terça-feira, 10 de maio de 2016

Dupla de brasileiros cria armadura idêntica a do Homem de Ferro

Dois brasileiros estão tentando emular as habilidades de ninguém menos que Tony Stark. Se você duvida disso, saiba que os habitantes desse país são muito mais inteligentes do que você imagina, basta colocar em prática — quem lembra de quando o WhatsApp foi bloqueado e os BR's mais desavisados já estavam navegando via VPN etc?

Alex Sandro de Souza e Douglas Silva, dois amigos que moram em Limeira (SP), estão desenvolvendo uma armadura Mark 7 do Homem de Ferro. Com projeto baseado na plataforma de programação em Arduino e com saídas programáveis em C++, o valor total da construção da armadura ficou em torno de R$ 4 mil, disseram ao OD.

Se você ficou interessado em ter uma, saiba que eles podem até vender uma para você, mas é necessário desembolsar uma boa grana para isso. Veja o vídeo:




Fonte: Tecmundo

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Planetas similares à Terra são encontrados a 40 anos luz daqui

Se existir vida fora de nosso sistema solar, então recém descobrimos nossa melhor chance de encontrá-la: três exoplanetas próximos que são similares à Terra.
Pesquisadores do MIT descobriram três planetas orbitando uma estrela anã ultra-fria, a somente 40 anos luz da Terra – basicamente nossos vizinhos.
A descoberta foi descrita como um ‘grande prêmio’ – e cientistas dizem que serão capazes de fazer uma varredura das atmosferas desses planetas e descobrirem se eles são habitáveis.
Os tamanhos e temperaturas desses mundos são compatíveis com a Terra e Vênus, e são os melhores alvos encontrados até agora para procurar por vida fora do nosso sistema solar.
Os resultados estão publicados no periódico Nature.
Os cientistas descobriram os planetas usando o telescópio TRAPPIST (TRAnsiting Planets and PlanetesImals Small Telescope), um telescópio de 60 centímetros (de abertura) operado pela Universidade Liège, no Chile.
TRAPPIST foi projetado para focar em 60 estrelas anãs próximas – estrelas muito pequenas e frias que são tão apagadas ao ponto de serem invisíveis aos telescópios ópticos.
Julian de Wit da MIT diz: “Estes planetas estão tão próximos, e sua estrela é tão pequena, que podemos estudar suas atmosferas e composições, e mais além, que ainda é dentro do período de nossa geração, avaliar se eles são realmente habitados.  Todas estas coisas são conquistáveis, e dentro de nosso alcance agora. É um ‘grande prêmio’ para o campo”.
Fonte: robwaugh74.tumblr.com

terça-feira, 3 de maio de 2016

General do Exército Americano alerta quanto a existência de "exércitos de híbridos" e "homenzinhos verdes"

Gen. Mark Milley, faz palestra na Universidade de Norwich em 21 de abril de 2016. (Foto: Sgt. Chuck Burden/Exército)
O seguinte artigo, publicado no site openminds.tv, toca num assunto interessante que alertou muitos ovniólogos. Mas estaria o artigo correto quanto ao real significado do que o General Milley declarou?

Veja:

Numa palestra há poucas semanas na Universidade Norwich, o General Mark A. Milley, Chefe de Gabinete para o Exército dos Estados Unidos, disse à audiência, muitos dos quais eram cadetes da ROTC (Reserve Officers’ Training Corps), que no futuro os cadetes terão que lidar com, entre outras coisas, “exércitos de híbridos” e “homenzinhos verdes“. Alguns estudiosos do fenômeno dos OVNIs presumiram que esta é uma afirmação de que exércitos de alienígenas e seus híbridos humanos-alienígenas estariam ameaçando a Terra. Porém, ambos são termos militares que significam algo totalmente diferente.

Milley fez suas observações num evento que marcava o 100º aniversário do programa ROTC. Sua palestra enfatizou as qualidades que serão importantes para os cadetes no futuro, especialmente dada a crescente complexidade dos conflitos mundiais.

“Se o mundo de (sic) 1916 foi complexo, ou o mundo de 1945 foi complexo, o mundo de 2016 é intensamente complexo, e posso vos dizer isto de minha própria experiência”, disse ele. “Vocês estarão lidando com terroristas, vocês estarão lidando com exércitos híbridos, vocês estarão lidando com homenzinhos verdes, vocês estarão lidando com tribos, vocês estarão lidando com tudo isso, e vocês estarão lidando com isso simultaneamente.”

