quarta-feira, 2 de março de 2016

Saudades de Búzios...e da Argentina!

Recentemente tive a oportunidade de voltar à cidade paradisíaca de Búzios, para desanuviar a cabeça, relaxar um pouco e curtir o espetáculo da Natureza que parece não ter sido alterado pelo tempo e nem pela ação do Homem.

Se existem lugares mágicos, com certeza Búzios é um deles. A beleza das 26 praias da península, o charme da antiga aldeia de pescadores, os restaurantes típicos e os internacionais, o impecável campo de golf, as boutiques famosas, os shows, o Festival de Cinema e Festival Gastronômico, sua arquitetura arrojada com velhas telhas de barro e madeira rústica, a famosa Rua das Pedras, onde começa a noite que em Búzios não tem hora para acabar, seus mares de ventos olímpicos onde treinam os campeões brasileiros, sua natureza agreste e remanescente da Floresta Atlântica, enfim, imperdível pra quem ainda não conhece.
Mas agora permitam-me mostrar um pouco do que registrei desse inebriante passeio.


A Pousada

Fiquei estabelecido na Pousada Catavento, simples, porém aconchegante. Local tranquilo, onde você acorda com sons dos pássaros nas árvores. O café da manhã está incluso no pacote escolhido.
São 11 suítes com banheiro , ar , TV , frigobar e decoração diferenciada.
  • Wireless internet
  • Cafe da manha
  • Sala de estar com sinuca , redes e home theater
  • Vista Alta verde da cidade
  • Atendimento personalizado em vários idiomas
  • 5 minutos da Rua das Pedras e praias


O segundo andar da Pousada Catavento, onde é servido o café da manhã.
Muito simpático e cortês é o anfitrião dos hóspedes, o senhor Rony, figura carismática, atencioso, mineiro com sotaque francês, por ter vivido muitos anos na Europa. Prometi a ele que um dia voltaria não só a Búzios, mas naquela Pousada que, entre tantas centenas que há na região, me cativou pela simplicidade e bom atendimento.
A gatinha malhada, atração da Pousada Catavento.
Ah, conheci também uma linda gatinha (felina mesmo, não humana) que não descobri o nome, mas muito amável e que logo passou a frequentar as noites no quarto onde fiquei. Deu vontade de trazê-la para o Rio, mas muito provavelmente o Sr Rony não permitiria, afinal, a bichana era a simpatia em forma de gata. Nunca se desfaça dela, Sr Rony. Ela com certeza, irá cativar muitos outros hóspedes que por esta Pousada passar.
Para maiores informações, acesse:
http://www.cataventodebuzios.com.br/


O Sr Rony, anfitrião da Pousada Catavento.
O Clima

O tempo estava ótimo, apesar das chuvas torrenciais que caiam na região metropolitana do Rio de Janeiro. Búzios conta com dias quentes atenuados pelos ventos constantes procedentes do Oceano Atlântico, mas sua temperatura no verão raramente passa dos 33ºC. As noites são amenas e não abafadas como na capital do Estado, pois são atenuadas pelos intensos e duradouros ventos da chamada "Região Dispersora de Ventos". O mês mais quente é o mês de fevereiro com média de 25ºC e o mês mais frio é o mês de setembro com média de 19,5ºC. Assim fui informado pelos moradores de lá.

Búzios tem a mística de ser um lugar para quem quer tranquilidade, sossego, sem barulho e ao mesmo tempo agradar aos baladeiros de plantão, que aproveitam a noite, os agitos da cidade, cono na famosa Rua das Pedras e a curtição dos bares e restaurantes locais. Você escolhe seu ambiente.
Praia da Armação, na Orla Bardot.
Para quem prefere curtir a noite buziana, o melhor lugar é a Orla Bardot, onde estão distribuídos bares, casas noturnas e lounges com vistas para o mar e ilhas. Falando na Orla Bardot, descubra porque ela tem esse nome.
Estátua de Brigitte Bardot, na Orla Bardot
Foi assim que a localidade recebeu a mais cobiçada atriz de cinema da época: a francesa Brigitte Bardot, que, na ocasião, namorava Bob Zaguri, um marroquino que vivia no Brasil. Os dois se hospedaram na casa do russo André Mouriaev, então representante da Organização das Nações Unidas no Rio de Janeiro. Eles vieram passear e conhecer a cidade e admirar mais as belezas do Brasil. Depois retornou e passou o Natal hospedada na casa da família do cônsul argentino Ramon Avellaneda, na Rua das Pedras, onde hoje, 2013, ainda funciona a tradicional Pousada do Sol, ponto turístico da cidade.
Oportunidade ímpar: tirar uma foto e dar um beijinho na bela e sexy Brigitte Bardot.
Esse fato foi em 1964, sendo considerado um grande marco para a cidade. Naquele momento, toda a imprensa mundial direcionou a atenção para a isolada vila de pescadores, acompanhando todos os passos da atriz através de um informante lá instalado. O impacto foi tamanho que até hoje existem referências à celebridade em qualquer ponto da cidade, na divulgação turística e na vida local.

