terça-feira, 29 de setembro de 2015

NASA revela as evidências sobre a existência de água em Marte

"Marte não é o planeta seco que pensávamos. Em certas circunstâncias, existe água líquida em Marte", disse Jim Green, diretor de ciência planetária da Nasa, em anúncio nesta segunda-feira.
Em uma entrevista coletiva, cientistas da agência espacial americana afirmam que manchas escuras observadas na superfície de Marte podem estar ligadas à existência de água corrente durante o verão no planeta.
"Essas manchas se formam no fim da primavera, aumentam no verão e somem no outono. Por 40 anos, não pudemos explicar por que elas existiam", afirmou Green.
"Marte sofreu uma enorme mudança climática e perdeu sua água. Mas há muito mais umidade no ar do que jamais havíamos imaginado."
Dados do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) mostram que as linhas escuras, que aparecem em declives marcianos, estão associadas a depósitos de sal, que podem alterar os pontos de congelamento e evaporação da água, fazendo com que ela fique líquida por tempo suficiente para se mover. Sem isso, a água congelaria nas baixas temperaturas do planeta.
Agência espacial americana afirma ter encontrado água corrente em Marte, o que pode possibilitar existência de vida
A aparente existência de água líquida e corrente aumenta a possibilidade de que micróbios também possam existir hoje – ou ter existido – no planeta vermelho, segundo os cientistas.
A descoberta também tem implicações para os planos de enviar astronautas a Marte, já que a identificação de córregos perto da superfície poderia facilitar o estabelecimento de colônias.
Minutos antes do anúncio, o estudo de Lujendra Ojha, do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, foi divulgado na publicação científica Nature Geoscience.
"Nossas descobertas apoiam fortemente a hipótese de que as linhas recorrentes em declives se formam como resultado de atividade contemporânea de água em Marte", afirma o estudo, esclarecendo que "a origem da água que forma as atuais linhas em declives ainda não foi compreendida".
"A água é essencial para a vida como a conhecemos. A presença de água líquida em Marte hoje tem implicações astrobiológicas, geológicas e hidrológicas que podem afetar a futura exploração humana."

O que isso significa?

"Já haviam sido encontradas evidências da existência de vapor d´água e gelo em Marte, mas nunca haviam sido apresentados indícios fortes de que este planeta pode ter água em estado líquido.
Dessa vez, os cientistas da Nasa fizeram uma análise do especto luminoso da superfície de Marte e concluíram que o padrão desse espectro corresponde ao de um determinado sal hidratado – ou seja, sal e água em estado líquido. É claro que nenhum cientista vai dar 100% de certeza sobre qualquer descoberta, mas fica difícil imaginar que esse espectro possa ser produzido por outra combinação que não inclua água líquida.
A descoberta é importante por que a água líquida é um meio facilitador uma série de reações químicas essenciais a vida. Então, podemos dizer que ela aumenta a esperança de que se possa encontrar algum tipo de vida em Marte. Mas é claro que também não me surpreenderia se a Nasa conseguisse fazer uma análise química dessa água e não encontrasse qualquer composto orgânico nela." Eduardo Cypriano, Professor do Departamento de Astronomia da USP

Fim do mistério

"Precisamos de múltiplas espaçonaves durante muitos anos para resolver esse mistério, e agora sabemos que há água líquida na superfície deste planeta frio e deserto", afirmou Michael Meyer, cientista-chefe do programa de exploração de Marte da Nasa, durante a coletiva.
As imagens divulgadas pela agência espacial mostram penhascos e paredões em vales e crateras, marcados por linhas que podem se estender por centenas de metros durante o verão marciano. Em alguns pontos, as linhas se combinam formando padrões intrincados.
Os cientistas ainda não sabem de onde poderia vir a água, mas o estudo levanta possibilidades, ainda não comprovadas, como a de que ela venha de aquíferos salgados, se condense a partir da fina atmosfera marciana, ou mesmo de uma combinação de ambos os fatores, em diferentes partes do planeta.
O pesquisador Alfred McEwen, membro da equipe de pesquisadores do MRO e professor de geologia planetária na Universidade do Arizona, afirma que ainda não foi encontrada "água parada" no planeta, mas, sim, camadas finas de solo molhado. "Essa água é mais salgada do que a dos oceanos da Terra", afirmou.
Três espaçonaves devem ir a Marte nos próximos três anos. Uma delas é o veículo ExoMars, da agência espacial europeia (ESA), que vai perfurar a superfície do planeta para buscar vestígios de vida.