Sua declaração parece ser chocante. Ele parece estar dizendo aos cadetes que sabe de própria experiência que eles irão combater alienígenas. E o que dizer sobre os exércitos híbridos? O que seriam eles?

Aqueles familiarizados com a terminologia usada no estudo de supostas abduções alienígenas sabem que os híbridos são seres metade alienígena e metade humana. Isto levou a alguns sites na Internet proclamarem que o exército admitiu estar se preparando para uma batalha com alienígenas.

Porém, este não é o caso. Ambos os termos estão sendo usados pelos militares para significar algo diferente de alienígenas. “Exércitos híbridos” está na verdade se referindo à mistura de natureza convencional e não convencional de muitos inimigos. Por exemplo, alguns deles são combatentes não estatizados, ou terroristas que não pertencem a um estado organizado, como o Estado Islâmico.

Esses exércitos poderiam também estar usando uma mistura de táticas, tais como um exército que inclui guerra cibernética. Isto é um novo termo, mas essencialmente representa a constituição complexa e não tradicional das forças combatentes.

Então, o que dizer dos “homenzinhos verdes”? Estas são forças que foram vistas na Ucrânia, as quais acredita-se serem forças especiais russas. Elas são forças russas empregadas na Ucrânia e Crimeia, mas usam uniformes não marcados e dirigem veículos sem identificação. A Rússia nega ter empregado estas forças. Isto tem sido um caso estranho para todos que sabem quem eles realmente são, mas suas identidades sendo oficialmente negadas.

Assim, Milley não estava alertando os cadetes sobre alienígenas, mas talvez algo tão assustador. Ele estava alertando sobre uma constituição complexa de inimigos, os quais terão que encarar. Isto inclui terroristas, exércitos sem estados, guerra cibernética, e exércitos não identificados trabalhando acobertados.

Se Milley está escondendo um segredo sobre os EUA engajando numa batalha secreta com alienígenas, ele ainda não deixou escapar…

O que você acha?

Fonte: openminds.tv

Híbridos alienígenas-humanos existem e estão na Terra, afirma cientista



Um especialista em Energia Verde, que ajudou a moldar as políticas de energias renováveis do Reino Unido, diz estar convencido que alienígenas têm estado secretamente implantando DNA extraterrestre em humanas grávidas.

O escritor Miguel Mendonça, 42, agora alega que a comunidade, assim chamada, alienígena-híbrida está se expandindo na Terra e é vital para o futuro da raça humana, devido ao fato de como estão nos ajudando a “evoluir para sermos seres mais elevados”.

Ele está convencido que, através de contatos frequentes com híbridos, foi praticamente curado de Esclerose Múltipla (MS) – a doença que deixa pessoas com sintomas neurológicos, dores musculares e severa exaustão física e mental.

O Sr. Mendonça, de Bristol, foi anteriormente gerente de pesquisa para o World Future Council, o qual promove as melhores políticas para os recursos de energia renovável, e tem extensivamente escrito normas sobre Energia Verde.
Miguel Mendonça.
Porém, para sua última publicação, “Meet The Hybrids: The Lives And Missions of ET Ambassadors On Earth” (Conheça os Híbridos: As Vidas e Missões de Embaixadores ETs na Terra – título em tradução livre), publicado pela Amazon e co-autorado por Barbara Lamb, ele despendeu tempo entrevistando oito pessoas que alegam ter crescido com DNA alienígena implantado em seus corpos, e são parte de uma missão para melhorar a raça humana.

A Sra. Lamb tem tido grande interesse nessas alegações desde que os escutou pela primeira vez, e tem sido uma pesquisadora de abduções alienígenas desde 1980.

Mendonça disse ter começado com o projeto com uma mente aberta, mas após finalizar sua pesquisa ficou convencido que as pessoas estavam dizendo a verdade e acha que agora resolveu o mistério do porquê dos OVNIs estarem visitando a Terra.

Ele disse:

“Tentei manter meus pés no chão o máximo possível. Meu histórico é em energia renovável, ganho como um acadêmico, assim tenho que ter certeza dos fatos.

“Estes híbridos estão elevando a vibração e acordando as pessoas. Comecei a passar por este processo e para mim é inegável.

“Quando alguém com um forte aspecto ET fala comigo, sinto minha energia mudar – simplesmente sobe através do teto.”


Ele sentiu que tinha grandemente ajudado a remover seus sintomas de MS, adicionando:

“Encontro-me enxergando a energia com meu terceiro olho.

“Sou um escritor, e somente queria compartilhar suas histórias, e não tinha ideia que seria afetado; está mudando minha vida.