A Orla Bardot oferece um passeio leve e confortável, sobre decks de madeira, bancos, chão em pedra e paisagismo com vegetação da região, acompanhado pelo mar da Armação e seus barcos típicos, coloridos. Instalado em 1999, o calçadão da Orla Bardot se estende por toda a Praia da Armação, onde fazem parte do cenário dezenas de barcos coloridos de pescadores, típicos de Búzios.
Os Três Pescadores: outro cartão postal da Orla Bardot.
Caminhando pela Orla Bardot desvendam-se construções históricas, casarões coloniais, comunidade de pescadores artesanais e obras de arte que se transformaram em pontos de referência. A Orla Bardot pede uma visita de dia e outra à noite, são duas versões do mesmo local, que se diferem em público, restaurantes e outras atividades, um dos pontos de referência da cidade e que não dá pra deixar de visitar.

A Rua das Pedras

Com diversas opções para refeições, é um lugar para todas as idades que queiram conhecer e se deliciar com uma gastronomia sofisticada e agradável, boa música e com uma vista deslumbrante.

Localizada no centro de Búzios, a Rua das Pedras é a rua mais famosa da Região dos Lagos. Ela funciona como um ponto de encontro, um shopping a céu aberto, com lojas de marcas locais e internacionais. A área de lazer é repleta de bares descontraídos e restaurantes para todos os gostos, reunindo o que há de melhor em Búzios.
Rua das Pedras: visitação imperdível em Búzios
O mais importante e impactante é que, nesta pequena rua devorada pelos pedestres, pode-se perceber a alma buziana. Descontração e elegância andam de mãos dadas, enquanto que o charme e a sensualidade fazem seu jogo de sedução, capturando a atenção dos corpos bronzeados que passeiam livremente.

Os cinco sentidos são convocados ao trabalho delicioso num entardecer na Rua das Pedras. A visão se maravilha com a mudança de cores do céu, correndo do azul celeste para o laranja avermelhado e chegando ao azul profundo. A audição se delicia com as doces risadas e a fala mansa dos que lá transitam. O olfato se divide entre a brisa do mar e o perfume que sai das cozinhas anunciando o que está por vir. O paladar é brindado com quitutes da terra e pratos requintados, acompanhados de um delicioso suco, um chope refrescante ou um vinho especial. Finalmente, o tato conquista o toque e ganha seu abraço, comemorando mais uma noite maravilhosa com um beijo.

Ponta da Lagoinha


Nesta minha nova viagem a Búzios, não pude deixar de retornar a um dos pontos turísticos mais bacanas da localidade: a Ponta da Lagoinha.

A Ponta da Lagoinha fica entre a praia da Ferradura e a praia da Foca. Seu acesso é por uma pequena trilha que pode ser facilmente percorrida a pé.
Ponta da Lagoinha: bom local para meditação, contemplação ou simplesmente um relax a céu aberto
Conhecido como O Himalaia Brasileiro, recentemente reconhecido por cientistas da Universidade do RJ (UFRJ). Além da beleza contida neste fenômeno, a Lagoinha é um inesquecível lugar de formações rochosas, piscinas naturais de abundante fauna marítima e vegetação nativa, incluindo o cacto de cabeça branca, que ocorre apenas neste litoral. Verdadeira amostra da história geológica e biológica da formação do continente ocorrida há mais de 500 milhões de anos.