Como a Terra

As imagens divulgadas pela Nasa são perspectivas geradas a partir das medições do satélite
De acordo com John Grunsfeld, chefe da equipe científica da Nasa, Marte já foi um planeta "muito parecido com a Terra, com mares salgados e mornos e lagos de água fresca".
"Mas algo aconteceu com Marte, que perdeu sua água. Será que já houve vida no planeta e podemos descobrir isso?"
Pesquisadores já haviam encontrado provas de que o planeta tinha água congelada em seus polos, em sua fina atmosfera e, mais recentemente, em pequenas poças que pareciam se formar à noite na superfície.
Em março, a Nasa revelou ter descoberto que um vasto oceano pode ter ocupado quase metade do hemisfério norte do planeta.
De acordo com os pesquisadores, o oceano teria existido por cerca de 1,5 bilhão de anos, mas, com o tempo, a atmosfera do país ficou mais fina, e a queda na pressão do ar fez com que mais água fosse perdida para o oceano.
O planeta também teria perdido a maior parte de seu isolamento térmico e, sem calor suficiente para manter a água líquida, o oceano diminuiu e acabou congelando. Hoje, apenas cerca de 13% da água permaneceria, congelada nos polos marcianos.
Em abril, a agência espacial divulgou que o veículo Curiosity encontrou informações que mostravam a existência de água bem salgada – uma espécie de salmoura – no solo marciano.
Fonte:BBC Brasil

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Terrores dos Sonhos

Paralisia do sono é uma condição quando o indivíduo sente que está acordado, mas é incapaz de se mover, falar ou agir. Ela se manifesta quando a pessoa está  na fronteira entre os primeiros estágios de despertar e o derradeiro de sono. É um distúrbio similar ao sonambulismo, mas que se difere no sentido da imobilidade involuntária. A condição pode durar alguns poucos segundos ou até alguns minutos antes de se conseguir despertar por inteiro e adquirir o controle novamente.

Para alguns, é como estar acordado durante um pesadelo. Se você um dia experimentou a Paralisia do Sono, poderá compreender o quão estranha é essa situação.
Mitos e lendas a respeito da paralisia do sono aparecem em todo o mundo. Ao longo de séculos, os sintomas tem sido descritos de muitas maneiras e muitas vezes atribuídos a ação de seres malignos: entidades misteriosas e diabólicas nos tempos antigos, velhas bruxas capazes de realizar feitiços e malefícios na Idade Média e mais recentemente abduções alienígenas.

Praticamente todas as culturas ao longo da história possuem lendas a respeito de criaturas sombrias e malignas que aterrorizam os humanos quando eles estão dormindo. As pessoas sempre buscaram explicações para misteriosas paralisias e a recorrente sensação de terror que a acompanha.

De acordo com pesquisas, este estranho fenômeno tende a ocorrer mais frequentemente do que se pode imaginar, atingindo um grande número de pessoas. A grande maioria, no entanto, não se recorda da experiência... Cientistas sugerem que é essencial examinar as causas e raízes da paralisia do sono de um ponto de vista científico e de uma perspectiva socio-cultural a fim de compreender os fatores que levam a condição.

Durante um encontro realizado em 2012 pelo Centro de Pesquisas do Sono, organizado pelo Professor Christopher French (uma das maiores autoridades em Paralisia do Sono no mundo) diretor do Departamento de Psicologia da Universidade de Londres, foram discutidos os sintomas do distúrbio.