“Tentei usar o que tem sido revelado. Por um lado, isto resolveu alguns dos mistérios do assunto OVNI.

“Sabemos o porquê deles estarem vindo aqui e quem eles são.”


Estes híbridos estão levantando a vibração e acordando as pessoas. Tenho ido através de um processo e para mim é inegável.

Para pesquisar a fim de escrever o livro, a cada ‘híbrido’ foram perguntadas as mesmas questões, inclusive como eles descobriram que eram híbridos, qual era sua constituição genética, e o porquê deles estarem aqui na Terra.

O Sr. Mendonça disse ao Express.co.uk: “O que se tornou claro é quão similar cada relato era. Estes eram indivíduos independentes um do outro, os quais estavam descrevendo a mesma experiência.”

Entre os entrevistados estava Robert Frost-Fullington, 36, da Califórnia, nos EUA. Ele alegou ter DNA de quatro espécies alienígenas, conhecidas como reptilianos, sirianos, brancos altos e aqueles que se parecem com louva-deuses.

Ele alega no livro que teve implantes inseridos sob sua língua aos cinco anos de idade, antes de ter tido vários encontros com alienígenas.

Após ter sido submetido a um “processo consciente de lembrança” em 2011, ele disse ter percebido que era um híbrido.

Perguntado como ele foi criado, ele disse: “Quando uma mulher humana fica grávida, ela é levada à nave e os seres pegarão o embrião e criarão uma cobertura genética.”

Mas longe de ver isto como sendo um rapto não consensual e interferência sinistra, o Sr. Frost-Fullington alega que isso ocorreu para beneficiar a raça humana.

As pessoas entrevistadas alegam que suas missões na Terra eram a de “elevar” uma suposta “frequência” na Terra, através do aumento de supostas “vibrações”.

Eles todos sugeriram que isto estava disparando a ocorrência de uma ascensão, onde humanos evoluirão da terceira para uma suposta quinta dimensão, e levarão vidas mais espirituais, do que físicas.

Coisas como a guerra e violência provavelmente acabarão, é alegado.

Tatiana Amore, 34, do sul da Inglaterra, também foi entrevistada, e disse que era predominantemente da raça “pleiadiana”.

Ela disse: “Compreendo que a Terra agora está sendo carregada com uma nova frequência para humanos mais iluminados e melhores”.

Porém, embora os híbridos tenham sido descritos como independentes, um deles foi Cíntia Crawford, 67, do Arizona, EUA. Ficou claro no livro que ela foi aconselhada e se encontrou com vários dos outros entrevistados antes da pesquisa começar.

A Cíntia Crawford e a Sra. Lamb, ambas falaram na convenção anual 2011 Mutual UFO Network (MUFON) no Hyatt Regency Hotel em Irvine, Califórnia, de acordo com skepticblog.com.

O Express.co.uk perguntou a Mendonça por que ele não havia estendido sua pesquisa para entrevistar os pais dos supostos híbridos, ou feito testes mais científicos, tais como submeter os sujeitos a um teste de DNA e detector de mentira, e localizar seus supostos implantes para maiores exames.

Mendonça disse: “Alguns dizem que seus pais se assustaram ou não queriam saber, porque eles eram cristãos tradicionais”.

Ele não acreditou que exames de DNA mostrariam algo anormal, porque: “tudo que seria descoberto é seu código normal e ignoraria tudo mais”.

Ele adicionou que ficaram relutantes em ceder suas amostras de DNA, devido a receios de que “os projetos militares secretos usariam isto para criar soldados super humanos”.

Mas ele adicionou: “Aparentemente Robert está pensando sobre a ideia de fazer um teste de DNA, mas não pedimos às pessoas para se submeterem aos testes de DNA, porque não temos financiamento para isto”.

Ele ainda disse que tinha considerado usar detectores de mentira, ou fazer varreduras para os implantes, mas que havia “verificação independente” da entrevistadora Charmaine D’Rozario-Saytch, uma mulher de 28 anos de idade do sul da Inglaterra, a qual tem um “possível implante”.

Fonte: express.co.uk

As diferenças e semelhanças entre Batman vs Superman e Capitão América: Guerra Civil


Um dito comum entre os nerds hoje em dia: que época maravilhosa para ser fã de quadrinhos. As adaptações das revistas de super-heróis da Marvel e da DC são absolutamente as forças dominantes tanto no cinema quanto na TV americana, e outras propriedades nerds (de As Crônicas de Gelo e Fogo, que virou Game of Thrones, passando por filmes cult e vídeo games) estão tomando conta das beiradas deixadas pelo fenômeno dos super-heróis. De fato, que época maravilhosa.