Abaixo, outras fotos que tirei deste maravilhoso cenário:
















A Invasão Argentina

Outra coisa que me impressionou nesta nova visitação a Búzios, foi a quantidade de estrangeiros que por lá circulam e trabalham. Tudo bem, sei que o lugar é uma cidade turística, não é novidade pra ninguém. Mas desta vez a sensação era como se os Brasileiros fossem a minoria, e ainda, considerados estrangeiros. Era como se estivéssemos em outro país. Todo mundo que passava por mim nas ruas era estrangeiro. Principalmente Argentinos. Sim, Los Hermanos dominaram geral o pedaço em Búzios. Em segundo os Chilenos. E por aí se vai.

Mas como se deu essa dominação Argentina em Búzios? Pesquisei e deixo aqui registrado para quem ficou curioso.

A cidade passou realmente a se desenvolver como cidade turística a partir da invasão argentina no fim dos anos 1970. Fugindo da crise econômica em seu país, muitos argentinos chegaram a Búzios com bastante dinheiro, compraram muitas propriedades e estabeleceram residências e negócios. Até hoje, uma fração significativa do comércio e da hotelaria está nas mãos de argentinos, que são também figuras comuns na cidade como turistas. Porém a crise na Argentina desde os anos 1990 passou a limitar o fluxo de turistas argentinos.

Os argentinos em geral têm acrescentado à cultura local suas artes, artesanato e criações diversas, que foram se integrando e, hoje, são copiadas e utilizadas pelo Brasil afora como hand-made in Brazil.

Falando em Argentina, não poderia também deixar de contar que fiquei "encantado" por uma jovem que trabalhava oferecendo serviço de passeios, na Rua Manoel Turibio de Farias, acredito eu que na Rio by Buzios, uma agência de turismo local. Estava caminhando com uma amiga quando a jovem nos interpelou, falando castelhano, sua língua nativa. Uns dizem que em Búzios se fala Portunhol, mas tudo bem. No geral, dá pra entender sem maiores complicações. 

Mas voltando à nossa vendedora, muito simpática, informou que estava há dois meses no Brasil, mas falava com mito desenvoltura. Foi quando eu disse a ela que muitos brasileiros não gostam da Argentina por conta do prepotente Maradona, mas não se pode julgar todos por conta de um só, não é mesmo? e se depender da bela vendedora Hermana, os conceitos de todos irão mudar em relação àquele país. 


Saudades da Argentina!....
No dia seguinte, domingo, foi meu penúltimo dia naquele lugar mágico. Aproveitei para visitar praias que ainda não conhecia das visitas anteriores, e também curtir a última noite aproveitando ao máximo o passeio. Mas não resisti aos encantos da jovem Argentina, e voltei ao mesmo local naquela noite, entrei numa lanchonete para comer esfihas de camarão e siri, quando, de repente, a minha amiga que me acompanhava na viagem disse:
-Olha ali no balcão a sua musa da Argentina!


Lá estava ela, comprando o seu lanchinho noturno. Não podia deixar passar a oportunidade de tirar uma foto com ela, como recordação do momento. Esperei um tempinho pra ela degustar seu lanche, e lá fui eu de novo, ela se lembrou de nós, e informei que era minha última noite em Búzios, mas que não levara saudades só do lugar, mas também da Argentina. Com um belo sorriso, ela aceitou o convite para a foto, e assim terminou meu contato com ela. Deixei o endereço do blog pra quela visitasse posteriormente, e nos retiramos. Após outra parada numa lanchonete, desta vez no Bob's, retornamos para a Pousada, para descansar e reunir forças para a viagem de volta ao Rio.

E assim foi minha nova experiencia na cidade mais paradisíaca do Rio de Janeiro. E desta vez, a saudade será dobrada: por Búzios....e pela Argentina...