"A pessoa que sofre de Paralisia do Sono apresenta um estado de semi-consciência no qual não é capaz de assumir se está acordada ou dormindo. É justo afirmar que ela se encontra num ínterim entre as duas condições. Imediatamente, ele descobre que não tem domínio sobre o seu sistema motor ou coordenação, e se vê totalmente incapaz de se mover. Nesse estado de impotência e fragilidade, muitos mencionam o que é descrito como a sensação de se estar diante de uma presença desconhecida. É como se a pessoa fosse capaz de sentir que alguém está fisicamente muito próximo, mas não é capaz de ver ou tocar essa forma, para todos os efeitos ela é incorpórea e invisível. O indivíduo tem certeza que existe algo ou alguém com ele no aposento e que essa presença é de alguma forma hostil. Alguns se referem a essa presença como algo maligno, simplesmente uma força perversa que existe apenas para propagar o mal" relata o Professor French.
É muito comum que nesse estágio da Paralisia do Sono ocorram alucinações. Essas podem ser visuais (a pessoa vê luzes se movendo no quarto, sombras escuras, formas grotescas e monstruosas se formando no ar), auditivas (ouve vozes, passos e ruídos incomuns), olfativas (sente cheiros estranhos, odores fortes e desagradáveis) e tácteis (a pessoa sente que está sendo tocada), como se existisse alguém muito perto, a ponto de senti-la encostando ou pressionando seu corpo. Algumas vezes existe uma combinação de vários desses elementos se manifestando simultaneamente em uma grande alucinação.


A cineasta britânica Carla MacKinnon ficou interessada no tema quando ela mesma começou a despertar várias vezes por semana incapaz de se mover, sempre com a mesma sensação de pavor causada por uma presença se manifestando em seu quarto. "Eu sofri sucessivos episódios de Paralisia do Sono, e fiquei muito interessada no que vinha acontecendo, tentei coletar informações e testemunhos para chegar a um significado médico disso".

A pesquisa de MacKinnon se transformou em um documentário, patrocinado pelo Royal College of Arts de Londres, que chama a atenção do público para esse estranho fenômeno.

No documentário, McKinnon entrevistou vários psicólogos e experts que ofereceram suas opiniões sobre o tema e pode compartilhar suas próprias experiências:

"Eu olhava para o meu braço e tentava movê-lo. Eu o comandava, mas ele continuava estático. Quando eu tentava rolar para o lado, ou sentar, meu corpo se mostrava entorpecido. Eu não sentia nada, mas estava ciente do que estava acontecendo à minha volta. Podia ver meu marido dormindo tranquilamente, mas não tinha como pedir ajuda a ele. Eu entrei em pânico, achando que estava sofrendo um acidente vascular. Meu corpo era uma casca e eu não tinha o menor controle sobre ele. Eu então desisti de lutar, queria pedir ajuda, mas a voz não saia. Veio então aquela esmagadora intuição, como se algo estivesse pressionando o meu peito, uma presença física e onipresente", conta Carla no documentário.

"Era como se houvesse alguém ali comigo. Uma forma escura, sinistra, simplesmente aterrorizante. Eu não via detalhes da sua aparência, pois o quarto estava muito escuro, mas era capaz de sentir seu peso em cima de mim, as suas mãos frias no meu pescoço e um cheiro desagradável de frutas podres. Era um pesadelo terrível e consciente que durava apenas alguns minutos, mas parecia levar horas para terminar".


Outra testemunha que aceitou falar a respeito de sua Paralisia de Sono no documentário foi o estudante universitário Peter Moore que sofre dessa condição desde os treze anos de idade. Ele já despertou várias vezes incapaz de se mover e com uma forte sensação de estar sendo pressionado por alguma coisa pesada em seu peito, tornando quase impossível respirar. Peter aceitou ser hipnotizado a fim de descrever o que o afligia. Ele relatou então um episódio especialmente aterrorizante em que um enorme gato preto sentava sobre o seu peito para morder seu rosto. 

Peter foi capaz de descrever em detalhes o quarto que ocupava quando morava com os pais e explicou que seu corpo estava totalmente imobilizado, sendo capaz de mover apenas os olhos de um lado para o outro. O mais terrível em sua visão era a descrição do felino, um gato cuja cabeça não passava de um crânio branco, devorado por vermes e que rosnava sibilando ameaçadoramente. Durante a sessão de hipnose a agonia de Peter era tamanha que quando a hipnose foi quebrada e ele despertou, a primeira coisa que fez, foi socar o ar e se levantar. O pesadelo de Peter encontrava eco uma fobia crônica de felinos.