Especialmente em 2016, no entanto, essa é também uma época absolutamente fascinante para ser espectador de filmes de super-heróis. Ainda não vimos X-Men: Apocalipse nem Doutor Estranho. O mais novo representante do gênero é Capitão América: Guerra Civil e seu material promocional combinado com o teor da história dos quadrinhos que ele “adapta”, cria um caso de estudo interessante com o outro grande filme de quadrinhos do ano, Batman Vs Superman.

Em entrevistas recentes, os Irmãos Russo, diretores de Guerra Civil, confessaram (veja aqui) que o interesse em fazer o terceiro filme do Capitão só existiu, para eles, graças à carta branca que a Marvel os deu para inovar e desconstruir o padrão de narrativa e o mito de super-herói estabelecido pelos oito anos de 12 filmes lançados anteriormente pelo estúdio. Ainda citaram Batman Vs Superman como o momento em que Kevin Fiege, o chefão da Marvel Studios, se deu conta de que era mesmo hora de desconstruir esse universo.

Os Irmãos Russo não quiseram dizer isso de uma maneira maliciosa – pelo contrário, colocaram que Batman Vs Superman, em muitos sentidos, tenta destronar a noção do super-herói como salvador, e questionar as suas ações, sua moralidade, sua conveniência e validade política. E foi apenas frente a esse mastodonte de um filme criado por Zack Snyder que Kevin Fiege se deu conta de que essa era a hora da Marvel fazer o mesmo com os seus personagens.


Por que agora?

É curioso pensar porque estamos tentando desconstruir a imagem do super-herói nesse momento da nossa história e da nossa filmografia. Sim, a saturação da mania dos filmes dos justiceiros fantasiados tem um pouco a ver com isso – com quase uma década de universo cinematográfico Marvel, e mais uma infinidade de filmes (fracassados ou não) vindos de outras fontes, incluindo a DC, essa bolha eventualmente teria que explodir. Como a sabedoria popular nos ensina: quanto mais alto, maior o tombo.

Tanto a Marvel quanto a DC estão se colocando à frente desse perceptível tombo, buscando maneiras de mudar os blocos fundamentais de seus universos e de trazer questionamentos novos e interessantes para um público que, quanto mais familiar se torna com a fórmula do gênero, mais busca por algo que fuja dessa fórmula. Nenhuma prova maior disso que o sucesso de Deadpool, uma versão satírica desse mesmo tipo de desconstrução da própria noção de super-herói e dos clichês do estilo.

Um tempo atrás, seria um pouco difícil acreditar que de fato o público fosse tão exigente. E embora, sim, blockbusters sem cérebro como Transformers e Alvin e os Esquilos (!) ainda façam muito dinheiro, uma fatia do público está começando a se acostumar com pratos mais finos, de Mad Max: Estrada da Fúria até a trilogia Batman de Christopher Nolan. O poder das redes sociais tem a ver com isso também, a inflamação de opiniões trazida pela internet e pela reação imediata que filmes, trailers e escalações recebem no ambiente online. Uma Hollywood em que o público manda mais que os estúdios, no final das contas, acabou sendo uma ótima ideia.


A lógica dos heróis falíveis

No entanto, precisamos pensar um pouco mais a fundo do que isso se formos entender por completo esse fenômeno. Um paralelo interessante a se fazer é sobre o recente ressurgimento do cinema de terror, que passou por uma fase ruim com poucos respiros nas últimas décadas – por mais que os primeiros filmes de M. Night Shyamalan, a franquia Pânico e o espetacular Os Outros, de Alejandro Amenábar, fossem pontos brilhantes na escuridão, o gênero (e os filmes de sucesso do gênero) em geral se limitava a produções voltadas para o público adolescente, com pouca profundidade e pouca intenção realmente declarada de assustar.

Isso até uma nova geração de diretores assumir a cadeira, trazendo de volta histórias de assombração que agradaram ao público e à crítica, vide A Casa do Diabo (2009), Você é o Próximo (2011), A Entidade (2012), Invocação do Mal (2013), O Espelho (2013), The Babadook (2014), Corrente do Mal (2014) e A Bruxa (2015). E o que todos esses filmes tem em comum? Bom, de uma forma ou de outra, eles são contos de monstros dos quais não podemos escapar – o truque não e mais matar o assassino, como era na época de A Hora do Pesadelo e Sexta-Feira 13, mas aprender a conviver com ele.

