as pessoas, precisamos aprender a desconectar desses novos “melhores amigos” e viver a vida com mais presença. Observe as pessoas a sua volta enquanto anda pelas ruas, veja o quanto estão cada vez mais absortas em seus mundos particulares e deixam de notar a riqueza e profundidade daquilo que está ao redor. Tente “respirar sem ajuda dos aparelhos” e sinta o que te cerca. Claro que as vantagens do mundo virtual são imensas e inegáveis, na democracia ela age inclusive como uma ferramenta política, além de ser uma importante fonte de lazer e conteúdo. Em nenhum momento devemos inibir a tecnologia de entrar em nossas vidas ou rejeitar esses progressos, pois são essenciais. Devemos preservar o equilíbrio e perceber quanto o formato desses novos hábitos afetam também nossa vida off-line.

Por confundir mobilidade com disponibilidade, não conseguimos nos “desligar” de nossos compromissos porque quando saímos do trabalho, levamos o escritório em nossos bolsos, carregamos nossos compromissos na palma da mão e não nos conectamos com o que realmente importa. Além disso, nos distraímos nos gatilhos sociais que o aparelho nos fornece e acabamos, sem perceber, ignorando amigos e momentos ao checar as notificações das suas redes sociais. O que precisamos não é proibir o uso, é educar e compreender.

É na interação real que o mundo acontece e não por trás das telas dos celulares. Para a psiquiatra Vivian Machado, especialista em dependência química, a dependência digital é caracterizada quando há uma perda da capacidade laboral, da socialização ou outro tipo de prejuízo. A pessoa passa a se sentir mal sem aquele estímulo e não vê sua vida sem ele. Se você sente angústia em ficar longe do seu aparelho, fica o alerta. “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade” isso foi dito por Albert Einstein sem nem mesmo conhecer os Smartphones, imagina o que ele diria hoje. Não deixe que um dispositivo exerça tanto controle sobre sua vida, desconecte para se conectar.

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