Outra vítima de Paralisia do Sono, o neuropsicanalista e autor Paul Brooks passou a se dedicar ao estudo do distúrbio como maneira de aplacar seus pesadelos recorrentes:

"Hoje eu reconheço que sofria de sonhos lúcidos, um estado alucinatório margenado as terras profundas do mundo onírico. Quando a mente está em um estado de alerta, mas o corpo permanece aprisionado pela paralisia do sono, uma interseção entre a realidade e o sonho. É algo aterrorizante, inexplicável. Você não consegue respirar, não consegue se mover, falar ou gritar por socorro. É como estar aprisionado diante de um animal selvagem que vai se aproximando lentamente para atacar. Eu acordei várias vezes coberto de suor e com lágrimas no rosto. Em uma ocasião, minha esposa teve que jogar água em meu rosto para que eu me acalmasse. É algo absolutamente perturbador", contou o Dr. Brooks a respeito de suas experiências.

Como mencionado previamente, é muito comum às pessoas sofrendo de Paralisia do Sono travar encontros inexplicáveis com criaturas sobrenaturais, sejam estas demônios, seres monstruosos, bruxas e até extraterrestres realizando cirurgias experimentais.

"Imagens comuns de pessoas barbadas, duendes, demônios gargalhando e de monstros sussurrando em línguas desconhecidas, de figuras sem rosto, animais medonhos, insetos repugnantes e outras coisas são manifestações comuns. As alucinações criadas pela própria mente são incrivelmente reais. Há muitas descrições de vítimas de paralisia do sono se referindo a criaturas da ficção e personagens de filmes".
O Dr. Brooks contou que seus episódios de Paralisia do Sono envolviam uma figura totalmente escura. "Parecia um tipo de demônio medieval ou gárgula gótico, atarracado e corcunda que ficava de pé na guarda da minha cama, balançando para frente e para trás. Por vezes ele abria a boca e uma fumaça cinzenta surgia de dentro dela. Eu conseguia sentir o movimento da cama, ouvia claramente o ruído dela rangendo e até o cheiro ocre do seu hálito. A experiência durava alguns minutos e depois se encerrava subitamente".

Com descrições como essa, não é de se surpreender que muitas vezes esses episódios acabem sendo interpretados como o assalto de uma entidade diabólica. Contudo especialistas tem uma explicação científica de como ocorre o distúrbio:

Durante o sono normal, o cérebro e o corpo passam por quatro estágios de relaxamento durante o qual os índices fisiológicos como atividade cerebral, pulsação cardíaca e respiração diminuem significativamente. O indivíduo entra então em um estágio de sono profundo chamado Sono-REM (quando as pálpebras se movem de um ladopara o outro durante o sono).

O ciclo inteiro, leva entre 90-100 minutos e se repete ao longo de todo o repouso. Os sonhos podem ocorrer durante todos os estágios, mas os sonhos mais vívidos, que parecem verdadeiros, tendem a ocorrer quando o indivíduo se encontra no estágio REM.

Durante esse período, os músculos do corpo são paralisados, presumivelmente para impedir a ação do sonhador de andar, falar e se movimentar. É um tipo de defesa do corpo, que nos sonâmbulos pode falhar. Durante episódios de paralisia do sono, alguma coisa sai do controle, e o estado de imobilidade permanece mesmo após o indivíduo estar desperto, geralmente por alguns segundos e no máximo por alguns minutos. Se isso não fosse assustador o bastante, em alguns casos (não em todos, é importante salientar), a mistura do estado de consciência e sonho pode resultar em alucinações bizarras.

Uma em vinte pessoas que sofrem de paralisia do sono descrevem como sintomas associados a ela, a forte sensação de haver uma presença física próxima, a dificuldade de respirar, um medo intenso e vários tipos de alucinações. Embora os especialistas não saibam ainda definir qual o fator que torna uma pessoa mais propensa a sofrer desses pesadelos, sabe-se que alguns indivíduos tem propensão a esse tipo de distúrbio que os acompanha ao longo de toda vida.