O gênero do terror sempre foi um forte indicador dos nossos medos coletivos como sociedade, e assistir a esses filmes, que quase unanimemente não terminam bem, é constatar que nosso medo hoje em dia é do inevitável. E isso reflete uma mentalidade muito mais permissiva e realista da condição humana, num sentido em que aceitamos o tempo (Corrente do Mal), o luto (The Babadook), a desconfiança (Você é o Próximo) e a obsessão midiática (A Entidade) como a nossa ruína, e buscamos maneiras de abraçar essas falhas para que possamos seguir com nossas vidas.

O que isso significa para a nossa mania por narrativas de super-heróis? Em suma, significa a queda desses ideais que observamos por tanto tempo atuando como os braços da justiça em um mundo em que ela não funciona. Significa a ambiguidade moral e política chegando a um universo que anteriormente não a aceitava. Significa questionar os atos e as consequências dos atos desses justiceiros, e refletir se a justiça que eles fazem é mesmo a que a gente precisa.

Significa também, para os personagens, que o público não deve mais estar disposto a perdoar todas as suas falhas e relevar todos os seus comportamentos condenáveis. Não se trata de fazer dos heróis mais politicamente corretos ou politicamente incorretos, mas de torna-los de fato políticos (e humanos), criar narrativas que são naturalmente mais complexas por isso. Um herói falível em um mundo imperfeito é o equivalente, para os filmes de quadrinhos, ao monstro que não conseguimos matar no cinema de terror. Ambos nos assustam, nos causam estranhamento, e talvez até nos façam querer voltar para um tempo em que as coisas eram mais simples – mas não só esse caminho não tem mais volta, como o universo dos super-heróis está muito mais interessante agora do que jamais foi.


As diferenças

Já deu para entender que, basicamente, é nesse sentido que Capitão América: Guerra Civil e Batman Vs Superman se alinham, né? São ambos explorações de um universo de super-heróis que não é mais só entretenimento, que tem algo a dizer, e que faz uma reflexão importante de ser ouvida sobre o mundo em que vivemos. Esse pulo das adaptações de super-heróis para um nível mais sério e interessante obviamente não iria descer bem com todos os críticos, especialmente aqueles que condenam ambição quando a veem em grandes filmes dos estúdios hollywoodianos (porque sim, esses críticos mesquinhos existem).

A má recepção crítica de Batman Vs Superman, com raras exceções de reviews negativos bem-fundados e que representam uma visão válida sobre o filme como obra estética e narrativa, basearam suas notas baixas na forma como Snyder pareceu “se levar a sério demais”. O curioso é que, quando a Marvel decidiu se levar muito mais a sério do que jamais se levou, em ambos os filmes dos Irmãos Russo até agora, o mesmo massacre crítico não aconteceu – e acreditem, a questão aqui não é só de qualidade das produções, mas se estratégia, marketing e timing.

Primeiro, é notável que a Marvel preparou mais o terreno para esse novo nível em suas adaptações. É admirável o que a Warner e a DC fizeram ao sair imediatamente com um filme que analisava a fundo o mito do super-herói, e do super-herói mais reconhecível da história, com O Homem de Aço. É também uma estratégia mercadológica e artística pouco inteligente – com a Marvel, a construção do universo e a nossa familiaridade maior com ele faz com que o aumento das expectativas e ambições pareça mais natural. Guerra Civil parece o clímax de uma era dentro do estúdio, com Guerra Infinita o seguindo para selar certos momentos e personagens no futuro, e também para mantê-los por perto.

Apesar de Capitão América: Guerra Civil ter também a responsabilidade de se encaixar na continuidade do universo cinematográfico maior da Marvel, o peso em cima do filme dos Russo não se compara as muitas restrições que o ambicioso Batman Vs Superman sofreu por ter a obrigação de ser a pedra fundadora de um outro universo cinematográfico. A narrativa do filme pareceu freada e constringida, em muitos momentos, por essas obrigações, e talvez por isso muitos críticos tenham sentido (não sem pelo menos alguma razão) que o filme não se elevou ao potencial que tinha.

Independente disso ou daquilo, no entanto, o importante é que os super-heróis nunca foram tão absurdamente complexos, humanos, questionáveis e interessantes quanto agora. Como também nos diz a sabedoria popular, embora essa seja mais restrita aos cinéfilos de plantão: o filme que te faz perguntas é muito melhor que o filme que te dá respostas. Batman Vs Superman e Guerra Civil são espetáculos de efeitos especiais com corações de aventuras hollywoodianas, mas lá no fundo são também narrativas inquietantes e incômodas, de uma forma que o gênero nunca se permitiu ser antes.

Fonte: Observatório do Cinema