Astronautas ouviram som misterioso no lado escuro da Lua

A tripulação da Apollo 10 recorda ter ouvido uma “estranha música” do espaço enquanto estavam em órbita do outro lado da lua.
O incidente peculiar, que teve ocorreu cerca de dois meses antes do histórico pouso lunar da Apollo 11, foi uma surpresa para os astronautas que chegaram a debater se eles deveriam ou não relatar o que tinham presenciado para a NASA.
Descrito como uma “estranha música de outro mundo que veio pelo módulo de rádio da Apollo”, o áudio anômalo foi captado durante a travessia da sonda pelo lado escuro da lua, onde o sinal de rádio e contato visual com a Terra é perdida por até uma hora.
“Parecia que, você sabe, havia um tipo de música no espaço exterior”, um dos astronautas teria dito. “Você ouviu isso? Isso é um assobio? Whooooooooo! Bem, isso com certeza é uma música estranha!”
O caso misterioso, que permaneceu trancado nos arquivos da NASA até relativamente pouco tempo, é o tema de uma próxima série de TV intitulada “Arquivos Inexplicados da NASA”.
“A lógica me diz que se havia algo ecoando por lá, então havia algo lá”, disse o astronauta Al Worden que voou para a lua como parte da missão Apollo 15 em 1971.
“Se você está atrás da lua e ouve algum ruído estranho em seu rádio, e você sabe que a sintonia está bloqueada a partir da Terra, então o que você poderia possivelmente pensar?”

Fonte: Arquivo UFO

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Conheça o primeiro edifício do mundo construído por uma impressora 3D

A empresa chinesa WinSun é a pioneira na construção do primeiro prédio do mundo com peças elaboradas em uma impressora 3D. As estruturas foram produzidas por um equipamento em larga escala para a montagem final do prédio de cinco andares com apartamentos.
Empresa chinesa constrói primeiro edifício do mundo com uma impressora 3D (Foto: Reprodução/Cnet)
A companhia WinSun já é reconhecida no mercado na construção de casas com peças impressas em 3D, mas colocar de pé um edifício é um desafio ainda maior. A estrutura precisa de uma grande impressora matriz, fabricada pela Ma Yihe, que tem dimensões de 6,6 metros de altura, 10 metros de largura e 40 metros de comprimento. Essa máquina de grande porte imprime as peças em 3D para a montagem do edifício.
O prédio de cinco andares pode ser visto no Parque Industrial de Suzhou, na China. Na elaboração no projeto, a empresa pensou em todos os detalhes, com elementos decorativos na parte externa e interna.
Edifício com cinco andares tem detalhes internos e externos (Foto: Divulgação/WinSun)
Um dos fatores interessantes é que a WinSun utiliza também materiais reciclados para preparar a “massa” utilizada na impressão dos grandes blocos em 3D. Dentre eles estão uma mistura de solo e resíduos de construções industriais, como o vidro, que são adicionados em uma base de cimento com secagem rápida. Para finalizar, é incrementada uma substância que funciona como endurecedor especial, para que as peças possam ser manipuladas e montadas com maior velocidade.
Por dentro do edifício: janelas foram embutidas nos apartamentos (Foto: Reprodução/Cnet)
Para seguir as leis e normas de construções, as peças e estruturas são montadas no local, com isolamento e reforço de aço para manter a prédio firme, capaz de receber os visitantes curiosos para saber como o edifício ficou por dentro. Para o projeto parecer ainda mais convencional foram adicionadas janelas decorativas nas aberturas, seguindo um design externo.
Ligas e reforços em aço prometem uma estrutura segura no edifício impresso em 3D (Foto: Divulgação/WinSun)
As paredes impressas em 3D são ocas e a massa é aplicada em formato de zigue-zague, deixando espaço para o isolamento interno. Tudo isso pode baratear as construções civis, já que além de utilizar material reciclado, deixando a matéria-prima mais acessível, a montagem pode ser até 70% mais rápida.

Fonte: Cnet

domingo, 7 de fevereiro de 2016

A volta da Antena 1, a melhor rádio FM do Rio

Antena 1 voltou ao ar no dial FM do RJ honrando sua história

Você já viu o desespero que é o dial carioca para quem gosta de boa música escutar rádio? Ou melhor, para quem não quer escutar pagode, funk ou bate estaca? Tem a JB e a Paradiso, mas ainda assim falta nelas alguma coisa.