As pessoas que sofrem do mal podem ser aterrorizadas por manifestações ilusórias que não envolvem necessariamente algo paranormal, algumas vezes é possível imagionar a presença de um ladrão, de um assassino ou de um estuprador. De qualquer maneira a experiência pode ser extremamente traumática.
É possível que a sensação de terror seja consequência de uma ativação da amídala, a glândula do cérebro responsável pelos estímulos de percepção que identificamos como ameaças e terrores cotidianos. 

Um dos aspectos mais fascinantes a respeito da Paralisia do Sono diz respeito às várias modalidades de experiências descritas em diferentes culturas. Durante a Idade Média, episódios condizentes com paralisia do sono, eram tratados como visitas noturnas de bruxas, seus animais familiares (induzidos a atormentar a pessoa) e entidades demoníacas movidas por desejos sexuais.
Mesmo nos dias atuais, muitas sociedades interpretam essas experiências em termos sobrenaturais baseando-se em folclore e crenças enraizadas na sociedade em que vivem. No Canadá, a crença na "Velha Bruxa" que senta no peito da pessoa que dorme tranquilamente para sufocá-la é bastante conhecida. No folclore do Japão existe o kanashibari, um tipo de demônio noturno que esgana as suas vítimas e rouba a sua respiração. No Brasil existe a "pisadeira", uma bruxa cadavérica que tende a pisar no estômago e no peito de suas vítimas até esmagá-los.
Os estudiosos desse distúrbio tem interesse em definir como as crenças tendem a afetar a interpretação em termos sobrenaturais dos indivíduos que sofrem da paralisia do sono. Como a mente de cada indivíduo dá forma a uma alucinação específica. Nesse conceito, a paralisia do sono, oferece uma oportunidade quase única de estudar a reciprocidade entre biologia e cultura.   
Estima-se que milhões de pessoas no mundo sofram da paralisia, um mal considerado um distúrbio moderadamente grave do sono.  Muitas pessoas não se recordam desses pesadelos despertos, afortunadamente esquecem deles no momento que despertam por inteiro, mas continuam tendo a sensação incômoda de falta de ar e pavor. Outros se recusam a falar sobre o assunto ou tentam contornar o mal com tranquilizantes, drogas entorpecentes ou álcool.
Pessoas que sofrem episódios recorrentes de Paralisia do Sono, evitam relatar suas experiências por temer serem ridicularizadas ou taxadas como "loucas". Isso pode levar a isolamento social, paranóia, insônia e vários outros males relacionados a esgotamento físico e nervoso.

Fonte: Mundo Tentacular

sexta-feira, 17 de julho de 2015

OVNI bem detalhado aparece nos céus do Texas

Um vídeo altamente duvidoso mostra um objeto impressionantemente detalhado sobre os EUA. A filmagem, que foi carregado para o YouTube há duas semanas, mostra com extrema clareza uma nave em forma de disco movendo-se no céu perto da fronteira dos EUA com o México.

De acordo com a legenda do vídeo original, o objeto foi observado por duas testemunhas que descreveram ter experimentando uma sensação de vibração estranha no ar em torno delas, uma vez que teria passado em cima.

Enquanto inegavelmente impressionante do ponto de vista técnico, o filme é quase certamente um embuste criado usando computação gráfica ou com algum tipo de um modelo pequeno.

O vídeo já conseguiu acumular centenas de milhares de visualizações nas mídias sociais.



Fonte: Arquivo UFO

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O assustador futuro da raça humana

"Futuro é assustador e ruim para as pessoas", diz Wozniak sobre inteligência artificial.

Foto Montagem:Rony
O grupo de visionários da tecnologia que acreditam que a inteligência artificial pode representar um sério risco para a humanidade acaba de ganhar mais um membro: Steve Wozniak, cofundador da Apple e um dos responsáveis pela revolução do computador pessoal.

Wozniak, que anteriormente negava essa possibilidade, diz ter mudado de ideia sobre os riscos do desenvolvimento de máquinas super inteligentes. "Como pessoas incluindo [o físico] Stephen Hawking e [o cofundador da Tesla Motors] Elon Musk previram, eu concordo que o futuro é assustador e muito ruim para as pessoas", disse o engenheiro em entrevista ao jornal Australian Financial Review. "Se nós construirmos esses aparelhos para tomar conta de tudo, eventualmente eles pensarão mais rapidamente que nós e se livrarão dos humanos lentos para dirigir empresas de forma mais eficiente."

A grande preocupação desse grupo de futuristas, que inclui ainda Bill Gates e um crescente número de acadêmicos, é que estejamos nos aproximando de um nível de aceleração na capacidade das máquinas que possa fugir de nosso controle. Nesse caso, os computadores poderiam começar a trabalhar não de acordo com as instruções dos humanos que os criaram, mas com outros objetivos.

"Computadores vão assumir o lugar dos humanos, não há duvidas", diz Wozniak. "Espero que isso aconteça, e deveríamos perseguir esse objetivo, pois é uma questão de avanço científico. Mas, no fim, nós podemos criar uma espécie que estará acima de nós."

Fonte: Washington Post

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Como Descobrir o Número IMEI de um Celular

Quem já não teve o dissabor de ter um celular ou mesmo tablet roubado nos dias de hoje? Ainda mais se voce vive no Rio de Janeiro, então já deve ter sido "contamplado" com esta triste - mas cada dia mais real - experiência.
Mas voce sabe pra que serve o IMEI

Os Números Seriais Eletrônicos foram criados para dar identificações únicas aos dispositivos móveis. IMEI significa: International Mobile Equipment Identity (Identificação Internacional de EquipamentoMóvel). 
 
O IMEI é um número de identificação que todo aparelho possui e que serve para que operadoras e fabricantes verifiquem as características de um celular. Essa identificação também é útil para resolver casos de roubo, perda e para receber os benefícios oferecidos pela garantia do fabricante.

Se um celular, iPad ou outro dispositivo móvel for roubado, as empresas em alguns países podem bloquear o IMEI para que o ladrão não possa usar o celular de forma alguma (não importa se o cartão SIM foi trocado ou não). Este é um número que você deve manter em um arquivo, em um local seguro, caso a necessidade chegue. \vejamos agora algumas formas de como fazer isso.

01.Discando um código universal 

Há uma forma eficaz que pode ser utilizada em qualquer telefone. Trata-se de um código universal que, quando inserido no aparelho, mostra automaticamente o IMEI na tela de qualquer celular.

  • Abra o discador de seu telefone;
  • Digite o seguinte código no teclado: *#06#;
  • Depois que você digitar o código, o número do IMEI será apresentado automaticamente na tela.O número IMEI surgirá em uma nova janela no aparelho. Anote o número e mantenha-o em um lugar seguro, pois não é possível simplesmente copiar e colar a partir da tela de seu celular.
Considere adicionar *#06# como um contato do seu telefone. Desta forma, você não tem que procurar por esse código de novo!

02.Usuários de iPhone

Verifique na parte traseira se tiver um iPhone 5 ou o primeiro iPhone. Os iPhone 5, 5C, 5S e o original possuem o número IMEI gravado em suas partes traseiras, na parte inferior. Caso precise de um número MEID, utilize o mesmo número, mas ignore o último dígito (IMEIs possuem 15 dígitos, enquanto os MEID possuem 14).
  • Todas as operadoras brasileiras utilizam números IMEI. Caso more em outro país e sua operadora utilize uma rede CDMA, o número utilizado será o MEID.
  • Se seu iPhone for de uma versão diferente, verifique os passos a seguir.

  • Verifique o espaço de inserção do cartão SIM (chip) de seu iPhone 3G, 3GS, 4 ou 4S. Verifique este guia para mais detalhes sobre como remover este dispositivo de armazenamento do cartão SIM no seu modelo em específico. O número IMEI/MEID estará impresso neste dispositivo. Caso seja necessário determinar o número MEID, basta ignorar o último dígito. 
  • Vá até as configurações do sistema e acesse “Geral”. Em seguida, toque na opção “Sobre”; 
  • Role a tela até chegar ao número IMEI do aparelho.
  • Perto do fim, você verá IMEI ou MEID, e à direita dele, um número de 14 ou 15 dígitos. Este é o seu IMEI/MEID. (Se você segurar este botão IMEI/MEID por alguns segundos, o número será copiado, e você pode colá-lo em qualquer outro aplicativo de texto ou mensageiro. Surgirá uma mensagem confirmando que o número foi copiado com sucesso.) 
  