Pois então, 2016 começou bem para a gente, a Antena 1 voltou para o dial carioca, ocupando a sua antiga faixa,a 103,7 FM, que estava alugada por eles para a Nativa FM desde 2009. Ela volta, na mesma sede da Urca e com o mesmo nome, incorporando o nome Lite FM e mirando no público adulto-contemporâneo, foco que também é da rede nacional sediada em São Paulo. O atual projeto, entretanto, não tem relação direta com o trabalho realizado a partir de São Paulo.

A Antena 1 volta também mantendo a política de sempre foi ter muitos minutos de musica em sequência, sem estragar a programação com excesso de comerciais.

Na rádio a Antena 1 mantém a mesma qualidade que tinha 6 anos atrás, tocando muito Flashback e MPB, mas sem Jorge Vercilo e afins que acabam estragando uma boa playlist.
Depois de anos aguentando o tormento brega da Nativa FM - que nem comprando sintonias em estabelecimentos comerciais conseguiu bom desempenho no Ibope - , a Antena 1 Lite FM voltou ao ar, para a alegria de seus fãs que durante muito tempo ficaram órfãos de sua programação, apesar dela ter sido disponível na Internet e haver a sua similar paulista.

A orientação da emissora carioca é diferente da paulista - que só toca sucessos estrangeiros - e investe também em MPB. A Antena 1 paulistana sempre continuou no ar. Uma curiosidade também foi que eu pude vivenciar a breve existência da Antena 1 no dial de Salvador, furando o cerco do rádio FM local, brutalmente coronelista, bem sucedido mas abortado por causa dos interesses politiqueiros locais.

A Antena 1 mostra que não basta uma rádio retomar um antigo nome, comercialmente consagrado, pois de que adianta voltar o velho nome se sua história continua esquecida e renegada.

É claro que a Antena 1 surgiu pop como a Rádio Cidade de 1977, com locutores mais animados (tinha até o Paulo Cintura, depois famoso pelo bordão "Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa" na Escolinha do Professor Raimundo), repertório mais juvenil e tudo o mais. A emissora ainda fez história com o personagem Piu-Piu de Marapendi, hilária criação do locutor Romilson Luiz, até hoje na ativa (não confundir com "Nativa").
Mas as mudanças adotadas pela Antena 1 não eram um desvio de rota, mas apenas uma adaptação de repertório para o público adulto, reaproveitando o repertório antigo que passou a ser tocado como flash back. A Antena 1 mudou, mas não saiu da linha.

Já a Rádio Cidade, lamentavelmente, saiu da linha, renegou sua história e hoje tenta convencer como "rádio de rock de verdade" sem ter uma equipe especializada (seus radialistas vieram da Jovem Pan FM e da Beat 98 e não têm vivência no rock) e com um repertório sofrível que só empolga uns playboys mal-humorados que não sabem a diferença entre um solo de guitarra e um barulho de usina hidrelétrica e tentam se passar por "roqueiros radicais" para impressionar os amigos.

Era preferível que a Rádio Cidade tivesse morrido de vez, se era para voltar um embuste morto-vivo dos anos 90, o qual não consegue tocar mais do que uns ralos e repetidos sucessinhos das bandas de rock e ainda tem o descaramento de empurrar programas idiotas e nada roqueiros como Hora dos Perdidos e Rock Bola.

A Antena 1, nos 103,7 mhz, ficará coladinha com a Rádio Cidade, que está nos 102,9 mhz, para avisar à vizinha que não basta retomar um nome antigo, uma marca consagrada, se a emissora em questão renegou sua história original. Afinal, a Rádio Cidade tocava pop e disco music quando o rock rolava solto no exterior, nos anos 70.

A Antena 1 carioca dá um banho de lição na Rádio Cidade, por honrar as raízes de sua programação. É certo que havia uma diferença, no princípio, porque a Antena 1 surgiu tão pop quanto a Rádio Cidade de 1977 e, se a locução ficou mais formal e o repertório mais calcado nas músicas antigas, mas, mesmo assim, a essência da proposta original não foi afetada, mas apenas adaptada.

Isso traz uma diferença enorme na Antena 1 (ou Antena Um, para diversificar a busca na Internet) em relação à Rádio Cidade, que nos seus 102,9 mhz voltou apenas como um nome, mas sem assumir novamente a proposta original, perdendo uma excelente chance de tocar Adele, Pharrell Williams, Nico & Vinz ou mostrar o lado musical da atriz Hailee Steinfeld.

A Rádio Cidade hoje é uma morta-viva, uma rádio que renega sua história e virou reduto de jovens reacionários que, há pouco tempo, ouviam Zezé di Camargo & Luciano e Exaltasamba em alto volume nos bares do Baixo Gávea e hoje se julgam "roqueirões" sem saber a diferença entre um solo de guitarra e um som de furadeira elétrica.

Nem rádio de rock autêntica a Rádio Cidade é, apesar de todo o oba-oba publicitário. Não existe rádio de rock autêntica no dial FM do RJ. Além disso, a equipe da Cidade é composta de gente da antiga Jovem Pan carioca, coordenada por um tal de Van Damme, ex-Beat 98, cuja experiência mais próxima do rock (e olhe lá!) foi através da divulgação do "sertanejo universitário". Um horror!

O despretensiosismo nem sempre caminha junto com a aparente rebeldia. A Antena 1, sendo rádio de pop adulto, tem maior liberdade de escolha de repertório, daí que pode tocar não apenas os sucessos costumeiros que as rádios de pop adulto tocam, mas podem ir mais fundo tocando nomes como Gerry Rafferty, Laura Nyro, Herman's Hermits e Hollies.

Já a Rádio Cidade, coitada, só toca duas músicas do Pink Floyd - as únicas que a emissora tocava quando era assumidamente pop, nos seus primórdios - , e fica se achando exibindo foto do AC/DC em suas propagandas de outdoor e transdoor, quando da banda australiana se limita a tocar tão somente "Back In Black", quase nada diante de tantos clássicos da admirável banda.

Por isso, bem vinda ao dial novamente, Antena 1. Que a rádio dos 103,7 continue honrando suas raízes, sua trajetória sóbria e criativa, dando um banho na neurótica vizinha que não sabe mais o que quer em sua vida.

Enquanto a Cidade não terá condições para explicar os 40 anos de existência com sua história original renegada, a Antena 1 seguirá tocando os grandes clássicos da canção. Nem sempre todo mundo convence bancando o rebelde, não é mesmo? O que convence é o talento, a vocação e o respeito à sua trajetória. E isso é o diferencial da Antena 1.

No dia 16 de dezembro de 2015, a Nativa FM sai do ar e a Antena 1 Lite FM retorna ao dial, com o seu instrumental que foi utilizado no encerramento e até mesmo a música, "Stars on 45 - Beatles Medley"

Ficamos felizes com a volta da Antena 1, porque sabemos que sua volta não é a volta de um nome ou de uma logomarca, mas a volta de uma programação e a continuidade de uma história.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Mistério nos céus de Minas Gerais

Talvez muitos não saibam, mas São Tomé das Letras, em MInas Gerais, é de fato uma cidade cercada de misticismo. Sei o que escrevo porque já estive lá, quando me casei. Abordarei esse assunto noutra postagem, em breve.

Dentre todas as esquisitices que giram em torno da cidade, a mais badalada delas é aparição de "discos voadores" relatada por turistas e também moradores.
Inclusive, existem enormes caravanas de pessoas que frequentemente vão até lá para "conhecerem o Insólito". E este é o tema da matéria de hoje. Primeiramente, veja o video abaixo:


Você ouviu o ruído do vídeo acima e, de cara, concluiu que se trata do barulho de turbinas de um jato? O som foi registrado na última segunda-feira, 18 de janeiro, em São Tomé das Letras, Minas Gerais, e o problema com essa explicação — da aeronave — é que o ruído permaneceu audível por cerca de cinco minutos sem que houvesse interrupção.

Além disso, apesar de o céu estar visivelmente encoberto no momento em que o barulho foi registrado, moradores da localidade afirmaram que nenhum avião foi visto no céu. A cidade, como você sabe, é conhecida pelo misticismo — e por ser palco de inúmeros avistamentos de objetos voadores não identificados.

O som chamou bastante a atenção e, de momento, ainda não existe nenhuma explicação sobre qual poderia ter sido a fonte. E você, caro leitor, tem algum palpite sobre o que pode ter provocado tamanho barulhão?

Fonte (parte): Megacurioso.