Procure o número IMEI/MEID no iTunes. Caso seu iPhone não esteja ligando, você pode conectá-lo a um computador e procurar o IMEI/MEID pelo iTunes.
  • Conecte o iPhone ao seu computador e abra o iTunes.
  • Clique em "Número de Telefone", próximo à imagem do seu iPhone. Isto fará com que você navegue pelos números de identificação relacionados ao seu dispositivo.
  • Copie o número IMEI/MEID.
03.Usuários de Android

  • Vá até as configurações do sistema e acesse a opção “Sobre o dispositivo”. Em seguida, acesse “Status”;
  •  Role a tela até encontrar o número IMEI.
04.Descubra o número IMEI/MEID por meio do Google Dashboard (Painel do Google)

Esta é a central de controle do Google, que pode ser acessada de qualquer computador com um navegador web. Você terá de fazer login com a conta Google associada ao seu aparelho Android. 

  • Acesse o Google Dashboard e faça login na mesma conta do Google que está configurada em seu aparelho Android;
  • Clique em “Android” para abrir as informações dos aparelhos Android vinculados a essa conta do Google;
  •  Veja o IMEI do aparelho na lista de informações do dispositivo.
05.Código sob a bateria do aparelho

  • Desligue o celular e remova a bateria; 
  • Normalmente o número fica impresso em um adesivo, como mostrado na imagem abaixo. 
  • Ele deve ter 15 ou 17 dígitos, sem incluir algumas barras, e não deve conter nenhuma letra. Apenas os primeiros 15 dígitos são necessários. 

06.Códigos para telefones Motorola

Digite o código #*menu-> (jogo da velha, asterisco, menu e seta para direita); 
Tente não pausar ou demorar, senão terá que digitar desde o começo.
Em aparelhos com cartão SIM, siga até ID IMEI/SIM e pressione enter. Os primeiros 14 números do IMEI serão exibidos na tela, o décimo quinto é sempre zero. 
  • Para unidades mais antigas, sem cartão SIM: continue a pressionar a tecla até ver IMEI [0] na tela. Os primeiros sete dígitos serão exibidos. Anote-os, pois serão sempre disponibilizados apenas 7 dígitos de cada vez.
  • Aperte a tecla Menu e depois o botão Next para mostrar os próximos sete dígitos. O décimo-quinto e último dígito é quase sempre um 0.
07.IMEI na caixa do produto

Em caso de perda ou roubo, o usuário pode verificar o código de seu aparelho na caixa original do produto. 
  • Pegue a caixa do celular e localize a etiqueta com o código de barras. Normalmente é lá que fica localizado o IMEI, como mostrado na imagem abaixo da caixa do aparelho.

Dicas:

  • Anote e guarde seu IMEI antes que seu celular seja roubado ou perdido.
  • Se seu celular foi roubado, você pode ligar ou ir até o centro de serviço da sua operadora mais próximo e dar o número de IMEI para que a equipe bloqueie seu celular.
  • A maioria dos aparelhos pré-pagos ou fornecidos sem nenhum contrato na América não possuem um número IMEI. O mesmo vale para aparelhos descartáveis em países da Europa, Ásia e África.
  • Caso more na África do Sul, você é obrigado por lei a denunciar o ladrão ao seu serviço de telefonia e à polícia (seja a SAPS ou a Metro Police local). Ele será bloqueado em TODAS as redes para que não possa ser usado para atividades criminais. Se for recuperado, é possível removê-lo da lista de bloqueio, contanto que você tenha prova de que é o dono do aparelho. 
  • Alguns ladrões substituem os números IMEI dos celulares que roubam pelos IMEIs de outros dispositivos. Se você comprou o celular de alguém ou de algum lugar de baixa confiança, tente pesquisar se seu IMEI pertence ou não àquele modelo de celular.
  • Bloquear por IMEI um celular roubado ou perdido irá cortar todas as comunicações entre o seu celular e sua operadora, fazendo com que seja impossível recuperá-lo através de rastreamento. Faça isso apenas como última opção caso o aparelho contenha informações importantes. 
Fontes: Wikihow e Techtudo